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Banco vê ações da companhia com um bom potencial de alta e altamente descontadas em relação aos seus concorrentes.
Os ventos estão novamente soprando em favor da Braskem, segundo o banco Morgan Stanley. Com a perspectiva de retomada do mercado de produtos petroquímicos global, o banco vê as ações da companhia com um bom potencial de alta e altamente descontadas em relação aos seus concorrentes.
Este cenário positivo levou os analistas Bruno Montanari e Guilherme Levy elevarem a recomendação para os papéis preferenciais de estável para compra. O preço-alvo é de R$ 28,00.
A decisão está fazendo a Braskem apresentar uma das maiores altas entre as empresas que compõem o Ibovespa. As ações fecharam esta terça-feira em alta de 4,51%, a R$ 22,00. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
Desde o pico recente apurado em junho, as ações da Braskem acumulam perdas de cerca de 30%, prejudicadas pela diminuição dos spreads dos produtos petroquímicos, os problemas ambientais que a empresa enfrenta em suas operações de sal-gema em Alagoas, cujos custos para a empresa podem alcançar R$ 8 bilhões, e a pressão do governo do México por uma revisão do contrato de fornecimento de etano entre a subsidiária da companhia no país e a estatal de petróleo Pemex.
Todos estes fatores, porém, devem ser ofuscados pela retomada do mercado de petroquímicos. O Morgan Stanley avalia que a demanda deve começar a se recuperar, após ser derrubada pela pandemia de covid-19. O excesso de oferta visto no mercado, que reduziu os preços dos produtos nos últimos meses, deve começar a arrefecer.
Além disso, a empresa vai se beneficiar da pressão que o barril do petróleo vem sofrendo (a commodity é a principal matéria prima da Braskem), do bom momento no mercado de resinas e do dólar em cotação favorável para exportação.
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Tudo isto está gerando as condições necessárias para a Braskem apresentar resultados robustos já no curto prazo estão dadas. “Após uma onda de más notícias, acreditamos que as ações da Braskem devem se beneficiar por um momento positivo do ciclo [do mercado de produtos petroquímicos]”, diz trecho do relatório.
Os analistas do Morgan Stanley consideraram ainda na decisão de elevar a recomendação para as ações da Braskem o fato de o chamado EV/Ebitda – indicador que mostra se uma empresa está sub ou supervalorizada – estar 24% abaixo da mediana das empresas do segmento, em 6,2 vezes.
“Nós acreditamos que este desconto deve se fechar, uma vez que acreditamos que a Braskem vai divulgar resultados robustos no terceiro trimestre, beneficiada pelo menor custo de aquisição de nafta durante a baixa dos preços do petróleo no início do ano”, diz trecho do relatório.
E um fator que ainda pode beneficiar as ações, embora este seja totalmente incerto, é a conclusão da venda das participações da Odebrecht e da Petrobras na companhia. Atualmente, elas possuem uma fatia de 50,1% e 47% no capital social da Braskem, respectivamente, e já anunciaram a intenção de vender a empresa. Um acordo ficou perto de ser anunciado em 2018, mas a interessada, a LyondellBasell, acabou desistindo.
Mas os analistas do Morgan Stanley ressaltam que a possibilidade de uma venda, neste momento, é muito baixa.
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