O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

Desde o fim da pandemia de covid-19, muita gente diz que perdeu a noção do tempo. Há inclusive os saudosistas, que querem voltar para o final de 2019. Embora a física impeça essa viagem ao passado, é exatamente isso que o setor de lajes corporativas de alto padrão vive hoje.
Segundo relatório do BTG Pactual, a taxa de vacância desses imóveis em São Paulo voltou aos 13% no primeiro trimestre de 2026, nível visto pela última vez no início da pandemia, no segundo trimestre de 2020 e nos últimos três meses de 2019.
Apesar dos resultados positivos, o que surpreendeu mesmo o banco foi o resultado do segmento de galpões logísticos.
Entre janeiro e março deste ano, o setor registrou absorção líquida de 473,9 mil metros quadrados, o maior patamar para um primeiro trimestre desde o início da série histórica em 2014.
Além disso, a vacância consolidada recuou para 6,7%, o que representa uma queda de 0,9% na comparação trimestral. O movimento ocorreu mesmo após a entrega de 351 mil metros quadrados de novo estoque.
Leia Também
O preço pedido pelos imóveis também manteve trajetória de crescimento, com elevação de 6%, encerrando o primeiro trimestre no patamar de R$ 33,8 por metro quadrado, valor recorde desde o início da série histórica.
“A dinâmica observada no período surpreendeu positivamente nossas estimativas, corroborando o bom momento do mercado”, dizem os analistas em relatório.
Para os próximos trimestres, o banco segue com uma visão construtiva em relação ao segmento de galpões logísticos, com a expectativa de que a forte demanda continue sendo o principal vetor de crescimento.
Segundo o banco, a capacidade de pré-locação, especialmente nos raios de 30 km e 60 km, deve seguir mitigando pressões de vacância, mesmo diante de um volume relevante de entregas.
“Essas regiões continuam sendo o principal vetor de crescimento, com demanda consistente por operadores logísticos e varejistas”, afirma o BTG Pactual.
Já no raio de até 15 km, a vacância apresentou leve aumento, de 0,4% na comparação trimestral. O resultado veio em linha com movimentações pontuais, enquanto o preço pedido seguiu relativamente estável.
Enquanto isso, no raio de 90 km, a dinâmica comercial foi moderada, com menor absorção líquida no período, de 4,5 mil metros quadrados, mantendo os níveis de vacância controlados.
Ainda assim, o BTG Pactual avalia que a estratégia de desenvolvimento condicionada a pré-locações, especialmente nos raios mais próximos da capital paulistana, reduz o risco de sobreoferta e reforça a capacidade do mercado de acomodar a entrega de novos projetos.
Além disso, o banco enxerga que a manutenção de preços em trajetória de alta reforça o ambiente favorável para proprietários.
Você pode conferir o relatório completo do BTG sobre galpões logísticos no SD Select, área com conteúdos exclusivos do Seu Dinheiro.
Os galpões logísticos podem até ter roubado os holofotes, mas as lajes corporativas também não ficaram para trás.
Mesmo com a entrada de aproximadamente 26 mil metros quadrados de novos escritórios, a vacância nos ativos recuou 1,1% em relação ao trimestre anterior. Na visão dos analistas do banco, esse movimento evidencia “a continuidade de um ambiente de demanda consistente”, afirmaram em documento.
Além disso, a absorção líquida atingiu 79,5 mil metros quadrados no primeiro trimestre deste ano. Os preços pedidos também avançaram, e a expectativa do BTG Pactual é de que o setor siga nessa tendência de valorização ao longo de 2026.
“Para os próximos trimestres a combinação entre absorção consistente e novas entregas, com negociações relevantes para pré-locações, sustenta a visão de continuidade do ciclo positivo”, dizem os analistas.
Em relatório, eles também destacam que os proprietários seguem adotando postura firme nas negociações, em um contexto em que a oferta de grandes lajes está limitada, enquanto a demanda segue resiliente.
Apesar do ciclo positivo, o BTG Pactual já vê alguns pontos de pressão, com entregas pontuais em algumas partes da capital paulistana.
É o caso da Vila Olímpia, que, segundo o banco, deve apresentar aumento de vacância nos próximos trimestres, por conta de devoluções relevantes já mapeadas e baixa expectativa de absorção no curto prazo.
“O movimento contrasta com outras regiões, onde a disponibilidade de grandes áreas segue mais restrita. Ainda assim, o impacto tende a ser localizado, sem alterar de forma relevante o equilíbrio geral do mercado”, afirmam os analistas.
O banco também enxerga a continuidade do movimento de flight-to-price, que é caracterizado pela busca de regiões alternativas e adjacentes pelas empresas. Essa estratégia vem sustentando as ocupações fora dos eixos mais tradicionais.
Assim, enquanto os preços pedidos na Faria Lima superaram o patamar de R$ 300 por metro quadrado, as lajes corporativas nas regiões de Pinheiros e do eixo Rebouças registram níveis de absorção relevantes. Já a Chucri Zaidan continua concentrando negociações de maior porte.
Para os analistas, a alta de preços no coração financeiro do país reflete “a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida por ativos de maior qualidade”.
Com isso, apesar de o BTG Pactual projetar a continuidade do ciclo positivo, o banco também vê uma tendência de maior seletividade em determinadas regiões e ativos.
DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL
MEXENDO NO PORTFÓLIO
CASTIGO DO MONSTRO
SURPRESA NEGATIVA
MERCADOS
TEMPORADA DE BALANÇOS
ALÍVIO PASSAGEIRO?
TEMPORADA DE BALANÇOS
EM EXPANSÃO
REABERTURA DE JANELA?
TEMPORADA DE BALANÇOS
CARTEIRA RECOMENDADA
BANCANDO O PREÇO DE CRESCER
DECEPCIONOU?
RESULTADOS TRIMESTRAIS
ENGORDANDO A CARTEIRA
CLIMA BAIXO ASTRAL
FIM DA SECA DE IPOS
VAI VOLTAR A BRILHAR
BALANÇO 1T26