Ibovespa perde força e caminha para a sexta queda seguida; dólar fecha em alta e vai a R$ 4,09
Os dados mais recentes do mercado de trabalho nos EUA não provocam grandes reações nas bolsas americanas. Nesse cenário de tranquilidade, o Ibovespa interrompe a sequência de cinco quedas consecutivas e sobe

O mercado tirou a sexta-feira (10) para concentrar-se na agenda de dados econômicos. Afina, dois indicadores importantes foram reportados mais cedo: a inflação medida pelo IPCA no Brasil e as métricas do mercado de trabalho nos EUA.
E, em linhas gerais, os números ficaram ligeiramente aquém das expectativas dos investidores — fator que trouxe algum desconforto aos mercados durante a manhã, mas sem implicar em perdas às bolsas. Só que, durante a tarde, a situação mudou.
Na segunda metade do pregão, um tom mais cauteloso começou a ser visto nos ativos globais. E, para completar o quadro mais prudente, novas manifestações do governo americano em relação ao Irã, detalhando as sanções econômicas que serão impostas ao país, trouxeram mais cuidado às negociações.
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Como resultado, o Ibovespa operava em queda de 0,27% por volta de 17h15, aos 115.630,41 pontos — mais cedo, chegou a subir 0,69%, aos 116.744,90 pontos. Com isso, o índice caminha para a sexta baixa consecutiva.
Nos EUA, as bolsas seguiram caminhos parecidos: agora, o Dow Jones (-0,40%), o S&P 500 (-0,21%) e o Nasdaq (-0,22%) caem, depois de iniciarem o dia com desempenho positivo.
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O mercado de câmbio também perdeu impulso: o dólar à vista fechou em alta de 0,20%, a R$ 4,0934, após tocar os R$ 4,0624 durante a manhã (-0,56%). Lá fora, a moeda americana ficou no zero a zero em relação às divisas de países emergentes.
No exterior, o mercado digere os dados do payroll, o relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Ao todo, foram criados 145 mil empregos em dezembro, número ligeiramente abaixo da média das projeções dos analistas, de 159,5 mil. A taxa de desemprego ficou estável em 3,5%.
Por mais que a criação de postos de trabalho tenha ficado aquém das expectativas, os dados não despertam preocupação no mercado: a percepção ainda é a de que a economia americana está robusta, sem crescimento do desemprego — o que traz relativa tranquilidade à sessão.
Inflação em alta
Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou agora pela manhã o resultado da inflação oficial do mês de dezembro, que ficou em 1,15% — superior ao esperado pelo mercado.
Esse é o maior resultado para o mês desde 2002. No acumulado do ano, o IPCA foi de 4,31%, acima do centro da meta estipulada pelo Banco central (BC), de 4,25%.
As pressões inflacionárias acendem um sinal amarelo nos mercados, mas ainda não trazem pânico aos investidores. Uma aceleração no IPCA em dezembro já era esperada, ainda em função do choque nos preços da carne — e, é bom ressaltar, a inflação ficou dentro da meta em 2019.
Assim, não há uma onda de pessimismo em função do cenário inflacionário do momento. A reação mais intensa aos números do IPCA foi vista no mercado de juros, com os DIs passando por ajustes positivos — os agentes financeiros veem menos espaço para novos cortes na Selic.
Veja como ficaram as curvas mais líquidas nesta sexta-feira:
- Janeiro/2021: de 4,45% para 4,47%;
- Janeiro/2023: de 5,67% para 5,68%;
- Janeiro/2025: de 6,38% para 6,37%;
- Janeiro/2027: de 6,73% para 6,74%.
Top 5
Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira:
- Metalúrgica Gerdau PN (GOAU4): +2,69%
- Energias do Brasil ON (ENBR3): +2,43%
- Eletrobras ON (ELET3): +2,26%
- Gol PN (GOLL4): +2,18%
- Cogna ON (COGN3): +2,15%
Saiba também quais são as maiores quedas do índice no momento:
- Raia Drogasil ON (RADL3): -2,48%
- Hapvida ON (HAPV3): -2,32%
- CVC ON (CVCB3): -2,19%
- Banco do Brasil ON (BBAS3): -1,78%
- Bradesco ON (BBAS3): +1,72%
FUTURO NEBULOSO
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