Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

GUERRA DE CAPITAIS À VISTA

Ray Dalio alerta sobre fuga dos ativos dos EUA; Ibovespa se aproxima de 178 mil pontos e faz história. O que está por trás desse movimento?

Desvalorização do dólar, disparada do ouro, da prata e da platina, venda de títulos do Tesouro norte-americano — tudo isso tem um só gatilho, que pode favorecer os mercados emergentes, entre eles, o Brasil

Carolina Gama
22 de janeiro de 2026
15:03 - atualizado às 15:05
Guerra na Ucrânia pode levar à queda do império americano? EUA queda
Imagem: Shutterstock

“Não dá para ignorar a possibilidade de que talvez não exista a mesma disposição para comprar dívida norte-americana”. A declaração de Ray Dalio explica como o uso da força bruta de Donald Trump e o aumento dos riscos geopolíticos estão provocando um afastamento dos ativos dos EUA — e favorecendo emergentes, entre eles o Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E é só olhar para os mercados para confirmar a tese do fundador da Bridgewater Associates. Enquanto ele concedia uma entrevista para a Bloomberg às margens do Fórum Econômico de Davos nesta quinta-feira (22), o Ibovespa fazia história (de novo) ao de aproximar da marca inédita dos 178 mil.

As ações do setor financeiro, o de maior peso no Ibovespa, puxam os ganhos do dia, em alta na casa de 3% para nomes como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4). Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) também sobem, mas abaixo de 2%.

O dólar à vista, por sua vez, renovou mínima da sessão, abaixo de R$ 5,30.

Estrategistas do JP Morgan dizem que esse é só o começo, e que o ano de 2026 tem tudo para ser marcado por fortes fluxos de capital externo para as ações brasileiras, impulsionados pela busca por diversificação fora dos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dados da B3 mostram que investidores estrangeiros movimentaram mais de R$ 2,8 trilhões em ações no mercado brasileiro à vista no ano passado, um aumento de 15% em relação a 2024.

Leia Também

EUA e o colapso da ordem monetária

Desde que os EUA romperam o vínculo do dólar com o ouro, em 1971, os governos têm optado por “imprimir dinheiro” em vez de permitir que crises de dívida sigam seu curso — isso acontece quando o serviço da dívida cresce mais rápido do que a renda, comprimindo o consumo.

Segundo Dalio, após mais de meio século desse comportamento, o mundo assiste agora a um “colapso da ordem monetária”, evidenciado pela mudança na composição das reservas dos bancos centrais e pela compra de ouro.

“Quando você vê o ouro subindo 67%, não é um metal precioso que sobe 60%", disse Dalio à Bloomberg nesta quinta (22).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ele foi comprado principalmente por bancos centrais, mas também por outros investidores, com o objetivo de diversificar as moedas fiduciárias, não apenas o dólar”, acrescentou.

Uma guerra de capitais a caminho

As preocupações de Dalio, no entanto, estão na transição de disputas comerciais para o que ele chama de “guerra de capitais”.

O fundador da Bridgewaters lembrou que os títulos do Tesouro norte-americano foram, por décadas, a base das reservas globais, mas afirmou que o volume de dívida emitida pelos EUA agora colide com um apetite global menor para mantê-la.

“Há um problema de oferta e demanda”, disse Dalio, acrescentando que a relutância em adquirir títulos da dívida norte-americana se deve às fricções geopolíticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Referindo-se à declaração de Trump, que descartou o uso da força militar na tentativa de adquirir a Groenlândia, Dalio afirmou que “foi um discurso muito importante porque existe uma linha, uma linha vermelha”.

"Se houver uma ação militar, isso terá implicações de guerra de capitais", afirmou.

Onde Investir em 2026: estratégias de alocação, ações, dividendos, renda fixa, FIIs e cripto

Uma arma perigosa contra os EUA

A tendência de se desfazer de ativos norte-americanos ganhou força em meio às crescentes tensões transatlânticas e às preocupações com um possível enfraquecimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mais recente episódio, não por acaso, envolve um fundo de pensão dinamarquês. O AkademikerPension anunciou que planeja se desfazer de seus títulos do Tesouro norte-americano até o final do mês, alegando riscos de crédito.

“Os EUA basicamente não são um bom indicador de crédito e, a longo prazo, as finanças do governo norte-americano não são sustentáveis”, disse Anders Schelde, diretor de investimentos da AkademikerPension, à Bloomberg na terça-feira (20).

A AkademikerPension, que administra cerca de US$ 25 bilhões em poupança para acadêmicos, detinha cerca de US$ 100 milhões em títulos do Tesouro norte-americano no final de 2025, de acordo com Schelde.

O CEO do UBS Group, Sergio Ermotti, no entanto, alertou que a tentação de usar títulos da dívida pública norte-americana como arma é uma “aposta perigosa”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Diversificar para longe dos EUA é impossível”, disse Ermotti em uma entrevista à Bloomberg em Davos. “Os EUA são a economia mais forte do mundo”.

Os países europeus detêm trilhões de dólares em títulos e ações dos EUA, alguns dos quais estão em fundos do setor público.

Em resposta à guerra tarifária de Trump, o mercado começa a especular se eles poderiam vender esses ativos, o que poderia aumentar os custos dos empréstimos e reduzir as ações, dada a dependência dos EUA de capital estrangeiro.

A China, que já foi o maior detentor estrangeiro da dívida do Tesouro dos EUA, evitou qualquer venda rápida dos ativos durante dois confrontos comerciais com Trump — em grande parte com base no fato de que não há outro lugar para esses grandes fluxos de capital irem, e despejá-los no mercado fomenta o risco de ser um ato de autoflagelação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações da Bloomberg

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O PIX VAI CANTAR

Como Javier Milei colocou o FMI para ‘dançar tango’ e garantiu mais US$ 1 bilhão para os cofres da Argentina

15 de abril de 2026 - 17:55

Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)

LEGADO QUE FICA

Mark Mobius, investidor lendário e pioneiro em mercados emergentes, morre aos 89 anos

15 de abril de 2026 - 16:47

Gestor colocou as economias em desenvolvimento no radar dos investidores globais em um momento em que “mercados emergentes” não era nem um conceito ainda

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

US$ 100 bilhões em 9 dias: como a Intel virou o jogo na bolsa — e o que Elon Musk tem a ver com isso

13 de abril de 2026 - 13:01

Apesar do desempenho estelar, a fabricante de chips ainda tem riscos à frente; entenda o que mexe com a ação da empresa

NO MEIO DO NADA

Fábrica natural de ouro: cientistas acreditam ter encontrado no fundo do mar a resposta para um antigo mistério

13 de abril de 2026 - 10:28

Motivo pelo qual o ouro se concentra em certas regiões do mundo e não em outras é considerado um mistério de longa data pelos cientistas, mas uma parte dessa resposta parece ter sido encontrada

SEM SOLUÇÕES

EUA e Irã deixam mesa de negociações sem acordo, e cessar-fogo segue incerto; confira os pontos de impasse entre os países

12 de abril de 2026 - 12:07

Apesar de não chegarem a um acordo, o encontro foi o mais alto nível de interação presencial entre representantes do Irã e dos Estados Unidos

BIG SHORT X BIG BOSS

‘A loucura’ de Michael Burry: lendário investidor de Wall Street encara Trump e dobra a aposta contra a Palantir — e contra a Nvidia 

10 de abril de 2026 - 18:45

O investidor que previu a crise de 2008 não se intimidou com o apoio do republicano à empresa de software, e reafirma que a queridinha da IA vale menos da metade do preço de tela

NO MUNDO DA LUA

Americano nunca esteve na Lua, mas ficou milionário vendendo terrenos do satélite natural da Terra

10 de abril de 2026 - 10:40

Nem o céu foi limite para um norte-americano se tornar um multimilionário ao vender lotes de terreno na Lua

EFEITO COLATERAL

Quem ganha com a guerra? Rússia pode turbinar cofres em abril com até US$ 9 bilhões em petróleo

9 de abril de 2026 - 15:49

Disparada do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz pode dobrar arrecadação com imposto sobre produção

COPO MEIO CHEIO

Cessar-fogo de papel e conta que não fecha: as economias globais caminham no escuro, mas o investidor não

8 de abril de 2026 - 18:44

Apesar das incertezas com relação à evolução do conflito no Oriente Médio e à consequente sombra sobre a trajetória da inflação e dos juros no mundo, os investidores têm um caminho claro a seguir

PAUSA DRAMÁTICA

Petróleo despenca mais de 15%, Petrobras cai 6% e dólar perde força: o efeito imediato do cessar-fogo de Trump contra o Irã nos mercados

7 de abril de 2026 - 20:42

Após ultimato e ameaça a infraestrutura iraniana, presidente dos EUA recua e abre janela de negociação mediada pelo Paquistão

VENTOS FAVORÁVEIS

Os 4 setores que estão carregando o rastro de bilhões dos estrangeiros na bolsa em 2026

7 de abril de 2026 - 17:15

O investidor estrangeiro está comprando a B3, mas não tudo, segundo o Itaú BBA; saiba por que os gringos já injetaram R$ 29,7 bilhões em ETFs brasileiros neste ano

NÃO PRECISA DE BOMBEIRO

Enquanto a Ásia queima com o petróleo, a China tem um plano para apagar o fogo da crise que vem de Ormuz 

6 de abril de 2026 - 19:41

Japão e a Coreia do Sul sofrem; Pequim respira com um alívio que mistura estratégia de longo prazo e uma ajudinha do combustível fóssil mais tradicional de todos

MENSAGEM NÃO LIDA

As lições de casa — e os alertas — do CEO do JP Morgan que podem mudar a forma como você investe

6 de abril de 2026 - 16:59

Jamie Dimon fala dos efeitos das guerras, da inteligência artificial e das regras bancárias na aguardada carta anual aos acionistas

MAKE A PIX

Pix internacional: Banco Central trabalha para expandir sistema de pagamento para fora do Brasil enquanto Trump esbraveja

6 de abril de 2026 - 11:42

Pix já funciona de maneira limitada em algumas localidades estrangeiras, mas Banco Central prepara internacionalização mais abrangente da ferramenta que tira o sono de Donald Trump

TENSÕES NO ORIENTE MÉDIO

EUA sobem o tom sobre Estreito de Ormuz, mas Irã não recua e manda recado: “jamais voltará a ser o que era”

6 de abril de 2026 - 9:31

O anúncio ocorre após Trump fazer mais um ultimato ao Irã, sob a ameaça de destruir usinas de eletricidade e pontes do país persa

PRIMEIRA VEZ EM 20 ANOS

EUA sofrem golpe inédito do Irã; veja como ficam as negociações para um cessar-fogo agora

4 de abril de 2026 - 9:16

Os ataques ocorreram cinco semanas após os primeiros bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã

MUITO ALÉM DO COELHINHO

De procissões religiosas a “bruxas de Páscoa” e pipas coloridas: como outras culturas e religiões celebram a ressurreição e a passagem

3 de abril de 2026 - 10:17

Comum a cristãos, judeus e a outras culturas, a Páscoa ganha tradições e adaptações muito diferentes ao redor do mundo

RÚPIA SOB ATAQUE

O despertar dos mortos-vivos: crise cambial na Índia assombra mercados e pode enterrar o plano da economia de US$ 5 trilhões

2 de abril de 2026 - 19:11

A quarta maior economia do mundo está sob cerco; entenda como a guerra entre EUA e Irã reacendeu traumas financeiros na Índia e o impacto para os mercados

RISCO GEOPOLÍTICO

‘Trump é o mestre da negociação’, mas encara uma limitação que o levará a encerrar guerra no Irã em breve, diz gestor da Nomura Asset

31 de março de 2026 - 17:11

Para Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do Nomura, guerra no Irã é um dos maiores riscos para o mercado de crédito corporativo hoje, mas Trump deve evitar que ela se arraste

GLOBAL MANAGERS CONFERENCE BRASIL 2026

A ‘Nvidia chinesa’ já existe? Os setores que devem gerar lucro na China e estão de portas abertas para investidores, segundo gestor

31 de março de 2026 - 14:59

Brendan Ahern, CIO da KraneShares, diz onde o governo chinês acerta, onde erra e onde o Ocidente subestima Pequim — “esse é um caminho que não tem mais volta”

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia