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2019-04-04T13:41:42-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

Reforma só no segundo semestre e sem o R$ 1 trilhão do Paulo Guedes

Pesquisa do Bank of America Merrill Lynch mostra investidores otimistas, mas querendo progresso em outras áreas além da Previdência. Bovespa deve ir acima dos 110 mil pontos

19 de março de 2019
13:11 - atualizado às 13:41
Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Em sua pesquisa com gestores voltados à América Latina, o Bank of America Merrill Lynch capta um sentimento positivo com relação ao Brasil e firme aposta no mercado de ações, com o Ibovespa acima dos 110 mil pontos até o fim do ano, dólar mais barato e juros (Selic) estáveis ou mais baixos.

Os riscos para esse cenário benigno estão na agenda de reformas, algo citado por 60% dos participantes, o dobro da pesquisa feita no mês passado. Assim, os riscos externos, como China e um dólar, mais forte estão menos relevantes.

Especificamente sobre Brasil, 31% dos gestores acreditam que a perspectiva para o país ficaria ainda melhor se ocorresse progresso em outras reformas, com autonomia forma do Banco Central e reforma tributária.

Previdência

Todos os gestores pesquisados acreditam na aprovação da reforma da Previdência, mas há variações com relação ao prazo de aprovação e economia esperada. Cada vez menos gestores acreditam em aprovação no primeiro semestre, com a pesquisa atual captando 80% de citações para o segundo semestre, era 61% no mês passado.

Também parece existir uma maior aceitação com uma diluição da economia prevista, mesmo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, praticamente implorando por seu R$ 1 trilhão de impacto em todas suas aparições púbicas.

Para mais de 90% da amostra, uma economia de R$ 700 bilhões seria considerada “positiva”, o que implicaria em uma diluição de cerca de 30%. Apenas 12% acham que uma economia de R$ 400 bilhões, como a proposta pelo governo Michel Temer, seria “positiva”.

Bovespa e dólar

Entre os pesquisados, 38% ainda planejam ampliar sua posição em ações e para 78% deles, essa classe de ativos terá desempenho melhor (outperform) nos próximos seis meses, contra 64% da sondagem anterior.

O Ibovespa, principal índice da B3, deve ir acima dos 110 mil pontos até o fim do ano e para 75% a taxa de câmbio deve estar abaixo de R$ 3,80. Em fevereiro, no entanto, era maior o número de gestores que acreditam em Ibovespa acima dos 120 mil pontos.

Para a taxa Selic, atualmente fixada em 6,5% ao ano, 81% dos gestores esperam juro entre 6% e 7,5% até o fim de 2019, e para 78% dos participantes o Brasil recupera o “grau de investimento” até o fim do governo Jair Bolsonaro (2022).

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 14 de março, com 119 participantes nas pesquisas regionais, responsáveis por US$ 261 bilhões em ativos.

Comentários
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