Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás
Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a chacoalhar os mercados globais e colocou as commodities, mais uma vez, no centro das estratégias de investimento. Com o barril de petróleo reagindo aos choques na oferta, cotado acima de US$ 100, o reflexo na B3 é imediato: ativos ligados ao setor de energia ganham fôlego e atraem o fluxo de capital.
Nesse cenário, o CMBD11, com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período.
Para Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o ETF CMBD11 é um dos ativos estratégicos para a carteira, já que oferece acesso a algumas das principais empresas brasileiras ligadas às commodities, incluindo nomes relevantes de petróleo, mineração e agronegócio.
“Na prática, o investidor passa a acessar, em um único ativo listado em bolsa, uma carteira diversificada de empresas exportadoras e geradoras de caixa”, afirma. “Trata-se de uma forma prática de capturar o potencial de valorização do ciclo de commodities no Brasil.”
O duplo alfa da estratégia
Segundo Spiess, há ainda um “duplo alfa” na estratégia. Além da exposição ao ciclo de commodities, muitas dessas empresas ainda negociam a múltiplos descontados por aqui.
O analista também avalia que o cenário favorável vai além do atual episódio geopolítico. “Mesmo que o conflito venha a se estabilizar, o pano de fundo segue favorável às commodities”, afirma.
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Ele também destaca fatores como a reorganização das cadeias globais de suprimento e as disputas estratégicas entre grandes potências, que, combinados, tendem a tornar choques de oferta mais frequentes.
Entendendo o CMBD11
O CMBD11 é um ETF de commodities do BTG Pactual listado na B3, que reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio. Ou seja, a carteira do ETF oferece exposição diversificada ao ciclo de commodities.
Com cerca de 40% da carteira em ações de óleo e gás, o ETF tende a se beneficiar diretamente de movimentos de alta no petróleo.
O fundo possui taxa de gestão de 0,50% ao ano, não tem incidência de come-cotas nem IOF e conta com liquidez diária na bolsa.
*Com informações do Money Times
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