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2020-03-25T18:19:59-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
Altas e baixas

Gol, Azul, Usiminas e Braskem: os destaques do Ibovespa nesta quarta-feira

Com o mercado assumindo um tom menos defensivo, as ações das companhias aéreas Gol e Azul apareceram entre as maiores altas do Ibovespa, num movimento de correção das fortes perdas acumuladas ao longo do mês

25 de março de 2020
15:33 - atualizado às 18:19
Avião da Gol
Imagem: Dilvugação

O Ibovespa aproveitou o clima de menor aversão ao risco no exterior e teve mais uma sessão de alta firme nesta quarta-feira (25). Nesse cenário, algumas ações que sofreram bastante nos últimos dias, como as das aéreas Gol e Azul, aproveitaram para recuperar terreno perdido; Usiminas e Braskem também apareceram entre os destaques positivos.

As ações PN da Gol (GOLL4) dispararam 35,06% hoje, a R$ 10,94, e os papéis PN da Azul (AZUL4) tiveram forte alta de 18,55%, a R$ 19,17. Ambos amargaram perdas massivas ao longo de março, dada a queda na demanda por passagens aéreas por causa da crise do coronavírus.

E, mesmo com os fortes ganhos de hoje, esses ativos ainda estão com um desempenho amplamente negativo no mês: Gol PN acumula perdas de 56% desde o começo de março, enquanto Azul PN despenca 57%.

E, de fato, o panorama é bastante negativo para as companhias aéreas globais, dada a interrupção de diversas rotas internacionais e as recomendações de isolamento social — o que, naturalmente, reduz a demanda por viagens, tanto as corporativas quanto as por lazer.

Nesse cenário, ambas as empresas já anunciaram a interrupção dos voos internacionais e reduziram drasticamente a malha aérea — a Gol, por exemplo, terá apenas 50 voos diários entre 28 de março e 3 de maio, conectando as capitais brasileiras.

No entanto, por mais que o cenário para o setor aéreo seja crítico, algumas notícias trazem algum alento às ações. Em primeiro lugar, há a queda no dólar — a moeda americana recua 1,61% no segmento à vista, flertando com patamares abaixo dos R$ 5,00 pela primeira vez desde o dia 13.

O dólar mais fraco ajuda as companhias aéreas, uma vez que boa parte de suas linhas de custo é denominada na moeda americana. Aqui, destaque para os gastos com combustível de aviação, que dependem diretamente da variação cambial.

Mas, além do alívio no front do dólar, também há a percepção de que os governos e bancos centrais do mundo estão atuando de maneira firme para conter o avanço do coronavírus e dar sustentação à economia global. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi aprovado um pacote de auxílio à atividade de US$ 2 trilhões.

Com essa postura enérgica dos governos, há a leitura de que, por mais que os impactos econômicos decorrentes do coronavírus sejam inevitáveis, eles poderão ao menos ser minimizados em algum grau. E, partindo desse pressuposto, o setor aéreo poderá se recuperar num prazo mais rápido.

Assim, os investidores aproveitaram os preços mais baixos das ações da Gol e da Azul para ir às compras, sustentados pelo noticiário mais animador em relação às companhias aéreas.

Usiminas fecha acordo

Outro destaque positivo foi Usiminas PNA (USIM5), com ganhos de 21,39%. A siderúrgica, assim, foi bem melhor que seus pares: CSN ON (CSNA3) subiu 12,93% e Gerdau PN (GGBR4) avançou 10,50%.

Esse comportamento dos papéis da Usiminas se deve ao noticiário referente à empresa. Mais cedo, a siderúrgica anunciou que irá receber R$ 393,9 milhões após fechar um acordo com o fundo de pensão da companhia.

A empresa entrou na Justiça no ano passado para deixar de fazer o pagamento mensal do programa de amortização do déficit do Plano de Previdência Complementar PB1 da Previdência Usiminas. O acordo firmado com o fundo de pensão foi homologado pela Justiça e extingue o processo.

Essa cifra é particularmente importante para reforçar o caixa da companhia em meio à crise do coronavírus — há o temor de que a demanda da China por produtos siderúrgicos ainda passe por momentos de instabilidade, por mais que o avanço da doença no país asiático esteja contido no momento.

Braskem se recupera

Outra alta expressiva do Ibovespa foi Braskem PNA (BRKM5), que disparou 31,75%. Assim como no caso das aéreas, trata-se de um movimento de correção após as fortes baixas recentes — mesmo com a disparada de hoje, os papéis ainda acumulam perda de 43% em março.

Veja abaixo as dez ações de melhor desempenho do Ibovespa no momento:

CÓDIGONOME PREÇO (R$)VARIAÇÃO
GOLL4Gol PN10,94+35,06%
BRKM5Braskem PNA15,02+31,75%
RENT3Localiza ON34,47+26,82%
YDUQ3Yduqs ON26,79+23,06%
HGTX3Cia Hering ON14,99+22,07%
USIM5Usiminas PNA4,88+21,39%
SMLS3Smiles ON13,74+20,00%
TOTS3Totvs ON55,00+19,80%
AZUL4Azul PN19,17+18,55%
ELET6Eletrobras PNB23,95+16,89%

Na ponta negativa do índice, tivemos apenas três ações: Carrefour Brasil ON (CRFB3), com perda de 4,36%; GPA ON (PCAR3), com baixa de 2,78%; e Telefônica Brasil PN (VIVT4), com queda de 1,79%.

As três vinham apresentando desempenhos resilientes nos últimos dias, dada a percepção de maior demanda nos supermercados e de serviços de telecomunicação meio à quarentena por causa do coronavírus.

No entanto, com o mercado assumindo uma postura mais positiva hoje, os investidores aproveitaram para promover ajustes nas carteiras. Assim, as ações que ficaram para trás nos últimos dias foram demandadas hoje, enquanto as que estavam com níveis mais altos de preço acabaram sendo mais pressionadas.

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