Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

A trégua no conflito no Oriente Médio trouxe alívio aos mercados nesta segunda-feira (23), após o anúncio de Donald Trump de uma pausa de cinco dias nos ataques à infraestrutura energética do Irã. O Ibovespa subiu quase 6 mil pontos durante a sessão, encerrando o dia com uma alta de 3,24%, aos 181.931,93 pontos. Foi quinta maior alta diária para o índice desde 2021, segundo dados compilados por Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria.
O dólar à vista (USDBRL), por sua vez, encerrou as negociações a R$ 5,2407, com queda de 1,29%.
O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que o Exército dos Estados Unidos vai adiar os ataques a usinas de energia e à infraestrutura energética do Irã por cinco dias, após conversas “produtivas” entre Washington e Teerã.
No sábado, o republicano deu um ultimato aos iranianos. Disse que, se eles não liberassem o estreito de Ormuz em 48 horas, militares norte-americanos iriam atacar e destruir as usinas de energia do país.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que Teerã esteja em negociações com os Estados Unidos, segundo a mídia estatal, afirmando que “não há diálogo” com Washington.
Os futuros do petróleo Brent, referência internacional, tombaram 9,86%, a US$ 95,92 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). A derrubada aliviou pressões inflacionárias e a curva de juros futuros brasileira encerrou a segunda-feira em queda firme.
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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,150% ante 14,420% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa bateu mínima a 14,135%, uma alta de 28 pontos-base.
Lá fora, os mercados também comemoraram a suspensão do conflito. Em Wall Street, a Nasdaq avançou 1,38%, enquanto S&P 500 e Dow Jones ganhavam 1,15% e 1,38%, respectivamente. Na Europa, as bolsas também subiram com força.
Destaques dos mercados hoje
Apenas uma ação fechou negativa: a Prio (PRIO3) com queda de 2,53%, a R$ 66,17. O papel seguiu a cotação dos contratos futuros do Brent,
A ponta positiva do índice foi liderada pela MBRF (MBRF3), que avançou 14,34%, a R$ 18,98. A ação, que já subia com o apetite por risco, ampliou os ganhos após leilão da B3.
Segundo Fernando Iglesias, analista de proteína animal da Safras & Mercado, o movimento acontece porque a companhia tem uma forte exposição à região onde a guerra está acontecendo, então a esperança de uma normalização do comércio na região impulsiona os papéis com mais vigor do que outras companhias.
Fora do Ibovespa, as ações da Oncoclínicas (ONCO3) tiveram a maior alta da B3 no mesmo horário, com salto de 57,05%, a R$ 2,45.
Depois de colocar na mesa uma potencial parceria bilionária com a Porto (PSSA3), a empresa agora atraiu o interesse de mais um nome relevante do setor de saúde: o Fleury (FLRY3), que decidiu entrar nas negociações como possível co-investidor da operação.
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