🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Perto dos 75 mil pontos

Apesar da tensão política, Ibovespa engata a segunda alta consecutiva; dólar cai a R$ 5,03

O Ibovespa fechou em alta firme e, com isso, já acumula ganhos de mais de 10% na semana, sustentado pelo clima mais positivo no exterior — fator que se sobrepôs à deterioração do cenário político doméstico

Victor Aguiar
Victor Aguiar
25 de março de 2020
18:02
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Caso estivéssemos em outros tempos, eu diria logo no título que o Ibovespa disparou 7,5% nesta quarta-feira (25). No entanto, a situação atual é tão insólita que esse não é o feito mais importante da bolsa brasileira: o que realmente chama a atenção hoje é o fato de o índice ter subido pelo segundo dia seguido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pode parecer pouco, mas não víamos uma sequência dessas desde fevereiro. Pois é: é a primeira vez em março que o Ibovespa consegue fechar em alta em dois pregões consecutivos neste mês.

Na terça-feira (24), o índice disparou 9,69% e, hoje, avançou mais 7,5%, terminando aos 74.955,57 pontos, no maior nível de encerramento desde o dia 13. Com os ganhos, o Ibovespa agora acumula alta de 11,76% na semana.

O mercado de câmbio também teve uma sessão bastante tranquila. O dólar à vista chegou a cair 2,13% na mínima, tocando os R$ 4,9735, mas não conseguiu se sustentar nesses níveis: fechou a R$ 5,0326, em baixa de 0,97%.

Boa parte do alívio visto por aqui nesta quarta-feira se deve ao tom mais ameno dos mercados internacionais: as bolsas da Europa fecharam em alta e os índices acionários americanos passaram boa parte do dia com ganhos sólidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E eu digo "boa parte do dia" porque, perto do fim da sessão, as bolsas americanas perderam força, num movimento de realização de lucros: o Dow Jones (+2,39%) e o S&P 500 (+1,15%) ainda fecharam em alta, mas o Nasdaq (-0,45%) virou para queda.

Leia Também

  • Eu gravei um vídeo para comentar essa nova rodada de alívio nas bolsas globais. Veja abaixo:

De certa maneira, essa tirada de pé do acelerador também foi sentida por aqui: o Ibovespa chegou a tocar os 76.713,93 pontos na máxima (+10,02%), mas reduziu os ganhos nos últimos minutos do pregão, encerrando abaixo dos 75 mil pontos.

Ainda assim, é um desempenho expressivo — especialmente ao considerarmos a forte instabilidade política vista em Brasília.

Pressão reduzida

O surto de coronavírus continua inspirando enorme cautela aos mercados globais, uma vez que o ritmo de disseminação da doença pelo mundo tem aumentado num ritmo preocupante. De acordo com a universidade americana John Hopkins, já são mais de 20 mil mortos e cerca de 460 mil pessoas contaminadas — ontem, o total de infectados estava abaixo de 400 mil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, as medidas de estímulo econômico anunciadas por governos e bancos centrais têm ajudado a trazer algum alívio aos investidores. Nesta madrugada, o Senado dos EUA aprovou o pacote de US$ 2 trilhões com medidas de incentivo à atividade local — a pauta vinha sendo discutida desde o fim de semana.

Com o sinal verde para o pacote trilionário, os mercados americanos continuaram em alta — ontem, já tinham registrado uma recuperação firme, com o Dow Jones saltando mais de 11%. E esse tom mais positivo visto no exterior acabou se sobrepondo à cautela com o vírus nos mercados americanos, ao menos por enquanto.

Preocupação local

No Brasil, a deterioração cada vez maior do cenário político é motivo para preocupação entre os investidores. Ontem, em pronunciamento à nação, o presidente Jair Bolsonaro confrontou governadores, fez pouco caso do coronavírus e foi contra as recomendações da OMS ao defender a reabertura de escolas e fim do isolamento social.

O pronunciamento gerou enorme discussão nas redes sociais e provocou reações imediatas das principais lideranças políticas. Tanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre — que foi contaminado pelo coronavírus — quanto o da Câmara, Rodrigo Maia, repudiaram a postura de Bolsonaro, escancarando o isolamento cada vez maior do presidente da República.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse cenário, o mercado obviamente fica receoso quanto às diretrizes econômicas a serem assumidas neste momento de crise global — e eventuais declarações dos principais atores da cena política podem trazer instabilidade às negociações nos próximos dias.

DIs caem após IPCA-15

No mercado de juros, os principais vencimentos fecharam em baixa nesta quarta-feira, repercutindo o resultado da inflação medida pelo IPCA-15: o índice subiu 0,02% em março, o menor resultado para o mês desde 1994.

Com a inflação sob controle, aumentaram as apostas do mercado quanto a um novo corte na taxa Selic, uma vez que não há grandes pressões sobre o nível de preços do país. Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta quarta-feira:

  • Janeiro/2021: de 3,68% para 3,47%;
  • Janeiro/2022: de 4,99% para 4,69%;
  • Janeiro/2023: de 6,70% para 6,12%;
  • Janeiro/2025: de 8,33% para 7,60%.

Altas e baixas

O setor aéreo apareceu entre os destaques positivos do Ibovespa nesta quarta-feira, aproveitando o clima mais ameno dos mercados globais para recuperar parte do terreno perdido recentemente. Veja abaixo quais foram as cinco ações de melhor desempenho do índice:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CÓDIGONOME PREÇO (R$)VARIAÇÃO
GOLL4Gol PN10,94+35,06%
BRKM5Braskem PNA15,02+31,75%
RENT3Localiza ON34,47+26,82%
YDUQ3Yduqs ON26,79+23,06%
HGTX3Cia Hering ON14,99+22,07%

Confira também as maiores quedas do Ibovespa no momento:

CÓDIGONOME PREÇO (R$)VARIAÇÃO
CRFB3Carrefour Brasil ON20,85-4,36%
PCAR3GPA ON70,00-2,78%
VIVT4Telefônica Brasil PN47,06-1,79%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar