🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Capital de risco

Em busca do próximo Nubank, fundos captam recursos para investir em startups brasileiras

Gestoras que têm no currículo investimentos em empresas que se tornaram “unicórnios”, como Nubank, Stone, Gympass e Loggi, querem levantar até US$ 1,2 bilhão (R$ 5 bilhões)

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
29 de agosto de 2019
5:58 - atualizado às 17:01
Empresas Unicórnio - NuBank - Loggi - Stone - Gympass - 99
Imagem: Seu Dinheiro / Shutterstock

Em junho de 2013, o fundo argentino Kaszek fez uma aposta que pode ser considerada no mínimo ousada para a época: investir em uma startup com planos de lançar um cartão de crédito no mercado brasileiro chamada Nubank.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que aconteceu de lá para cá é bem conhecido: a empresa conquistou mais de 12 milhões de clientes com seu inconfundível cartão roxo e foi avaliada em US$ 10 bilhões (R$ 41 bilhões, no câmbio de ontem) na rodada de investimento mais recente.

O sucesso de novas companhias como o Nubank e a proliferação no país dos chamados “unicórnios”, como são conhecidas as empresas que alcançam uma avaliação superior a US$ 1 bilhão, levou a uma onda de captação de recursos pelos fundos que investem em startups.

O Kaszek fechou recentemente a captação de um novo fundo de US$ 600 milhões dedicado a investimentos em empresas de tecnologia no Brasil e na América Latina, conforme eu apurei com fontes desse mercado.

Além do fundo argentino, as gestoras Monashees, Valor e Atlântico estão em processo de captação. Eu procurei os fundos, mas nenhum deles comentou o assunto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No total, as gestoras podem levantar um total de US$ 1,2 bilhão de investidores brasileiros e estrangeiros. Esse volume fica muito maior se incluirmos na conta os US$ 5 bilhões que o japonês Softbank anunciou que pretende investir na América Latina.

Leia Também

Como o próprio caso do Nubank mostra, virar sócio de uma companhia em estágio inicial é um investimento de altíssimo risco, muito maior do que comprar uma ação na bolsa, por exemplo.

Quando o Kaszek investiu na companhia, a revolução nos hábitos de consumo proporcionada pelos smartphones era apenas uma promessa. Não por acaso, esses fundos são chamados de “venture capital” (capital de risco). Por isso mesmo você provavelmente não vai encontrá-los em bancos ou plataformas de investimento, a não ser que seja cliente de área de gestão de fortunas (private banking) das instituições.

Não são raros os casos em que os fundos perdem todo o capital investido em uma determinada companhia. O segredo do negócio é encontrar, no meio das várias apostas frustradas, um ou mais casos como o do Nubank.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caça aos unicórnios

Os fundos dedicados a investir em startups no Brasil e na América Latina têm atraído a atenção de grandes investidores em todo o mundo justamente pela boa taxa de sucesso na “caça aos unicórnios”.

No fim do ano passado, o capital comprometido de fundos de venture capital no país era de R$ 16,6 bilhões, o dobro de 2017, de acordo com dados de um estudo da Abvcap, associação que representa os fundos, e da KPMG.

As empresas de tecnologia financeira (fintechs) como o Nubank atraíram 19% dos 211 investimentos realizados pelos fundos ao longo do ano passado. Mas não é só nesse setor que surgem os unicórnios.

Além do Nubank, o Kaszek investiu em outras duas empresas que entraram para o clube das que valem mais de US$ 1 bilhão: a Gympass, de planos de academias, e a Loggi, que trabalha com entregas por motoboys.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em busca de US$ 250 milhões de investidores para seu novo fundo, o Monashees é conhecido pela descoberta de um dos primeiros unicórnios brasileiros: o aplicativo de transporte 99, que foi vendido no começo do ano passado para a chinesa Didi Chuxing.

Entre as apostas recentes do Monashees está a Fazenda Futuro, startup brasileira de carne com base vegetal, nos moldes da americana Beyond Meat, que abriu o capital recentemente e já vale quase US$ 10 bilhões.

Quem também está em fase de captação é a Valor Capital, que pretende levantar US$ 200 milhões para seu próximo fundo, segundo informações de mercado.

Com escritórios em Nova York e São Paulo, a gestora tem entre as suas tacadas certeiras o aporte na Stone. A empresa de maquininhas de cartão e meios de pagamento abriu o capital na bolsa americana Nasdaq em outubro do ano passado e vale hoje quase US$ 8,5 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda é cedo para saber se todos os fundos serão bem sucedidos na temporada de caça aos novos unicórnios. Mas os céticos alertam que, por mais modernas e disruptivas que sejam as gestoras, elas também estão sujeitas à lei da oferta e da procura.

Em outras palavras, com mais capital em busca de oportunidades de investimento, a tendência é que a avaliação das startups mais disputadas aumente, o que reduz o retorno potencial desses fundos.

Para um experiente gestor de fundos que compram participações em empresas com quem eu conversei, outro problema das startups nascidas da era dos aplicativos é que elas ainda não entregaram os resultados esperados.

"Hoje um fundo avalia uma startup em US$ 1 bilhão porque sabe que daqui a seis meses outro fundo vai entrar avaliando a mesma empresa por US$ 2 bilhões", ele disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto o mundo financeiro contar com liquidez abundante, isso não necessariamente é um problema. Mas se a fonte para os sucessivos aportes de capital que essas empresas demandam para manter o crescimento secar ou diminuir, os unicórnios correm o sério risco de entrar em extinção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM TEM CORAGEM?

Vai apostar contra a Petrobras (PETR4)? CEO diz que é melhor não. Ações da estatal chegam a subir 6% — e não é só pelo petróleo

6 de março de 2026 - 12:33

O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado

TROCA DE LIDERANÇA

Fundador da Oncoclínicas (ONCO3) deixa o comando após crise financeira e pressão do mercado. Quem assume como CEO agora?

6 de março de 2026 - 12:02

Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação

OS ÚLTIMOS CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3): venda do principal ativo da empresa ‘flopa’, enquanto falta de pagamento causa corte no rating da empresa

6 de março de 2026 - 11:30

Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros

INJEÇÃO BILIONÁRIA

Cheque bilionário à vista: Simpar (SIMH3), Movida (MOVI3) e Vamos (VAMO3) podem levantar mais de R$ 3 bilhões

6 de março de 2026 - 9:32

Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes

ENTENDA A OPERAÇÃO

Cosan (CSAN3) pede registro para IPO da Compass, em meio à crise na Raízen (RAIZ4)

6 de março de 2026 - 8:47

Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em dividendos

5 de março de 2026 - 21:15

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4): S&P corta rating e mantém perspectiva negativa em meio a dúvidas sobre a dívida

5 de março de 2026 - 17:45

A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

BLOQUEIO INÉDITO

Fictor na mira: Justiça bloqueia bens de sócios e vê sinais de fraude contra investidores

5 de março de 2026 - 17:21

Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo

DESTAQUES DA BOLSA

Pressão no retrovisor: Localiza (RENT3) cai forte na B3 após UBS BB reduzir recomendação; culpa pode ser da “segunda onda” de carros chineses

5 de março de 2026 - 17:04

Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas

DANDO UM GÁS NAS AÇÕES

Por que a Ultrapar (UGPA3) está subindo na bolsa mesmo após queda no lucro?

5 de março de 2026 - 15:06

Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira

NO RADAR DO CADE

Azul (AZUL53) colocou o carro na frente dos bois em negócio com a American Airlines? Entenda a denúncia de possível ‘gun jumping’

5 de março de 2026 - 15:01

O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)

SUBIU DEMAIS?

É o fim da linha para a Vale (VALE3)? XP diz que rali das ações está com os dias contados

5 de março de 2026 - 14:33

Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre

TECNOLOGIA NO CENTRO

A revanche dos bancões: como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander reagiram à invasão das fintechs — e por que agora a ‘guerra’ é outra

5 de março de 2026 - 14:01

Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade

OPORTUNIDADE

Nova empresa, novos ganhos: Bradsaúde tem potencial de alta de 35% e está com desconto de 70% em relação à principal rival, diz BTG

5 de março de 2026 - 11:07

O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%

BENEFÍCIOS DE ELITE?

Luxo acessível? Revolut promete 120% do CDI, IOF zero e cartão premium para além da alta renda

5 de março de 2026 - 10:33

Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros

DINHEIRO À VISTA?

Uma nova solução: Raízen (RAIZ4) avalia aporte de R$ 4 bilhões e reestruturação da dívida; Shell entra com maior valor

5 de março de 2026 - 9:45

Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Vem mais dividendo por aí? Após produção recorde da Petrobras (PETR4), analistas revelam o que esperar do balanço do 4T25

5 de março de 2026 - 6:01

A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025

CORRIDA ALÉM DAS EXPECTATIVAS

Ações da Vulcabras (VULC3), dona da Olympikus e Mizuno, sobem após resultados do 4T25 superarem expectativas; veja se é hora de comprar

4 de março de 2026 - 16:30

Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour

QUEM SOFRE É A CERVEJA

Sinal de ressaca? Ambev (ABEV3) anuncia possível pressão em despesas e custos diante da volatilidade do dólar; entenda

4 de março de 2026 - 16:00

Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso

FEBRE DAS CANETAS

RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4T25, mas ‘efeito Ozempic’ impulsiona ações

4 de março de 2026 - 14:58

Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar