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O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos
Na América Latina, não falta o sazón — como cantou o port-riquenho Bad Bunny, em sua apresentação no intervalo do último Super Bowl. Mas investir em países latinos é como aquele relacionamento intenso: a atração é magnética, o potencial é enorme, só que você nunca dorme totalmente tranquilo.
O gringo está vivendo essa paixão pelas bolsas latino-americanas. Prova disso é o desempenho desses mercados em janeiro de 2026, em dólares.
A Sp/Bvl General, do Peru, saltou 22,51%; a Msci Colcap, da Colômbia, avançou 21,16%. Na sequência, aparecem o Ibovespa, com alta de 18,42%, e o Ipsa, do Chile, com 15,65%. IPyC, do México, ganhou 9,18% no período.
“O tamanho importa quando se trata de investir na América Latina. Por isso, olhamos com carinho para Brasil, Colômbia e México”, diz Luis Ferreira, CIO do EFG Private Wealth Management, líder na América Latina do private bank suíço EFG, que tem mais de US$ 200 bilhões sob gestão e presença em mais de 40 países.
O problema de investir na América Latina é a “DR” que vem no pacote.
“Casos como o do Banco Master levaram o investidor estrangeiro a questionar os gestores dos fundos se havia risco sistêmico e se o FGC [Fundo Garantidor de Créditos] daria conta de arcar com os compromissos”, afirma Ferreira. "Esses episódios jogam contra o mercado brasileiro lá fora", acrescenta.
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“Na Colômbia, o problema é a volatilidade política — a mesma que existe no Brasil —, enquanto no México, a relação comercial turbulenta com os EUA é o complicador dos investimentos aos olhos do estrangeiro”, acrescenta.
Se a América Latina tem sazón, a Ásia tem shoyo — os estrangeiros também olham para “o outro lado do mundo” em busca de bons retornos.
E os motivos para isso são os mesmos nos dois casos: a incerteza ligada às políticas de Donald Trump e a necessidade de diversificação do dólar em meio a riscos geopolíticos.
“A Ásia é fascinante”, diz Ferreira. “A China, por exemplo, tem sua própria versão do Google, do Uber, da Meta e da Amazon. Dos grandes modelos de negócios trilionários do mundo, a China tem um modelo semelhante — e até mais eficiente e até mais eficiente — em um mercado de 1 bilhão de pessoas", afirma.
Mas um fator separa latinos e asiáticos quando o assunto é investimento: a taxa de juros.
“O fator growth [crescimento] joga a favor da Ásia, mas as taxas de juros por lá ainda são baixas”, diz Ferreira, citando o Japão como exemplo.
Por décadas os japoneses conviveram com deflação e taxa negativas. Foi só em dezembro do ano passado, por conta do aumento de preços, que os juros começaram a subir por lá, chegando aos 0,75% atuais, onde devem permanecer até pelo menos meados deste ano.
O Seu Dinheiro contou essa história em detalhes em uma matéria especial que você pode conferir na íntegra aqui.
“O Japão está experimentando o populismo que a América Latina já conhece, com políticas fiscais expansionistas e programas sociais, enquanto a população envelhece”, diz Ferreira.
E a questão demográfica é apontada pelo gestor como outro grande problema da Ásia.
“Existem previsões que apontam para uma queda de 40% da população, ou 680 milhões de pessoas a menos. Isso é uma América Latina a menos em população. Não é à toa que os países da Ásia estão correndo para desenvolver robôs, e isso acaba criando valor”, afirma.
De olho nessa geração de valor, Ferreira recomenda a diversificação de investimentos na Ásia.
“É uma boa região para diversificar não só em moedas, mas em setores que vão além de inteligência artificial”, diz. “Consumo e logística são bons setores, e a Ásia também não é só China, Japão e Coreia do Sul. Vale olhar para Filipinas e Taiwan com carinho”, acrescenta.

Se, para o gringo, os emergentes são o grande destino do dinheiro neste momento, para os investidores brasileiros, os EUA — e o dólar — ainda valem a pena.
“Para os investidores brasileiros, o negócio é diversificar para fora da América Latina, já que a liquidez é pequena quando comparada com o resto do mundo”, afirma Ferreira.
E, embora os investidores locais estejam vendo uma enxurrada de dinheiro gringo entrando na bolsa brasileira, o gestor explica por que o mercado norte-americano ainda pode voltar a brilhar.
“Muitos investidores se preocupam com o fato de Donald Trump defender um dólar mais desvalorizado, mas do ponto de vista dos negócios, faz sentido. Para cumprir a promessa de trazer as indústrias de volta para os EUA, para estimular as exportações e refinanciar a dívida norte-americana, o dólar mais fraco ajuda", diz.
“Do ponto de vista do investidor, déficit norte-americano menor e o fomento à inovação devem ser pontos positivos de atenção na hora de montar uma carteira”, acrescenta.
O gestor também afirma que o investidor brasileiro não deve ignorar a Europa. Ele cita a pressão de Trump sobre o aumento de gastos militares dos países europeus no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Essa pressão dos EUA sobre a Otan ajuda a fomentar a indústria na Europa. O investimento militar estimula e leva inovação para várias outras indústrias. É como se mirássemos no sol, mas acertássemos as estrelas”, afirma.
Ferreira ainda lembra de outras inovações europeias que mudaram o consumo e o modelo de negócios de gigantes como a Apple.
“A cápsula de café da Nestlé foi uma das maiores inovações em consumo no mundo, embora não tenha valor agregado à tecnologia. O Spotify acabou com o iPod e revolucionou a indústria da música no mundo”, diz o gestor, referindo-se às empresas suíça e sueca. “A Europa abriga os maiores bancos do mundo”, completa.
Para o investidor brasileiro, o conselho de Ferreira é um só: “não tenha 100% da carteira em nada — nem em EUA, nem em dólar, nem em real, nem em ações e nem em renda fixa. Expanda os horizontes de diversificação”.
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