Menu
2019-03-28T14:53:34+00:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Vídeo

Como a aprovação (ou não) da Reforma da Previdência pode afetar os seus investimentos?

O mercado está de olho nela, mas o que você, investidor, tem a ver com isso? Neste vídeo, eu explico tudo

13 de fevereiro de 2019
12:33 - atualizado às 14:53

O mercado financeiro acompanha com especial interesse o andamento da reforma da Previdência, cuja aprovação é considerada a medida mais crucial para o reequilíbrio das contas públicas e a retomada de um crescimento sustentável pelo país.

O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o texto com as bases do projeto já está pronto e será apresentado ao presidente Jair Bolsonaro assim que ele tivesse alta - o que ocorreu nesta quarta-feira (13).

Para além de como vai ficar a sua aposentadoria - se é que você ainda não é aposentado - a aprovação (ou não) da reforma da Previdência promete mexer com os preços e a rentabilidade dos ativos. No vídeo a seguir eu explico como a aprovação da reforma pode mexer com os seus investimentos:

Veja a seguir a transcrição do texto do vídeo

Que uma reforma da Previdência pode afetar a sua aposentadoria, isso é meio óbvio. Mas qual seria o impacto da reforma nos investimentos? E se ela não for aprovada - ou não for suficiente? O mercado financeiro está de olho nesse tema. Mas e eu com isso?

O governo brasileiro se vê hoje numa saia justa. Ele gasta mais do que arrecada desde 2014, o que vem levando a uma escalada na dívida pública. De um lado, houve uma perda na arrecadação por conta de uma série de renúncias fiscais e da última crise econômica. Do outro, as despesas obrigatórias aumentaram. É o caso dos gastos com pessoal e da Previdência Social.

A situação da Previdência tende a piorar se nada for feito. Com o envelhecimento da população, os desembolsos do governo vão ficar cada vez maiores para fazer a conta fechar. A ausência de idade mínima para se aposentar por tempo de contribuição também torna as aposentadorias no Brasil mais precoces do que em outros países. A Previdência Social brasileira é hoje uma das menos sustentáveis do mundo, com gastos parecidos com os de países com uma proporção muito maior de idosos na população.

De todos os ajustes que o governo precisa fazer, a reforma da Previdência é o que pode causar o maior impacto positivo nas contas públicas. Mas por que isso é relevante para os seus investimentos?

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Um governo deficitário e altamente endividado tem poucas condições de investir em áreas que estimulem o crescimento econômico, como infraestrutura, por exemplo. Isso pode ter um impacto negativo na geração de empregos, nos resultados das empresas e no consumo. Consequentemente, as ações das companhias na bolsa podem sofrer.

Além disso, aumenta o risco-país. Os investidores começam a ficar desconfiados de que o governo não vai ser capaz de honrar as suas obrigações e passam a exigir uma recompensa maior para continuar financiando a crescente dívida pública. Resultado: o governo se vê obrigado a aumentar os juros.

Se você parar para pensar, não é muito diferente do que acontece se você começar a gastar mais do que ganha e se encher de dívidas. As instituições financeiras vão passar a cobrar juros mais altos, e você vai ter dificuldade de conseguir empréstimos.

Juros altos desaceleram a atividade econômica, porque encarecem o crédito, não só para o governo como também para empresas e consumidores. Esse cenário não é nada bom para investimentos que se beneficiam de juros baixos, como ações, fundos imobiliários, imóveis, debêntures, CRI e CRA. Só a renda fixa tradicional, atrelada à Selic, é que fica atrativa.

Por fim, um governo que seja considerado um mau pagador tende a espantar investidores estrangeiros, que tiram os seus recursos do país. O resultado é a alta do dólar e um possível aumento da inflação. Recessão com inflação elevada não é um cenário estranho para os brasileiros, e é péssimo para o investidor e para o trabalhador.

Por outro lado, se a reforma da Previdência passar e de fato for capaz de desafogar o governo, juros, câmbio e inflação podem ser mantidos sob controle, beneficiando a bolsa, o mercado imobiliário e a renda fixa prefixada.

Gostou do vídeo? Então deixa aqui no campo de comentários as suas dúvidas e sugestões para outros vídeos, e não se esqueça de se inscrever no nosso canal de YouTube.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Investimentos

Site do Tesouro Direto está de cara nova

Tesouro Nacional e B3 lançaram novo site do Tesouro Direto, com acesso facilitado ao passo a passo de como investir e simulador de investimentos

olho lá fora

Oferta de troca de títulos da Petrobras com vencimento em 2030 chega a US$ 6 bi

Os novos títulos somam US$ 4.109.583.000, com cupom de 5,093% a.a., com retorno (yield) das notas do Tesouro Americano de referência, fixada em 1,873%, mais taxa de 3,220%

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta segunda-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

Está longe de ser o fim

Após ‘efeito Amazon’, ações de varejo podem se recuperar, dizem analistas

Efeito nos papéis das líderes brasileiras do e-commerce não foi desprezível. Em dois dias, o Magazine Luiza somou desvalorização de 11%; a B2W caiu, 10% e a Via Varejo, 8%

lá em cima

Em número recorde, Fundos Imobiliários chegam a 1 milhão de cotistas no primeiro semestre

Queda da taxa de juros e sinais de retomada do setor imobiliário ajudam desempenho; atualmente, são 412 fundos imobiliários em todo o País

Conta digital

SoftBank “dobra a aposta” e passa a deter quase 15% do capital do Banco Inter

Fundo japonês que já investiu no Uber e Alibaba fecha acordo de acionistas com controladores do Banco Inter, que prevê nova oferta de ações no Brasil e nos EUA em até cinco anos

Novos pombinhos?

Dona da Vivo está de olho na gigante brasileira Oi

De acordo com fontes próximas, a espanhola estaria analisando uma potencial compra da Oi. A companhia brasileira foi avaliada em US$ 6,7 bilhões ou cerca de € 6 bilhões. As informações são do jornal espanhol, El Confidencial. 

Segunda-feira movimentada

Ibovespa em alta: petróleo sobe e dá forças à Petrobras, compensando a tensão no Oriente Médio

Ataques às refinarias da Aramco na Arábia Saudita elevam a aversão ao risco no mundo e fazem os preços do petróleo disparar. No entanto, o preço mais alto da commodity impulsiona as ações da Petrobras, colocando o Ibovespa no campo positivo

Melhora nas expectativas

BNDES prevê investimentos de R$ 1,1 trilhão em 2019-2022 em 19 setores, + 2,7%

Os números consideram investimentos apoiados e não apoiados pelo BNDES relativos a 19 setores, sendo 11 da indústria e 8 da infraestrutura

mudança de planos?

Após ataques, IPO da Saudi Aramco pode ser adiado

Empresa pretende vender uma fatia na bolsa local e, posteriormente, realizar uma listagem internacional de ações

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements