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Estadão Conteúdo

Situação delicada...

Construção acumula 20 trimestres de queda

Considerando as nove recessões registradas pelo País, esta é a primeira vez que a construção encolhe já no período de expansão da economia (pós-recessão)

Estadão Conteúdo
27 de agosto de 2019
10:35 - atualizado às 10:58
Prédios em construção | Direcional DIRR3 reforma tributária setor imobiliário shoppings incorporadoras
Imagem: Shutterstock

Apesar dos esforços para tentar reativar o mercado imobiliário no País, a atividade da construção permanece em recessão. Já são 20 trimestres consecutivos de perdas, que devem ser sucedidos por nova queda no segundo trimestre deste ano, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) obtidos pelo Estadão/Broadcast.

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A expectativa é que a construção tenha encolhido 1,8% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados desagregados do Monitor do PIB (Produto Interno Bruto) da FGV. O resultado oficial das Contas Nacionais será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima quinta-feira, 5.

Considerando as nove recessões registradas pelo País, esta é a primeira vez que a construção encolhe já no período de expansão da economia (pós-recessão).

“Como a construção é uma atividade que emprega muita gente também, isso acaba tendo reflexo no mercado de trabalho”, observou a economista Juliana Trece, pesquisadora do Ibre/FGV.

Desde o primeiro trimestre de 2014, a construção já encolheu 31%, retornando ao patamar de dez anos atrás. No atual período de expansão da economia - iniciado no primeiro trimestre de 2017 até o primeiro trimestre de 2019 -, a atividade de construção acumulou uma perda de 6,7%. O setor, que corresponde a praticamente metade dos investimentos na economia, teria de avançar 46,7% para retornar ao nível pré-crise.

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Para o coordenador do Monitor do PIB-FGV, Claudio Considera, o esforço recente feito pela equipe econômica do governo para aumentar as transações imobiliárias - via crédito ao consumidor com taxas de juros mais baixas e correção do saldo devedor pela inflação oficial, o IPCA - não deve ter a eficácia esperada para alavancar o setor de construção.

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“Acho pouco provável, porque com a taxa de desemprego muito elevada e com o endividamento crescendo, as famílias não vão se endividar no longo prazo. Ainda mais do jeito que estão fazendo, baixando juros, mas com risco de assumir o peso de uma inflação mais adiante”, avaliou Considera. A retomada de obras federais que estão paralisadas é o caminho mais rápido para tirar a economia brasileira da paralisia em que se encontra, defendeu Considera.

“Isso (o gasto público com obras) não bate no primário, não bate na regra de ouro, porque investimento não conta. Bate no teto de gastos. Fure o teto de gastos! Faça o que tem de fazer, porque há uma urgência de cuidar de 13 milhões de desempregados, quatro milhões de desalentados, mais quatro milhões de subempregados”, opinou Claudio Considera.

Segundo o coordenador do Monitor do PIB, a elevada capacidade ociosa em diversos segmentos da economia - como indústria, comércio e serviços - deve inibir um salto significativo nos investimentos em máquinas e equipamentos, restando a construção como via alternativa para fazer a atividade econômica voltar a girar.

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Obras paradas

O Brasil tem 14.403 obras paralisadas ou inacabadas, financiadas com recursos federais, segundo levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2018 e levado a plenário em maio deste ano. “Mais de um terço das obras que deveriam estar em andamento pelo País, cerca de 37%, não tiveram avanço ou apresentaram baixíssima execução nos últimos três meses analisados em cada caso. Juntas, elas alcançam um investimento previsto de R$ 144 bilhões, dos quais R$ 10 bilhões já foram aplicados”, apontou o TCU na síntese da auditoria operacional sobre obras paralisadas.

Para o TCU, as consequências da paralisação das obras vão muito além dos recursos desperdiçados e são “extremamente nocivas” para o País.

“Entre outros efeitos negativos, podem ser citados os serviços que deixam de ser prestados à população, os prejuízos ao crescimento econômico do País e os empregos que não são gerados. São mais de R$ 132 bilhões que deixaram de ser injetados na economia. Apenas no tocante aos recursos destinados às creches do Programa Proinfância, 75 mil vagas deixaram de ser criadas e oferecidas à população”, diagnosticou o TCU, na síntese da auditoria.

Potencial de recuperação. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calcula que os investimentos em construção civil tenham crescido 0,6% no segundo trimestre de 2019 em relação ao primeiro trimestre do ano, ainda bastante aquém do necessário para que volte ao patamar pré-crise. O potencial para alavancar o setor deve vir do segmento de infraestrutura, corroborou Leonardo Melo de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa da diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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