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Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

O UBS BB decidiu mudar o tom com a Usiminas (USIM5). Diante de um cenário mais favorável para o setor siderúrgico no Brasil, o banco elevou a recomendação das ações de neutra para compra — e vê espaço relevante para valorização ao longo de 2026.
O banco também revisou o preço-alvo de R$ 6,80 para R$ 9, o que implica um potencial de valorização de 38,7% em relação ao fechamento da última segunda-feira (16). Como reação, os papéis encerraram o pregão desta terça-feira (17) com alta de 2%, a R$ 6,62.
Na avaliação do UBS BB, o principal gatilho para a mudança de recomendação está na melhora do ambiente competitivo no Brasil. Em fevereiro, o governo ampliou as restrições às importações de aço e aplicou tarifas antidumping por até cinco anos para produtos da China e da Índia, o que tende a reduzir a entrada de aço estrangeiro no país.
Para os analistas Caio Greiner, Arthur Biscuola e Andrew Jones, esse tipo de medida costuma destravar valor para as siderúrgicas locais — especialmente quando os benefícios se tornam mais visíveis para o mercado.
A expectativa é que a queda nas importações, principalmente da China, abra espaço relevante no mercado doméstico, favorecendo produtores brasileiros. Nesse cenário, a Usiminas aparece como a principal beneficiária.
Com menos pressão do aço importado, o UBS BB projeta que a companhia deve capturar ganhos em preços e volumes. A estimativa é um crescimento de aproximadamente 10% nos embarques e alta de 6% nos preços nos próximos trimestres.
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Esse movimento deve destravar uma melhora relevante na rentabilidade. A projeção do banco é que a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da divisão de aço avance de cerca de 6% em 2025 para um intervalo entre 13% e 15%.
Na prática, isso representa um ganho importante de alavancagem operacional, com impacto direto na geração de valor para os acionistas.
Mesmo com a valorização recente de pouco mais de 14% desde janeiro, o UBS BB afirma que o mercado ainda não precificou totalmente esse novo cenário.
Segundo os analistas, a ação ainda embute uma margem Ebitda próxima de 9%, abaixo do potencial projetado. Por isso, a leitura é que a reprecificação da tese pode estar só começando, abrindo espaço adicional para valorização dos papéis.
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