FAO eleva a 7,829 milhões número de animais eliminados pela peste suína na Ásia
Número representa um aumento de 14.066 animais em relação ao levantamento anterior da organização, de 19 de dezembro

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou que 7.829.267 suínos já foram eliminados em países asiáticos por causa da contaminação com a peste suína africana. O número representa um aumento de 14.066 animais em relação ao levantamento anterior da organização, de 19 de dezembro. Os dados da FAO foram atualizados até a última quinta-feira, 9.
Os números da organização divergem das estimativas de mercado por contabilizarem somente os dados divulgados pelos órgãos oficiais de cada país.
O aumento se deve, principalmente, ao número de suínos descartados na Indonésia, que passou de 28 mil para 42 mil. Nesta semana, dois novos focos foram identificados nas províncias de Batu Bara e Mandailing Natal. Desde que a doença foi confirmada pelo Ministério da Agricultura em 12 dezembro, 392 propriedades foram atingidas em 16 regiões da província de Sumatra Norte.
A FAO informou, ainda, que 14 novos focos da doença foram detectados na Coreia do Sul e dois na Indonésia. Com a atualização, a FAO estima 1.645 focos da doença espalhados pela Ásia, ante 1.629 do relatório anterior.
Na Coreia do Sul, o número de casos detectados passou para 80, ante 66 no levantamento anterior. No período 66 animais foram eliminados. O Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais do país informou que, desde que a doença foi notificada, em 17 de setembro, três cidades foram atingidas pela epidemia e 450 mil suínos eliminados.
Nos demais países afetados, Vietnã, China, Filipinas, Coreia do Norte, Mongólia, Camboja, Mianmar, Laos e Timor Leste, os números ficaram inalterados em relação ao balanço anterior. O Vietnã continua tem a pior condição em termos de número de animais levados ao abate sanitário, com 5,96 milhões. Segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do país, a epidemia atingiu 667 distritos em 63 províncias/cidades desde o relato da doença, em 19 de fevereiro.
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A China tem a situação mais crítica em termos de extensão, com 169 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país, desde a identificação da doença, 1,193 milhão de animais foram eliminados.
Nas Filipinas, 136,77 mil animais já foram mortos em decorrência da contaminação com o vírus. No país, desde 25 de julho deste ano, quando o Departamento de Agricultura local confirmou o primeiro caso, 24 focos em nove províncias e em uma cidade foram identificados.
No Laos, desde a detecção da epidemia, em 20 de junho, 165 focos foram relatados em 18 províncias e 39 mil animais foram eliminados. Quanto à Mongólia, desde o primeiro caso, detectado em 15 de janeiro, 11 surtos foram notificados em seis províncias, levando à eliminação de 3,115 mil animais, mais de 10% do plantel do país. No Camboja, de acordo com o Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do país, a identificação da doença ocorreu em 2 de abril, e 2,85 mil animais foram mortos e cinco províncias foram atingidas.
A Coreia do Norte permanece com um foco da doença identificado em 23 de maio, o que levou à eliminação de 77 animais. Em Mianmar, desde que o primeiro caso foi detectado pelo governo, em 1º de agosto, a epidemia atingiu aldeias da província de Shan State com quatro focos e já levou ao abate sanitário de 163 animais. No Timor Leste, desde que o primeiro caso foi confirmado, em 27 de setembro, 100 focos foram identificados e 405 animais, sacrificados.
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