Vale segue com despesas bilionárias por Brumadinho e tem prejuízo de US$ 133 milhões no trimestre
A Vale registrou provisões bilionárias no resultado do segundo trimestre, ainda relacionadas ao rompimento da barragem em Brumadinho. Com isso, a mineradora teve mais um balanço com prejuízo líquido

O rompimento da barragem I na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, segue trazendo impactos financeiros à Vale. A mineradora reportou, na noite desta quarta-feira (31), seu balanço referente ao segundo trimestre deste ano — e os números ainda refletem os efeitos da tragédia.
A Vale reportou uma provisão total de US$ 1,374 bilhão entre abril e junho, montante ainda referente ao rompimento da barragem em Brumadinho. Esse montante está dividido em três frentes:
- Ações e acordos ambientais, no montante de US$ 1,19 bilhão;
- Descomissionamento de estruturas não consideradas no primeiro trimestre, na cifra de US$ 98 milhões;
- Revisão de provisões ligadas aos termos e acordos com autoridades, no total de US$ 86 milhões;
Essas provisões impactaram diretamente o resultado financeiro da Vale e foram determinantes para que a mineradora encerrasse o trimestre com prejuízo líquido de US$ 133 milhões — no mesmo período do ano passado, a companhia teve lucro de US$ 76 milhões.
A receita líquida da Vale, por outro lado, chegou a US$ 9,186 bilhões no segundo trimestre deste ano, um avanço de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Ebitda — ou seja, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — caiu 20% na mesma base de comparação, para US$ 3,098 bilhões.
Com os números contabilizados entre abril e junho deste ano, a Vale teve o segundo trimestre consecutivo de perdas: nos três primeiros meses deste ano, a mineradora contabilizou prejuízo de US$ 1,642 bilhão. Na ocasião, a empresa fez um provisionamento de US$ 4,5 bilhões por causa de Brumadinho.
Provisões e despesas
Além do US$ 1,374 bilhão provisionado, a Vale ainda teve uma despesa de US$ 158 milhões no trimestre, ligada às reparações ainda em andamento em Brumadinho — a empresa não dá maores detalhes quanto ao teor dessas medidas.
Leia Também
Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
A mineradora ainda diz ter entrado em negociações com autoridades ambientais, atuando para "remediar os danos ambientais causados". Segundo a Vale, foram pagos pouco mais de 104 mil indenizações de emergência, assinados 263 acordos trabalhistas para indenizar familiares de funcionários mortos na tragédia de Brumadinho e reconhecidos 188 acordos de indenização individuais.
Crescimento da receita
A evolução na receita operacional líquida da Vale no trimestre se deve, principalmente, ao bom desempenho da unidade de minerais ferrosos. Sozinha, a divisão respondeu por US$ 7,315 bilhões da receita, um avanço de 15,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em mensagem aos acionistas, a companhia afirma que o preço médio de referência do minério de ferro foi 53% maior que o verificado entre abril e junho do ano passado — esse salto se deve à maior produção de aço na China e à diminuição dos estoques globais da commodity.
"Olhando para frente, dados do mercado imobiliário chinês no primeiro semestre de 2019 sugerem que a demanda por metais permanecerá alta, com a expectativa do governo chinês anunciar estímulos ao longo do resto do ano", diz a Vale, ponderado que essa situação daria suporte ao consumo de commodities no país em meio à guerra comercial entre China e EUA.
Além disso, a Vale ainda pondera que os preços do aço nos EUA e em outras regiões estão se recuperando, com sinais de tendência a permanecer em patamares elevados no segundo semestre — o que cria perspectivas animadoras para a divisão de minerais ferrosos para o restante do ano.
Dívida em queda
A mineradora registrou uma geração de caixa de US$ 2,2 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que fez com que a dívida líquida da Vale recuasse de US$ 12 bilhões ao fim de março para US$ 9,7 bilhões no término de junho — uma redução de cerca de 19,2% em três meses.
Com isso, a alavancagem da Vale, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado nos últimos 12 meses, ficou em 0,9 vez no segundo trimestre — ligeiramente inferior ao nível visto nos três primeiros meses do ano, de uma vez.
E os investimentos?
Ao todo, a companhia investiu US$ 730 milhões entre abril e junho deste ano, cifra 3,5% maior que a reportada no mesmo intervalo de 2018. Desse montante, US$ 130 milhões foram utilizados para a execução de projetos e outros US$ 600 milhões foram aplicados na manutenção das operações.
Entre os US$ 600 milhões investidos em manutenção, a maior parte — US$ 358 milhões — foi usada para promover melhorias nas operações. A lista de aplicações ainda inclui projetos de reposição (US$ 67 milhões), saúde e segurança (US$ 50 milhões), investimentos em barragens e pilhas de estéril (US$ 39 milhões), gestão de barragens (US$ 33 milhões), administrativo (US$ 30 milhões ) e investimentos sociais e proteção ambiental (US$ 23 milhões).
RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA
UBS BB passa a tesoura no preço-alvo de Santander (SANB11) e desiste da recomendação de olho em OPA; o que aconteceu?
24 de agosto de 2026 - 15:22DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"