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O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

Os dividendos bilionários da Copel (CPLE3) agora têm data para cair na conta dos acionistas. A empresa anunciou que o valor de R$ 1,35 bilhão, divulgado em dezembro de 2025, deve ser pago em 30 de junho de 2026.
Apesar de a cifra chamar a atenção, não dá mais tempo de comprar os papéis para ter direito ao provento.
Os dividendos equivalem a R$ 0,45453469202 por ação ordinária da elétrica e os acionistas que receberão os valores são aqueles que tinham posição acionária na companhia em 30 de dezembro de 2025. Ou seja, os papéis são negociados ex-direito aos proventos desde 2 de janeiro deste ano.
O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos e a Copel está no radar dos analistas. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.
O BTG Pactual tem preço-alvo de R$ 18,40 para o papel, o que representa um potencial de alta de 9,46% em relação à cotação atual, e a recomendação é de compra. Em 2026, o ativo acumula valorização de 37,3%, mas os analistas defendem que ainda há espaço para mais.
“Estamos elevando o preço-alvo para refletir o sucesso do leilão e a nova projeção de preço de energia de longo prazo de R$ 250/MWh (ante R$ 200/MWh). Acreditamos que a ação deve apresentar um desempenho de baixo risco, com alto pagamento de dividendos e bom carrego nos próximos anos”, disse o banco em relatório publicado no último mês.
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Nos cálculos do BTG, os dividendos projetados entre 2026 e 2030 passariam de R$ 17,5 bilhões para R$ 16,5 bilhões, caso a projeção de preço de energia permanecesse estável. Com as novas estimativas, o total sobe para R$ 17,9 bilhões.
O Safra também defende que a Copel está bem posicionada para capturar a tendência de alta nos preços de energia. De acordo com o banco, a cerca de 25% do balanço energético estará descontratado entre 2026 e 2028, o que abre espaço para vender energia a preços potencialmente mais elevados.
Na avaliação do Safra, a ação ainda está barata. Pelas contas do banco, o investidor pode esperar um retorno anual estimado de 10,6% (taxa interna de retorno), além de um dividend yield médio de 7,2%.
*Com informações de Money Times
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