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2022-02-03T16:10:51-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
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As small caps renasceram das cinzas — e o Seleção Empiricus te diz como aproveitar as boas oportunidades entre essas ações

Os especialistas do Seleção Empiricus discutiram o imbróglio entre a CVM e a indústria de FIIs e falaram do bom momento das small caps

3 de fevereiro de 2022
16:10
Arte para divulgação do Seleção Empiricus. Victor Aguiar e João Piccioni, apresentadores do programa, aparecem em preto e branco sob um fundo preto
Imagem: Seu Dinheiro

Juros em alta, economia fragilizada, fuga de investidores da bolsa: na virada de 2021 para 2022, o cenário era o pior possível para as small caps, as ações das empresas de menor porte. Mas eis que, a partir da metade de janeiro, esse grupo de ativos passou por uma recuperação explosiva — e uma janela de oportunidade se abriu no mercado de ações. O Seleção Empiricus desta terça (1) falou tudo sobre esse fenômeno; para assistir, é só dar play:

Dando dimensão aos números: o índice de small caps da B3 (SMLL) fechou janeiro com uma alta acumulada de 3,4%. Pode não parecer muito, mas vale lembrar que, no meio do mês, ele amargava perdas de mais de 11%. O que explica esse movimento?

Henrique Florentino, analista da Empiricus e um dos convidados do Seleção desta semana, explica que as incertezas relacionadas ao ambiente doméstico desencadearam um forte movimento de realização de lucros na bolsa ao longo do segundo semestre de 2021 — um comportamento que afetou especialmente as small caps.

Afinal, as ações de empresas de menor capitalização costumam ter uma liquidez reduzida; sendo assim, num momento desfavorável para a bolsa como um todo, os investidores e fundos optam por manter os papéis de companhias maiores e mais líquidas.

"Essa venda aconteceu numa magnitude tão grande que abriu o valuation de algumas empresas que, embora pequenas, são super sólidas. Elas ficaram em níveis muito atrativos", diz Florentino, lembrando que o bom momento da bolsa também ajudou a atrair fluxo comprador às small caps.

Isso, no entanto, não quer dizer que toda e qualquer ação de empresa pequena seja uma boa alternativa nesse momento: é preciso saber escolher bem os ativos, dando prioridade aos papéis de companhias que apresentem boas perspectivas operacionais e financeiras. As incertezas domésticas e globais, afinal, seguem no horizonte e podem voltar a pressionar os mercados.

Florentino também destaca que é preciso fazer um balanceamento adequado da carteira. Se as small caps estão indo bem, outros tipos de ações — como as ligadas ao setor de commodities — também apresentam boas perspectivas. O mais interessante, assim, é ter posição em empresas de pequeno porte, mas sem deixar de lado as grandes teses de investimento.

Boas empresas, com estrutura de capital sólido e bons modelos de negócio... São oportunidades que apareceram e muita gente começou a aproveitar. [...] É um cenário que se apresenta poucas vezes

Henrique Florentino, analista da Empiricus

CVM x Fundos imobiliários (FIIs): e agora?

Outro tema abordado pelo Seleção Empiricus desta terça foi o recente imbróglio entre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a indústria de fundos imobiliários (FIIs). Tudo porque a autarquia determinou que o fundo Maxi Renda FII (MXRF11) precisa pagar rendimentos aos cotistas com base no resultado contábil, e não no regime de caixa.

A questão é que essa decisão tende a reduzir o volume líquido de dividendos que chega aos bolsos dos investidores — e um dos grandes atrativos dos FIIs é justamente o pagamento mensal de proventos. A CVM, inclusive, disse que a medida poderia se estender a outros fundos imobiliários que tivessem características semelhantes ao Maxi Renda.

Caio Araújo, analista da Empiricus e especialista em fundos de investimento, explicou os pormenores da decisão e como isso afeta os investidores. A medida foi temporariamente suspensa para a análise da defesa do BTG, o responsável pelo Maxi Renda FII, mas ainda há muita incerteza no ar.

Seleção Empiricus: as recomendações dos analistas

Os convidados do programa desta semana também deram suas recomendações de ativos aos espectadores: Henrique Florentino continuou nas small caps e apontou uma ação com bom potencial de valorização, enquanto Caio Araújo falou sobre um fundo imobiliário que tem ficado fora do radar dos investidores e casas de análise.

Já João Piccioni, analista da Empiricus e um dos apresentadores do Seleção, deu uma dica de ação internacional do setor de tecnologia que tem se destacado entre seus pares. Para saber quais foram as recomendações e as teses de investimento citadas pelos três, é só dar play no vídeo abaixo:

O Seleção Empiricus vai ao ar às terças-feiras, às 19h, ao vivo no YouTube da Empiricus e no LinkedIn do Seu Dinheiro. Victor Aguiar, repórter do SD, e João Piccioni, analista da Empiricus, recebem convidados para discutir os principais temas que estão movimentando os mercados e falar sobre as teses de investimento mais quentes do momento.

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