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Saiba o que é o IFIX, o índice dos fundos imobiliários, e quais fundos são elegíveis para fazer parte deste indicador
O mercado financeiro é repleto de indicadores que podem ajudar você a acompanhar melhor os seus investimentos. No mercado de ações, o principal deles é o Ibovespa. E no mercado de fundos imobiliários - aqueles fundos que investem em imóveis e têm cotas negociadas em bolsa - o índice para se ficar de olho é o IFIX. Você já ouviu falar dele?
No vídeo a seguir, eu explico o que é o IFIX e os critérios para que um fundo imobiliário faça parte desse indicador:
Os índices de mercado permitem ao investidor acompanhar o desempenho médio dos diferentes tipos de investimento e avaliar se a sua carteira está indo bem. Na bolsa brasileira, o mais conhecido desses índices é o Ibovespa, integrado pelas principais ações do nosso mercado. Mas existe um outro índice na bolsa muito importante para o investidor pessoa física: o Índice de Fundos de Investimento Imobiliários, o IFIX. E é dele que eu vou falar nesse vídeo.
O IFIX é o indicador do desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários que têm cotas negociadas nos mercados de bolsa e balcão organizado da B3. Ele representa uma carteira teórica dos fundos mais negociados e de maior liquidez. A composição do índice é revista três vezes por ano, quando os fundos que deixaram de preencher os critérios para fazer parte do IFIX são retirados, e os fundos que passaram a atender os pré-requisitos são integrados ao índice.
Em outras palavras, o IFIX está para o mercado de fundos imobiliários como o Ibovespa está para o mercado de ações. Por meio das variações do IFIX, o investidor pode ter uma ideia de como os fundos imobiliários brasileiros estão se saindo.
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É importante ressaltar que o IFIX é um índice de retorno total, ou seja, ele procura refletir não só as variações nos preços das cotas dos fundos, mas também o impacto que a distribuição de proventos tem no retorno do índice. Isso significa que os rendimentos distribuídos pelos fundos imobiliários, como os aluguéis dos imóveis da carteira, são levados em consideração no desempenho do IFIX.
Mas quais são os critérios para um fundo imobiliário fazer parte do IFIX? Bem, o primeiro deles é estar entre os fundos mais negociados do último ano, tanto em número de negócios quanto em volume financeiro. O segundo é ter sido negociado em pelo menos 60% dos pregões no último ano. Outro critério é não ter uma cota com valor médio ponderado menor que R$ 1 durante o período de vigência da carteira teórica anterior. E, por último, não ser objeto de resgate total pelo fundo emissor durante a vigência da carteira teórica.
Os fundos imobiliários que fazem parte do IFIX são ponderados pelo valor de mercado das suas cotas. Em bom português, isso significa que cada fundo tem um peso diferente no índice de acordo com o seu valor de mercado. Mas um único fundo não pode ter peso maior do que 20% do índice.
Como a composição do IFIX pode mudar a cada quatro meses, eu vou deixar aqui o link pra página do site da B3 onde você pode encontrar a composição atual do índice.
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O IFIX é um ótimo indicador para quem deseja acompanhar o desempenho médio do mercado de fundos imobiliários. É uma boa medida para saber, por exemplo, se os fundos imobiliários têm sido, no geral, um investimento rentável. Também serve para o investidor saber se os fundos da sua própria carteira estão sendo capazes de superar o índice.
Infelizmente, ainda não é possível investir no IFIX. O investimento em um índice de mercado pode ser feito por meio de ETFs, os Exchange Traded Funds, fundos de investimento com cotas negociadas em bolsa que replicam fielmente o desempenho das carteiras teóricas dos seus índices de referência.
Existem ETFs de Ibovespa e outros índices de ações e renda fixa. Mas, pelo menos por ora, ainda não existem ETFs de IFIX.
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