O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo
A situação no Oriente Médio, depois do ataque dos EUA-Israel ao Irã no último sábado (28), é grave e todo mundo sabe. Mas para a S&P Global Ratings, a gravidade da situação passou de alta para severa.
A agência justifica a nova classificação com a intensidade e o escopo das ações militares, que representam uma escalada nas hostilidades e aumentam o potencial para que esses eventos enfraqueçam a qualidade de crédito em diversos setores.
Embora o cenário base da S&P ainda preveja um confronto militar relativamente curto, a agência nota que os objetivos de EUA e Israel — que incluem mudança de regime — são muito mais amplos do que aquelas da guerra de 12 dias em junho de 2025.
Pelo lado do Irã, o conflito é visto como quase existencial, o que eleva a probabilidade de retaliações contínuas.
A interrupção do transporte marítimo surge como um ponto central de tensão multissetorial. Com o cancelamento de viagens por empresas de navegação e o aumento nos custos de seguro, a vulnerabilidade dos países da região varia conforme a geografia.
A S&P destaca que, embora preços mais altos do petróleo por conta da guerra possam beneficiar produtores de hidrocarbonetos e trazer alívio fiscal para os soberanos do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), isso depende da fluidez no Estreito de Ormuz.
Leia Também
O fechamento pelo Irã da principal passagem para o escoamento de boa parte da produção global de petróleo levou a commodity a disparar nesta segunda-feira (2).
O Brent, referência para o mercado internacional e para a Petrobras (PETR4) subiu 6,68%, cotado a US$ 77,74. No pico da sessão, os preços chegaram a avançar mais de 12%.
Um bloqueio prolongado é considerado improvável pela S&P devido à presença militar dos EUA, mas a exposição ao fechamento por mais tempo é maior para Iraque, Bahrein, Catar e Kuwait.
A Moody´s, por sua vez, diz que, no curto prazo, o petróleo armazenado fora do Golfo, inclusive em navios-tanque offshore que navegaram antes da escalada das tensões, fornece um colchão semelhante ao usado após o ataque de 2019 às instalações petrolíferas sauditas. Na época, isso ajudou a evitar "perdas significativas", de acordo com a agência.
Para a Moody's, o aumento planejado da produção de 206.000 barris por dia da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) a partir de abril oferece um "mitigador adicional" neste momento em que os ataques continuam. No entanto, o efeito será "limitado".
Leia também:
A Fitch Ratings, por sua vez, reforçou nesta segunda-feira (2) que o alcance e a duração da guerra com o Irã determinarão o impacto real nas notas de crédito (ratings) soberanas.
Para a agência, as classificações atuais possuem margem para suportar um conflito regional de curta duração que não se intensifique.
Contudo, a Fitch alerta para riscos caso ocorram danos duradouros à infraestrutura energética chave ou hostilidades prolongadas.
O canal mais provável de pressão sobre os ratings seria justamente o dano material à infraestrutura de exportação de energia do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), formado por Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
No campo financeiro, a S&P Global aponta um aumento no risco de saída de recursos do Oriente Médio, com destaque para Bahrein e Catar.
Quanto à atividade econômica, a Fitch projeta que o efeito sobre o crescimento e sobre setores não relacionados ao petróleo será temporário e de curto prazo.
Entretanto, pondera que pode haver danos de longo prazo para áreas da região que se posicionam como refúgios para empresas e investidores internacionais.
Ambas as agências mantêm cautela: enquanto a S&P trabalha com a possibilidade de operações militares durarem até um mês, a Fitch ressalta que seu cenário base está sujeito a uma incerteza particularmente alta, e qualquer interrupção nas exportações de energia além do previsto terá repercussões negativas severas para os perfis de crédito da região.
A Moody´s, por sua vez, considera "improvável" que o conflito cause impacto "significativo" no perfil de crédito dos países que monitora. Contudo, avalia que a perspectiva geral dos ratings soberanos dependerá da duração dos ataques no Oriente Médio.
Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos
O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial
O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise
Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico
Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo
O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed
Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário
A disparada do petróleo pode reascender a inflação global, e alguns líderes de bancos centrais ao redor do mundo já estão em alerta
O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos
Com o espaço aéreo fechado desde sábado (28), cidades dos Emirados Árabes Unidos se aliam com hotelaria para administrar milhares de turistas presos no país após ataques iranianos
Para o capital estrangeiro, o Brasil não é um debate político ou fiscal, mas um balcão de oportunidades de valor; entenda por que, para o gringo, o micro das companhias vence o macro do governo — mas não para sempre
Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia
Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor
Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo
O aiatolá de 86 anos era o homem mais poderoso do Irã e o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio, ocupando a posição de líder supremo por 35 anos
Depois dos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã neste sábado (28), entenda qual deve ser o posicionamento do governo brasileiro e as implicações do conflito para o País
China, Rússia, países na Europa e no Oriente Médio se manifestam após o que vem sendo considerado um dos maiores ataques dos EUA à região na história recente; confira o que as autoridades disseram
O investidor está de frente com um mundo mais perigoso; entenda quem ganha e quem perde e o que pode acontecer a partir de agora
Explosões em Teerã marcam mudança de patamar na crise geopolítica; Teerã reage e atinge alvos ligados a forças americanas na região
O Norges Bank Investment Management, responsável por gerir o fundo soberano da Noruega, revelou nesta quinta-feira (26) que está utilizando o Claude para realizar a triagem ética e reputacional de seus investimentos