Mais mineradora que siderúrgica, CSN vê ações terem alta de 75% no ano
Valor de mercado da companhia passou de R$ 12,2 bilhões, no fim do ano passado, para mais de R$ 21 bilhões nesta semana
Mais mineradora do que siderúrgica nos últimos meses, a CSN tem se distanciado dos seus principais concorrentes, Gerdau e Usiminas, com a alta do preço do minério de ferro na esteira do desastre com a barragem da Vale, em Brumadinho (MG). As ações da empresa acumularam ganhos de 75% no ano, maior alta entre as ações listadas no Ibovespa. Assim, o valor da CSN passou de R$ 12,2 bilhões, no fim do ano passado, para mais de R$ 21 bilhões nesta semana.
O motivo por trás da alta foi o posicionamento estratégico da empresa. Enquanto em 2017, 30% de sua geração de caixa vinham da mineração, no último trimestre do ano passado essa área já respondia por 50% do lucro antes de impostos, depreciação e amortização.
Segundo analistas, o cenário para o minério tem peso fundamental para reduzir o endividamento da empresa - seu calcanhar de Aquiles. Medida pela relação entre a dívida líquida sobre a geração de caixa, no fim de 2018, a alavancagem da empresa era de 4,55 vezes. Na Gerdau e na Usiminas essa relação é de menos de duas vezes.
Além dos fornos
O ânimo do mercado com a CSN se explica pela perspectiva de redução do endividamento. "De fato, (a CSN) é a segunda maior mineradora do Brasil", diz Daniel Sasson, analista de siderurgia do Itaú BBA, ressaltando que ela não tem espaço para aumentar a produção de minério.
Porém, com a redução de produção da Vale, o cenário é favorável. "A expectativa é de preço mais alto o ano todo", afirma Sabrina Cassiano, da Coinvalores. "Também faz com que a perspectiva de resultado, principalmente no primeiro trimestre, seja mais forte." Para ela, é importante ainda a perspectiva de alta para o consumo de aço no Brasil, por conta dos sinais de retomada da economia.
Há, ainda, outros motivos para o ânimo dos investidores. "Os resultados do quarto trimestre foram bons, melhores do que os concorrentes, mas, mais importante, foi a empresa ter anunciado uma pré-venda de minério", afirma Sasson, sobre o contrato assinado com a Glencore, que prevê venda de US$ 500 milhões.
Leia Também
Com o recurso, que deve entrar no caixa da empresa até o fim do segundo trimestre, a alavancagem vai cair para 4,1 vezes. "Ainda é alto, mas ela tem outros ativos que podem ser vendidos", afirmou.
A CSN conseguiu ainda reestruturar sua dívida, reduzindo vencimentos de 2019 e alongando prazos. "Antes da mudança, quase 30% da dívida bruta vencia em 2019", diz Sabrina. "Agora, é menos de 17%."
Análises
De acordo com Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, a CSN tem aprofundado mais os negócios com mineração. Recentemente, a siderúrgica contratou o banco Citi como assessor financeiro para avaliar opções estratégicas para a venda antecipada de minério de ferro. A empresa, no entanto, afirmou que é "prematura qualquer elaboração de cenários sobre o resultado deste processo".
Apesar da sinalização favorável, porém, Sasson diz que o maior peso da mineração também pode representar ônus. Dois dias atrás, por exemplo, o Ministério Público de Minas Gerais determinou que a empresa elabore um plano para a remoção voluntária dos moradores de bairros vizinhos à barragem da Mina de Casa de Pedra.
"Esse momento de apreensão com as operações de mineração tem riscos adicionais", afirma. Ele destaca, entretanto, que a CSN não usa barragens com à montante das que se romperam em Brumadinho e Mariana.
*Com o jornal O Estado de S. Paulo.
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic