O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Banco vê menos espaço para valorização após revisão das perspectivas para commodities e afirma que faltam gatilhos para uma recuperação das ações

A guerra no Oriente Médio parecia ter entregado um argumento extra para as ações do setor sucroenergético. Com a disparada do petróleo, investidores passaram a apostar que etanol e açúcar poderiam se beneficiar do novo cenário. Mas a tese perdeu força mais rápido do que o esperado.
Sem uma reação consistente dos preços das commodities e com poucos gatilhos visíveis para impulsionar os resultados no curto prazo, o Itaú BBA decidiu abandonar sua visão mais otimista para a São Martinho (SMTO3).
Os analistas rebaixaram a recomendação da companhia de compra para neutra e cortaram o preço-alvo de R$ 31 para R$ 21 ao final de 2027.
Apesar da revisão para baixo, a nova cifra ainda representa um potencial de valorização de quase 30% em relação ao último fechamento.
Sem um catalisador claro no horizonte, o Itaú BBA avalia que as projeções de lucro tendem a seguir pressionadas nos próximos trimestres, o que reduz o potencial de valorização do papel SMTO3 no curto prazo.
A principal mudança na tese do Itaú BBA para a ação SMTO3 está na leitura para os preços de etanol e açúcar, que continuam sem mostrar a recuperação esperada pelo mercado.
Leia Também
No início do conflito entre Israel e Irã, o avanço do petróleo chegou a impulsionar as ações ligadas ao setor sucroenergético. A lógica era que combustíveis fósseis mais caros poderiam aumentar a competitividade dos biocombustíveis, favorecendo o etanol.
Na prática, porém, o efeito foi limitado. Segundo o banco, medidas adotadas para conter a alta dos combustíveis acabaram reduzindo parte desse impacto positivo sobre o etanol.
Além disso, a queda dos preços do etanol observada ao longo do segundo trimestre de 2026 levou o Itaú BBA a revisar para baixo suas projeções de curto prazo para a companhia. Segundo o banco, o cenário também não é confortável para o açúcar.
Apesar de os preços internacionais já estarem próximos dos custos de produção do setor, a expectativa de uma safra robusta no Centro-Sul do Brasil continua limitando uma recuperação mais consistente das cotações.
O banco projeta uma moagem próxima de 640 milhões de toneladas na safra 2026/27, volume que ajuda a manter a pressão sobre os preços da commodity.
Na avaliação do BBA, o mercado ainda espera por um gatilho capaz de alterar esse equilíbrio entre oferta e demanda.
"Mesmo com alguma recomposição dessas posições, a reação limitada dos preços indica cautela por parte dos investidores, que aguardam novos gatilhos."
A visão mais cautelosa do Itaú BBA não se limita apenas ao cenário operacional.
Mesmo olhando para a ação sob a ótica de valuation, os analistas enxergam poucos motivos para assumir uma posição mais otimista neste momento.
Segundo o banco, a combinação entre um rendimento de fluxo de caixa para o acionista (FCFE yield) de aproximadamente 4% para o ano fiscal de 2027 e o adiamento dos investimentos de expansão reduz a atratividade do papel.
Para os analistas, a postergação do capex também adia retornos mais expressivos aos acionistas, enfraquecendo um dos principais argumentos para permanecer comprado na companhia.
Por isso, o Itaú BBA decidiu rebaixar a recomendação para neutra e afirma que deve manter uma postura mais conservadora até que surjam sinais concretos de melhora operacional ou uma recuperação mais consistente das commodities.
O rebaixamento, porém, não significa que o banco tenha perdido a confiança na qualidade da empresa.
Na visão do Itaú BBA, a São Martinho continua sendo uma das companhias mais eficientes do setor sucroenergético brasileiro.
Os analistas destacam o baixo custo de produção, a disciplina operacional e as boas práticas de governança corporativa, especialmente em gestão de riscos e estratégias de proteção de preços.
Essas características ajudam a companhia a atravessar períodos mais difíceis do ciclo sem comprometer sua posição competitiva.
Por isso, embora o momento de curto prazo inspire cautela, o banco avalia que a São Martinho segue bem posicionada para capturar uma eventual recuperação do setor quando o ambiente para açúcar e etanol voltar a ficar mais favorável.
BALANÇO
AINDA PRECISA COMBINAR COM OS GREGOS
SANEAMENTO EM QUEDA
COMANDO EM NOVAS MÃOS
BOI CARO, CAIXA NO VERMELHO
LUZ AMARELA NO CRÉDITO
JÁ DEU PARA ACOSTUMAR?
NA MIRA DA AUTARQUIA
REAÇÃO AO RESULTADO
DÍVIDA AINDA MAIOR
"MOMENTO HISTÓRICO"
VAI TER QUE ESPERAR?
SD ENTREVISTA
VAI PESAR NO BOLSO?
MAIS PROVENTOS
PAROU DE PIORAR?
TODO TRIMESTRE, ELE FAZ TUDO SEMPRE IGUAL
MAIS UMA TEMPESTADE?
SD ENTREVISTA
ENTREVISTA EXCLUSIVA