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2020 já começou com novo recorde para o Ibovespa; bolsa reagiu com otimismo à data marcada para assinatura do acordo comercial entre EUA e China.
A bolsa brasileira começou 2020 com o pé direito. No primeiro pregão do ano, nesta quinta-feira (2), o Ibovespa disparou como um foguete em direção ao inédito patamar dos 118 mil pontos e fechou com uma alta de nada menos que 2,53%, aos 118.573,10, na máxima do dia. Trata-se de um novo recorde de fechamento.
O índice começou o pregão de hoje nos 115.651,95, ou seja, teve um avanço de nada menos que 2.699,31 num único dia.
As negociações também foram animados nas bolsas estrangeiras, embora os movimentos não tenham sido tão intensos quanto foram por aqui. As bolsas asiáticas, europeias e americanas também fecharam em alta, e no caso de Nova York, também houve novos recordes de fechamento.
O Dow Jones fechou com alta de 1,16%, aos 28.868,80 pontos; o S&P 500 avançou 0,84%, para os 3.257,85 pontos; e o Nasdaq teve ganho de 1,33%, aos 9.092,19 pontos.
E os motivos de tanta festa foram as duas maiores economias do mundo. No fim do ano passado, Estados Unidos e China fecharam a primeira fase do acordo que pode pôr fim à guerra comercial entre os dois países.
No apagar das luzes de 2019, o presidente americano Donald Trump confirmou que a assinatura do acordo está marcada para 15 de janeiro, e ainda sinalizou que as negociações da segunda fase já estariam engatilhadas.
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Além disso, o governo chinês anunciou, ontem, um estímulo pontual à economia do país. O banco central chinês disse que cortaria a taxa de reserva obrigatória dos bancos, liberando o equivalente a quase US$ 115 bilhões na economia.
Como a B3 não teve pregão nem no dia 31 nem no dia 1º, o mercado brasileiro ainda não tinha reagido a todas as novidades. Mas também houve fatores locais que contribuíram para a disparada do Ibovespa.
Dois dados divulgados hoje reforçaram a ideia de que está ocorrendo uma retomada na economia. O número de emplacamentos de veículos novos em 2019 foi o maior desde 2014, segundo a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Já o Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 97,1 pontos em dezembro, maior marca desde janeiro de 2019.
O dólar à vista começou o dia em queda, mas fechou em alta de 0,31%, a R$ 4,0242, em dia de volumes reduzidos no mercado de câmbio.
Os juros futuros, por sua vez, começaram o dia em alta e fecharam em baixa. O contrato de DI com vencimento em janeiro de 2021 caiu de 4,561% para 4,525%; o DI para janeiro de 2023 recuou de 5,794% para 5,78%; e o DI para janeiro de 2027 caiu de 6,763% para 6,71%.
As ações da B3 (B3SA3) tiveram a segunda maior alta do Ibovespa depois que a companhia anunciou uma redução de tarifas no mercado de ações, de modo a beneficiar os investidores pessoas físicas. Os papéis subiram 5,78% nesta quinta.
No fim de 2019, as ações da B3 apanharam com a expectativa de ter seu monopólio quebrado no mercado brasileiro, ao fechar acordo para processar operações a bolsas de valores concorrentes.
As ações do frigorífico JBS (JBSS3) também passaram a figurar entre as maiores altas do Ibovespa impulsionadas pela notícia de um surto de gripe aviária na Polônia na última terça (31). O vírus identificado foi o H5N8, considerado altamente patogênico pelos organismos de saúde.
Doenças como esta e a peste suína na China reduzem a oferta mundial de proteína animal, abrindo espaço para as carnes brasileiras no mercado internacional, além de puxar os preços para cima.
Também favoreceu os papéis a possível venda da fatia que o BNDESPar detém na empresa. As ações fecharam em alta de 5,43%.
Fora do Ibovespa - mas não por muito tempo - as ações da companhia de softwares de gestão Totvs (TOTS3) avançaram 7,13%, depois de terem sido incluídas na próxima carteira teórica do Ibovespa.
Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa:
Confira também as ações que tiveram pior desempenho no índice:
*Com Estadão Conteúdo
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