🔴 JÁ SE IMAGINOU FAZENDO 35 OPERAÇÕES POR MÊS NA BOLSA, EM MÉDIA? CONHEÇA O QUICK TRADE – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

VISÃO DO GESTOR

O sazón latino e o tempero do medo: o gringo ama o Brasil, mas o investidor brasileiro não deve largar de vez o dólar e os EUA

O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos

Dólar diante de uma bandeira do Brasil e um gráfico da bolsa de valores
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

Na América Latina, não falta o sazón — como cantou o port-riquenho Bad Bunny, em sua apresentação no intervalo do último Super Bowl. Mas investir em países latinos é como aquele relacionamento intenso: a atração é magnética, o potencial é enorme, só que você nunca dorme totalmente tranquilo.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O gringo está vivendo essa paixão pelas bolsas latino-americanas. Prova disso é o desempenho desses mercados em janeiro de 2026, em dólares.  

A Sp/Bvl General, do Peru, saltou 22,51%; a Msci Colcap, da Colômbia, avançou 21,16%. Na sequência, aparecem o Ibovespa, com alta de 18,42%, e o Ipsa, do Chile, com 15,65%. IPyC, do México, ganhou 9,18% no período.   

“O tamanho importa quando se trata de investir na América Latina. Por isso, olhamos com carinho para Brasil, Colômbia e México”, diz Luis Ferreira, CIO do EFG Private Wealth Management, líder na América Latina do private bank suíço EFG, que tem mais de US$ 200 bilhões sob gestão e presença em mais de 40 países. 

O problema de investir na América Latina é a “DR” que vem no pacote. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Casos como o do Banco Master levaram o investidor estrangeiro a questionar os gestores dos fundos se havia risco sistêmico e se o FGC [Fundo Garantidor de Créditos] daria conta de arcar com os compromissos”, afirma Ferreira. "Esses episódios jogam contra o mercado brasileiro lá fora", acrescenta.

Leia Também

BALANÇOS

Foguete decola, streaming trava: SpaceX sobe e Netflix cai após resultados trimestrais; entenda os números

DE PARIS A MARSELHA

Ruas em chamas na França, mercados pegam fogo na Europa — e isso mexe com os investimentos

“Na Colômbia, o problema é a volatilidade política — a mesma que existe no Brasil —, enquanto no México, a relação comercial turbulenta com os EUA é o complicador dos investimentos aos olhos do estrangeiro”, acrescenta.  

Ásia também tem seu próprio molho 

Se a América Latina tem sazón, a Ásia tem shoyo — os estrangeiros também olham para “o outro lado do mundo” em busca de bons retornos.  

E os motivos para isso são os mesmos nos dois casos: a incerteza ligada às políticas de Donald Trump e a necessidade de diversificação do dólar em meio a riscos geopolíticos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A Ásia é fascinante”, diz Ferreira. “A China, por exemplo, tem sua própria versão do Google, do Uber, da Meta e da Amazon. Dos grandes modelos de negócios trilionários do mundo, a China tem um modelo semelhante — e até mais eficiente e até mais eficiente — em um mercado de 1 bilhão de pessoas", afirma.  

Mas um fator separa latinos e asiáticos quando o assunto é investimento: a taxa de juros.  

“O fator growth [crescimento] joga a favor da Ásia, mas as taxas de juros por lá ainda são baixas”, diz Ferreira, citando o Japão como exemplo.  

Por décadas os japoneses conviveram com deflação e taxa negativas. Foi só em dezembro do ano passado, por conta do aumento de preços, que os juros começaram a subir por lá, chegando aos 0,75% atuais, onde devem permanecer até pelo menos meados deste ano.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Seu Dinheiro contou essa história em detalhes em uma matéria especial que você pode conferir na íntegra aqui.  

“O Japão está experimentando o populismo que a América Latina já conhece, com políticas fiscais expansionistas e programas sociais, enquanto a população envelhece”, diz Ferreira.  

E a questão demográfica é apontada pelo gestor como outro grande problema da Ásia.  

“Existem previsões que apontam para uma queda de 40% da população, ou 680 milhões de pessoas a menos. Isso é uma América Latina a menos em população. Não é à toa que os países da Ásia estão correndo para desenvolver robôs, e isso acaba criando valor”, afirma.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De olho nessa geração de valor, Ferreira recomenda a diversificação de investimentos na Ásia.  

“É uma boa região para diversificar não só em moedas, mas em setores que vão além de inteligência artificial”, diz. “Consumo e logística são bons setores, e a Ásia também não é só China, Japão e Coreia do Sul. Vale olhar para Filipinas e Taiwan com carinho”, acrescenta.  

Foto do CIO do EFG Private Wealth Management, Luis Ferreira, em uma sala com uma quadro ao fundo. Ele usa terno azul escuro e camisa rosa claro.
Luis Ferreira, CIO do EFG Private Wealth Management. Imagem: Divulgação

EUA e Europa ainda valem a pena 

Se, para o gringo, os emergentes são o grande destino do dinheiro neste momento, para os investidores brasileiros, os EUA — e o dólar — ainda valem a pena. 

“Para os investidores brasileiros, o negócio é diversificar para fora da América Latina, já que a liquidez é pequena quando comparada com o resto do mundo”, afirma Ferreira.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, embora os investidores locais estejam vendo uma enxurrada de dinheiro gringo entrando na bolsa brasileira, o gestor explica por que o mercado norte-americano ainda pode voltar a brilhar. 

“Muitos investidores se preocupam com o fato de Donald Trump defender um dólar mais desvalorizado, mas do ponto de vista dos negócios, faz sentido. Para cumprir a promessa de trazer as indústrias de volta para os EUA, para estimular as exportações e refinanciar a dívida norte-americana, o dólar mais fraco ajuda", diz.  

“Do ponto de vista do investidor, déficit norte-americano menor e o fomento à inovação devem ser pontos positivos de atenção na hora de montar uma carteira”, acrescenta.  

O gestor também afirma que o investidor brasileiro não deve ignorar a Europa. Ele cita a pressão de Trump sobre o aumento de gastos militares dos países europeus no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Essa pressão dos EUA sobre a Otan ajuda a fomentar a indústria na Europa. O investimento militar estimula e leva inovação para várias outras indústrias. É como se mirássemos no sol, mas acertássemos as estrelas”, afirma.  

Ferreira ainda lembra de outras inovações europeias que mudaram o consumo e o modelo de negócios de gigantes como a Apple.  

“A cápsula de café da Nestlé foi uma das maiores inovações em consumo no mundo, embora não tenha valor agregado à tecnologia. O Spotify acabou com o iPod e revolucionou a indústria da música no mundo”, diz o gestor, referindo-se às empresas suíça e sueca. “A Europa abriga os maiores bancos do mundo”, completa.  

Para o investidor brasileiro, o conselho de Ferreira é um só: “não tenha 100% da carteira em nada — nem em EUA, nem em dólar, nem em real, nem em ações e nem em renda fixa. Expanda os horizontes de diversificação”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Logo da marca Apple em uma fachada de prédio 14 de outubro de 2026 - 17:16
Wall Street, mercado norte-americano, EUA, bolsas carteira internacional 14 de outubro de 2026 - 14:06
A mão de um robô humanoide segura várias cédulas de dólar 13 de outubro de 2026 - 17:32
Em um fundo rosa claro, vários dispositivos da Apple para o lar aparecem na parte inferior da imagem. Na parte superior, a frase: Welcome, HomeView 13 de outubro de 2026 - 13:31
Montagem que traz o prédio da Apple ao lado esquerdo, com o símbolo da maçã ao lado, e Elon Musk no lado direito, olhando para a maçã 12 de outubro de 2026 - 18:45
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 12 de outubro de 2026 - 16:31
Imagem gerada por IA mostra Warren Buffett lendo 'A Arte da Guerra' na frente de uma lareira. 12 de outubro de 2026 - 11:57
prêmio nobel 10 de outubro de 2026 - 7:48

UM RISCO NEM TÃO ADMINISTRADO ASSIM

O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês

10 de outubro de 2026 - 7:48
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 9 de outubro de 2026 - 18:31
prêmio nobel 9 de outubro de 2026 - 8:35
prêmio nobel 8 de outubro de 2026 - 8:49
prêmio nobel 7 de outubro de 2026 - 10:17
prêmio nobel 5 de outubro de 2026 - 13:39
Brasil segue sem um Nobel oficial, mas já teve um filho de estrangeiros nascido no Rio, um físico injustiçado e a primeira vencedora do “Nobel da Agricultura 3 de outubro de 2026 - 7:14
Henry Kissinger 2 de outubro de 2026 - 15:05

NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÃO

Henry Kissinger, o Nobel da Paz que tentou devolver o prêmio, mas não conseguiu

2 de outubro de 2026 - 15:05
Peter Handke 30 de setembro de 2026 - 16:32
nvidia ações nvda ia 28 de setembro de 2026 - 19:18
Montagem com um fundo com notas de dólares e, ao centro, uma mão segurando um iPhone Duo aberto. 28 de setembro de 2026 - 14:30
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar