🔴 TRÊS AÇÕES LIGADAS À IA PODEM DOBRAR NOS PRÓXIMOS MESES – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

SOB ATAQUE

Saudi Aramco: petroleira atacada pelo Irã já foi bombardeada antes, fez o maior IPO da história e segue no topo do mercado global de petróleo

Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário

Refinaria de petróleo da Saudi Aramco na Arábia Saudita. - Imagem: Reprodução/ Saudi Aramco

Imagine ser a maior petroleira do mundo, avaliada em US$ 2 trilhões, e se ver pega no fogo cruzado de uma guerra entre seu maior aliado e seu grande rival geopolítico. É nesta situação que a estatal Saudi Aramco se encontra neste momento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Arábia Saudita amanheceu sob fogo cruzado entre os Estados Unidos e o Irã neste 2 de março, quando drones armados iranianos bombardearam a refinaria de Ras Tanura, uma das joias da coroa da Saudi Aramco.

O ataque provocou um incêndio classificado como “limitado”, além de danos causados por destroços, forçando a petroleira a paralisar imediatamente diversas unidades operacionais como medida de precaução.

Embora o governo saudita tenha afirmado que não houve impacto imediato no suprimento local, a interrupção atinge uma planta com capacidade de processar 550 mil barris de petróleo por dia, um pilar essencial para o equilíbrio energético internacional.

A refinaria de Ras Tanura é uma das maiores do mundo e tem um papel central no fornecimento global de combustíveis. A Aramco é uma fornecedora-chave de diesel para a Europa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas proximidades da planta, localizada na costa do Golfo Pérsico, está o maior terminal de exportação de petróleo bruto e derivados da Aramco, com tanques de armazenamento, píeres portuários e pontos de carregamento para exportação.

Leia Também

FED EM TRANSFORMAÇÃO

Adeus, Super Quarta? Warsh muda calendário do Fed e prepara mais novidades para 2027

DECEPCIONOU

Alphabet (GOGL34): dona do Google reduz investimentos, mas balanço decepciona e ações despencam mais de 10%

As autoridades sauditas e as forças de defesa do país trabalham para neutralizar novas ameaças enquanto tentam restaurar a normalidade operacional. O incidente é visto como uma expansão deliberada do conflito Irã - EUA - Israel, visando o centro de produção de energia saudita.

Déjà-vu no deserto: Saudi Aramco sob ataque

Não é a primeira vez que a Saudi Aramco se vê no centro de uma tempestade geopolítica desta magnitude.

Em 2019, quando a empresa se preparava para realizar o maior IPO (Oferta Pública Inicial) da história do mercado global de capitais, ataques aéreos coordenados às refinarias de Abqaiq e Khurais paralisaram metade da produção da estatal da Arábia Saudita, comprometendo 5% do abastecimento mundial de petróleo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a produção parada por semanas, o lucro da petroleira caiu em mais de 18% naquele final de terceiro trimestre. Na ocasião, rebeldes houthis do Iêmen assumiram a responsabilidade pelo ataque, mas autoridades norte-americanas alegaram que o autor seria o Irã.

Mesmo sob a fumaça das explosões, a Aramco seguiu com sua abertura de capital em dezembro de 2019 e fez história. A petroleira conseguiu levantar US$ 25,6 bilhões com sua oferta inicial de ações, ao ser avaliada em US$ 1,7 trilhão.

Até hoje, esse ainda é o maior IPO da história, superando a chinesa Alibaba com seus US$ 21,8 bilhões, em 2014.

O IPO na bolsa de Tadawul, da Arábia Saudita, foi o ápice de um projeto ambicioso para atrair investidores estrangeiros e demonstrar a força financeira inquestionável do reino.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até hoje, o valor de mercado da Saudi Aramco se mantém na faixa dos US$ 1,7 trilhão, com as ações registrando uma pequena desvalorização de 2,5% em relação a seis anos atrás.

Apesar de sua solidez financeira e margens de lucro que superam os 30%, a Aramco permanece como um alvo estratégico óbvio para qualquer escalada bélica no Oriente Médio. O ataque atual revive o principal fator de risco que já assombrava os investidores desde 2019: a instabilidade regional.

Por que a Aramco é insubstituível

A Saudi Aramco é mais do que uma simples petroleira; ela é o sustentáculo da economia saudita e o principal motor do governo para financiar o país. A petroleira é de propriedade da família real saudita, a Casa de Saud. O príncipe herdeiro Mohamed bin Salman é o responsável pela estratégia internacional da companhia. Isso inclui o IPO em 2019.

Embora tenha capital aberto, mais de 80% das ações continuam nas mãos do governo saudita, dividido entre o controle direto da família real e um fundo soberano. Menos de 5% dos papéis estão disponíveis para negociação no mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os números mais recentes da Saudi Aramco reforçam sua importância para a economia do país: no terceiro trimestre de 2025, a empresa reportou um lucro líquido ajustado de US$ 28 bilhões, com um volume substancial de pagamento de dividendos bilionários ao Estado.

Essa montanha de capital é o que permite à Arábia Saudita manter seu peso geopolítico e financiar seus serviços públicos.

Tem também um impacto significativo no mercado global de petróleo. O fechamento de Ras Tanura amplia o risco de desequilíbrios relevantes no abastecimento global de combustíveis.

Um ataque a uma infraestrutura energética dessa magnitude é um dos cenários mais temidos pelos participantes do mercado de petróleo, especialmente em um momento em que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz — pelo qual passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo — está praticamente paralisado à medida que as tensões se intensificam entre Irã e Israel.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em meio ao conflito, as cotações do petróleo subiam hoje ao redor do mundo, com o barril do Brent, negociado em Londres, em alta de 8%, próximo de US$ 80.

Na semana passada, a cotação do Brent estava em US$ 70, com o mercado apontando para uma tendência de queda diante da intenção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de aumentar a produção.

Nesta segunda-feira, a Opep confirmou o aumentou e indicou uma aceleração na produção diante dos ataques à Aramco e o risco do Estreito de Ormuz. Enquanto os mercados se alinham, a Saudi Aramco deve provar mais uma vez porque é a petroleira mais valiosa do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Elon Musk, fundador da Tesla, SpaceX, Neuralink e Starlink 15 de outubro de 2026 - 19:45

MAIS PERTO DO QUE PARECE?

De Marte para a sua carteira: o que muda se Elon Musk juntar Tesla e SpaceX

15 de outubro de 2026 - 19:45
Logo da marca Apple em uma fachada de prédio 14 de outubro de 2026 - 17:16
Wall Street, mercado norte-americano, EUA, bolsas carteira internacional 14 de outubro de 2026 - 14:06
A mão de um robô humanoide segura várias cédulas de dólar 13 de outubro de 2026 - 17:32
Em um fundo rosa claro, vários dispositivos da Apple para o lar aparecem na parte inferior da imagem. Na parte superior, a frase: Welcome, HomeView 13 de outubro de 2026 - 13:31
Montagem que traz o prédio da Apple ao lado esquerdo, com o símbolo da maçã ao lado, e Elon Musk no lado direito, olhando para a maçã 12 de outubro de 2026 - 18:45
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 12 de outubro de 2026 - 16:31
Imagem gerada por IA mostra Warren Buffett lendo 'A Arte da Guerra' na frente de uma lareira. 12 de outubro de 2026 - 11:57
prêmio nobel 10 de outubro de 2026 - 7:48

UM RISCO NEM TÃO ADMINISTRADO ASSIM

O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês

10 de outubro de 2026 - 7:48
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 9 de outubro de 2026 - 18:31
prêmio nobel 9 de outubro de 2026 - 8:35
prêmio nobel 8 de outubro de 2026 - 8:49
prêmio nobel 7 de outubro de 2026 - 10:17
prêmio nobel 5 de outubro de 2026 - 13:39
Brasil segue sem um Nobel oficial, mas já teve um filho de estrangeiros nascido no Rio, um físico injustiçado e a primeira vencedora do “Nobel da Agricultura 3 de outubro de 2026 - 7:14
Henry Kissinger 2 de outubro de 2026 - 15:05

NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÃO

Henry Kissinger, o Nobel da Paz que tentou devolver o prêmio, mas não conseguiu

2 de outubro de 2026 - 15:05
Peter Handke 30 de setembro de 2026 - 16:32
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar