CVC, Embraer, Gol, Azul e Vale: os destaques da bolsa nesta quarta-feira
Ações da CVC, Embraer, Gol e Azul, todas ligadas ao setor de viagens e turismo, subiram forte com a notícia de avanços na vacina contra a Covid-19; já Vale ON fechou em leve alta e renovou a máxima histórica
Uma notícia mobilizou os investidores no mundo todo nesta quarta-feira (15): os avanços no desenvolvimento de uma possível vacina contra o coronavírus. E, a cada vez que uma empresa faz anúncios do tipo, as ações ligadas ao setor de turismo avançam — caso dos papéis da CVC, Embraer, Gol e Azul, entre outras.
A lógica é simples: uma vacina praticamente eliminaria a necessidade de distanciamento social e, consequentemente, reativaria a indústria de viagens. Assim, a percepção de que várias empresas farmacêuticas do mundo estão chegando cada vez mais perto de um tratamento definitivo eleva o otimismo dos investidores.
Afinal, o setor de turismo é um dos que se mais beneficiaria, mas a economia como um todo teria um belo impulso com a vacina: os riscos de retrocesso no processo de reabertura sairiam do radar, deixando o caminho livre para que o nível de atividade do mundo volte a crescer num ritmo mais elevado.
Considerando tudo isso, o Ibovespa e as bolsas globais subiram em bloco nesta quarta, animadas com a possibilidade de o fim da pandemia estar próximo. E, por aqui, as ações que mais avançaram foram justamente as das companhias aéreas, de turismo e de fabricantes de aeronaves, que viram suas demandas caírem drasticamente nos últimos meses.
Embraer ON (EMBR3) disparou 9,86%, a R$ 8,80, e liderou os ganhos do Ibovespa hoje; CVC ON (CVCB3), com ganho de 8,71%, a R$ 21,70, veio logo em seguida. Apesar dos ganhos de hoje, os dois papéis ainda acumulam desempenhos bastante ruins em 2020: as ações da CVC caem 47%, enquanto as da Embraer recuam 55%.
Gol PN (GOLL4) e Azul PN (AZUL4) também foram beneficiadas pelo noticiário referente ao desenvolvimento da vacina, subindo 6,97% e 4,51%, respectivamente.
Leia Também
A situação no setor aéreo brasileiro, contudo, ainda é bastante delicada: a Latam Brasil pediu recuperação judicial nos EUA, enquanto a Avianca Brasil teve o pedido de falência decretado pela Justiça. Assim, por mais que haja otimismo nesta quarta-feira, o mercado segue cauteloso em relação ao segmento.
Vale renova a máxima
As ações ON da Vale (VALE3) subiram forte nos últimos dois dias, impulsionadas pela perspectiva de recuperação da demanda de minério de ferro na China, e atingiram uma nova máxima histórica de fechamento na última terça-feira (14). Hoje, os papéis enfrentaram instabilidade, mas cravaram mais um recorde.
Os papéis da mineradora passaram boa parte do dia em baixa, mas fecharam a sessão em leve alta de 0,15%, a R$ 61,79. Por outro lado, as ações do setor de siderurgia realizaram os lucros recentes: CSN ON (CSNA3) caiu 2,13%, Gerdau PN (GGBR4) recuou 0,30% e Usiminas PNA (USIM5) teve baixa de 0,13%.

Boa parte dessa forte recuperação das ações da Vale e das siderúrgicas de uns meses para cá se deve à alta nas cotações do minério de ferro: o preço da commodity depende diretamente do nível de demanda da China, o maior consumidor global do produto, e os mais recentes dados econômicos do gigante asiático sugerem uma retomada intensa da atividade por lá.
Nesta semana, dados surpreendentemente fortes da balança comercial em junho — tanto as exportações quanto as importações da China vieram acima das expectativas do mercado — deram força às ações do setor de mineração e siderurgia no mundo todo, empurrando os papéis da Vale rumo aos novos recordes.
Durante a madrugada, contudo, uma nova rodada de dados econômicos da China pode trazer instabilidade — ou dar ainda mais força — ao minério de ferro e às empresas associadas à commodity. Será divulgado mais tarde o PIB da China no segundo trimestre, e, a depender do número, as ações do setor tendem a continuar sob os holofotes no restante da semana.
Top 5
Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta quarta-feira:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| EMBR3 | Embraer ON | 8,80 | +9,86% |
| CVCB3 | CVC ON | 21,70 | +8,71% |
| SBSP3 | Sabesp ON | 61,38 | +8,06% |
| GOLL4 | Gol PN | 21,95 | +6,97% |
| SUZB3 | Suzano ON | 38,85 | +5,97% |
Veja também as cinco maiores baixas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| CSNA3 | CSN ON | 11,93 | -2,13% |
| MRVE3 | MRV ON | 20,44 | -2,01% |
| IRBR3 | IRB ON | 9,14 | -1,72% |
| SULA11 | SulAmérica units | 46,90 | -1,49% |
| BTOW3 | B2W ON | 113,99 | -1,47% |
Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
