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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

Bia Azevedo
Bia Azevedo
23 de março de 2026
14:36 - atualizado às 14:41
Construção civil
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

O acordo entre Helbor e Cyrela para o desenvolvimento de um projeto dentro do Minha Casa Minha Vida foi bem recebido pelo mercado e impulsionou as ações das incorporadoras nesta segunda-feira (23). Por volta das 14h, os papéis HBOR3 disparavam mais de 10%, enquanto os CYRE3 avançavam cerca de 7%.

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O projeto, em um terreno em São Paulo, tem valor geral de vendas (VGV) de R$ 1,5 bilhão. Com esse pano de fundo, o BTG Pactual manteve recomendação de compra para as ações da Helbor, com preço-alvo de R$ 4,10, o que implica um potencial de valorização de cerca de 46% frente ao fechamento da última sexta-feira (20).

O banco também tem recomendação de compra para as ações da Cyrela, as favoritas no setor de construção para média e alta renda. O preço-alvo é de R$ 40, o que representa uma alta potencial de quase 60%.

"Acreditamos que o movimento transmite uma mensagem positiva: a Helbor parece comprometida em adotar medidas para reduzir sua alavancagem [que atingiu 54,5% no final do terceiro trimestre de 2025] e aumentar a rotação de ativos", escreve o time de análise em relatório.

Mesmo assim, os analistas ponderam que os efeitos imediatos sobre a desalavancagem tendem a ser limitados. Isso porque a expectativa é de uma entrada inicial de cerca de R$ 40 milhões em caixa no fechamento da operação.

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Outros R$ 250 milhões serão pagos ao longo do desenvolvimento do projeto, a ser lançado em 2027. Durante este período, a Helbor seguirá exposta ao empreendimento, ao manter participação e atuar como sócia da Cyrela.

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“Consideramos este negócio positivo, uma vez que o recebimento em caixa representa 16% da dívida líquida da Helbor, o que implica uma desalavancagem relevante e crucial para uma reavaliação das ações”, afirmaram os analistas.

Na avaliação da equipe, os papéis HBOR3 seguem “excessivamente descontados”, negociando a cerca de 0,4 vez o múltiplo preço sobre valor patrimonial (P/VP).

Como será a parceria entre Cyrela e Helbor?

Pelos termos do acordo, a Cyrela passará a integrar o projeto ao adquirir uma participação na Sociedade de Propósito Específico (SPE) HESA 159, veículo criado exclusivamente para desenvolver o empreendimento.

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É essa SPE que detém o terreno conhecido como “Semp Toshiba”, na cidade de São Paulo, onde será erguido o projeto, que deve ser lançado sob a marca Vivaz — voltada ao segmento de baixa renda e já consolidada dentro da estratégia da Cyrela para o Minha Casa Minha Vida.

Com a entrada da parceira, a Helbor reduz sua participação na HESA 159 de 55% para 30%, deixando de ser a controladora do projeto para atuar como sócia.

Na prática, isso significa dividir tanto os riscos quanto os retornos do desenvolvimento com a Cyrela, além de monetizar parte do ativo.

Como parte da operação, a Cyrela também comprará cerca de 19 mil Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) que estavam em posse da SPE — títulos que permitem ampliar o potencial construtivo do terreno —, com pagamento em dinheiro, reforçando a geração de caixa para a Helbor.

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