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A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa
Enquanto os investidores tentam prever quando o apocalipse provocado pela inteligência artificial (IA) vai chegar ao setor de software, uma tesoura invisível corta o mercado de trabalho ao meio. De um lado, setores analógicos seguem contratando; do outro, a tecnologia enfrenta uma lâmina afiada que já elimina milhares de vagas.
O "Relatório do Fim do Mundo", publicado recentemente pela Citrini Research, pode ter exagerado no tom catastrófico, mas indicadores reais de emprego mostram que o temor dos investidores tem fundamento.
A TAG Investimentos mergulhou nos dados Bureau of Labor Statistics (BLS), a principal agência do governo norte-americano para medir o mercado de trabalho, e constatou que a recente queda das ações de software na bolsa não é apenas volatilidade, mas o reflexo de uma mudança estrutural: a IA já está redesenhando o mapa das contratações globais.
Na carta de março, a gestora diz que o gap entre os setores protegidos e os expostos à tecnologia atingiu um nível alarmante, forçando uma rotação de portfólio para ativos reais nos quais a mão de obra humana ainda é soberana.
A TAG utiliza a metáfora de uma tesoura para descrever o que está acontecendo com o emprego agregado desde janeiro de 2022.
Com base nos dados analisados, a gestora diz que setores com baixa exposição à IA continuam crescendo, enquanto os setores altamente expostos veem suas curvas de contratação declinarem — em janeiro deste ano, a distância entre essas duas lâminas da tesoura chegou a 22,6 pontos percentuais (pp).
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No período de um ano, entre novembro de 2024 e novembro de 2025, os números do BLS mostram o saldo dessa divisão.
Os setores que ganharam vagas tinham baixa exposição à IA e somaram 836 mil novos postos. Os destaques foram Saúde (+400 mil), Assistência Social (+314 mil), Serviços de Alimentação (+110 mil) e Construção (+12 mil).
Já os setores que perderam vagas tinham alta exposição à IA e sofreram uma perda coletiva de 207 mil postos. As quedas mais acentuadas ocorreram em Serviços de Ajuda Temporária (-85 mil), Design de Sistemas de Computação (-48 mil), Informação (-37 mil), Semicondutores (-21 mil) e Telecomunicações (-17 mil).
O setor de tecnologia e software tem sofrido na bolsa desde o início do ano, com investidores migrando para ativos reais. O temor é que a IA cause estragos estruturais nessas áreas.
Os dados de emprego confirmam parte dessa preocupação: o segmento de Computer Systems Design (Design de Sistemas de Computação) encolheu 2% no último ano analisado.
Embora o número de anúncios de vagas para engenheiros de software tenha subido 11%, a TAG observa que isso não se traduz em crescimento líquido do setor, mas sim em uma reestruturação.
Segundo a gestora, as empresas estão buscando perfis "nativos em IA" enquanto eliminam posições legadas de redatores de código e analistas.
"A IA não vai substituir os gestores, mas os gestores que usam IA substituirão os que não usam". A frase de Karim Lakhani, que abre a carta de março da TAG, resume o novo paradigma do mercado.
Segundo a gestora, entender essa movimentação é crucial para os investimentos por três motivos principais: calibragem de teses, visão macro e alocação de capital.
Para a TAG, há provas de que o impacto da IA não é uma promessa futura, mas algo presente e mensurável.
Além disso, a substituição de mão de obra tem implicações diretas na inflação, no consumo e nas taxas de juros.
Por fim, a gestora diz que o investimento em IA vai muito além de comprar ações da Nvidia — a tecnologia está mudando a forma como o capital humano é distribuído em toda a economia, afetando o risco de qualquer portfólio.
Apesar dos dados de cortes em setores específicos, a TAG mantém uma visão otimista para o futuro.
O relatório destaca que a IA está criando empregos na fase de investimento — como na construção de data centers e infraestrutura de energia — enquanto os elimina na fase de adoção.
Historicamente, o ser humano demonstra uma alta capacidade de adaptação: mais de 60% das profissões existentes hoje não existiam há 100 anos.
O cenário atual é comparado pela TAG aos cinco minutos do primeiro tempo de uma revolução que exigirá curiosidade e disposição para aprender novas funções que ainda estão por surgir.
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