O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A confirmação de um caso da nova variante do coronavírus nos Estados Unidos trouxe cautela aos mercados, que temem um surto da doença. Como resultado, o Ibovespa caiu forte e o dólar teve mais um dia de alta
O mercado sempre tenta se antecipar aos acontecimentos, usando as informações disponíveis para mapear os riscos que podem se desenhar à frente. Mas, quando um fator novo repentinamente aparece no radar dos investidores, a reação costuma ser dramática — e foi exatamente isso que aconteceu nesta terça-feira (21), tanto no Ibovespa quanto no dólar.
O fator surpresa, no caso, foi a escalada no noticiário referente a uma doença misteriosa que já causou 6 mortes na China — algo semelhante a uma pneumonia causada por uma variante do coronavírus. O que parecia ser um problema isolado à região ganhou traços mais preocupantes hoje.
Mais cedo, autoridades chinesas confirmaram que a doença, que causa infeções respiratórias em seres humanos e animais, é transmissível entre seres humanos — informação que trouxe enorme cautela às bolsas asiáticas.
A apreensão é grande porque, a partir da sexta-feira (24), começa um enorme período de recesso na China, em comemoração ao Ano Novo Lunar. Consequentemente, é esperado um fluxo maior de turistas em direção ao país, além de um trânsito crescente de pessoas pela região.
No meio da tarde, mais uma notícia trouxe preocupação aos mercados: autoridades americanas confirmaram a primeira ocorrência da doença no país, num residente do estado de Washington que esteve recentemente na cidade chinesa de Wuhan.
A escalada nas tensões relacionadas ao coronavírus deu um tom defensivo às negociações no mercado financeiro. Por aqui, o Ibovespa passou o dia no campo negativo, fechando em queda de 1,54%, aos 117.026,04 pontos. Nos Estados Unidos, o dia também foi de prudência, com o Dow Jones (-0,52%), o S&P 500 (-0,27%) e o Nasdaq (-0,19%) recuando.
O mercado de câmbio também mostrou-se mais defensivo: o dólar à vista passou por altas e baixas, mas, com o noticiário vindo dos Estados Unidos, a moeda americana acentuou os ganhos e fechou com valorização de 0,39%, a R$ 4,2050 — é o maior patamar desde 3 de dezembro.
No exterior, o dólar se fortaleceu em relação a quase todas as divisas de países estrangeiros, num movimento clássico de busca por proteção por parte dos investidores.
Até o momento, sabe-se que a nova variante do coronavírus pertence à mesma família do agente causador da síndrome respiratória aguda grave (SARS, em inglês), que entre 2002 e 2003 matou mais de 700 pessoas.
Os mercados temem que, em meio ao risco de contágio, os países sejam forçados a adotar práticas mais rígidas em relação à circulação de pessoas, o que pode afetar o comércio e a atividade global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. E, como era de se esperar, ele tratou das negociações comerciais com a China.
Entre outros pontos, o chefe da Casa Branca disse que as relações entre Washington e Pequim "nunca estiveram melhores", mas ressaltou que as tarifas de importação que já foram impostas continuarão valendo até que uma segunda fase do acerto seja fechada.
Já o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, disse durante o evento que o grande inimigo do meio ambiente é a pobreza. "Destroem porque estão com fome", disse.
Assim como ontem, o mercado de juros descolou do movimento de pressão mais intensa visto no dólar e terminou em baixa. Os agentes financeiros aguardam os dados do IPCA-15, a serem conhecidos na sexta-feira, para ter uma ideia melhor do cenário da inflação no país.
Os indicadores inflacionários são importantes para calibrar as apostas num eventual novo corte da Selic pelo Banco Central. Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta terça-feira:
As ações ON da Cia Hering (HGTX3) despencaram 12,59% e tiveram o pior desempenho do Ibovespa nesta terça-feira. Na noite passada, a empresa reportou uma receita bruta de R$ 502,9 milhões no quarto trimestre de 2019, cifra 5,2% menor na base anual.
Além disso, as vendas mesmas lojas (SSS) recuaram 4% na rede Hering, interrompendo uma sequência de sete trimestres com alta nesse dado — os números foram considerados fracos pelos analistas do BTG Pactual e do Credit Suisse.
O cenário de incertezas em relação à China e à possível disseminação do coronavírus afetou as ações de empresas que exportam ao país asiático, especialmente mineradoras e siderúrgicas.
Assim, o dia foi negativo para Vale ON (VALE3), que caiu 2,32%; CSN ON (CSNA3), em baixa de 2,91%; Gerdau PN (GGBR4), com perda de 2,11%; e Usiminas PNA (USIM5), com desvalorização de 2,05%.
A possibilidade de restrição na circulação de pessoas — e o próprio medo do coronavírus — também provocou impactos negativos nos papéis de CVC ON (CVCB3), em baixa de 4,07%; Gol PN (GOLL4), com perda de 2,96%; e Azul PN (AZUL4), com desvalorização de 2,78%.
Confira abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta terça-feira:
Veja também as maiores baixas do índice no momento:
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM
Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez
O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro