O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
As sobretaxas ao aço brasileiro, anunciadas mais cedo por Donald Trump, foram ignoradas pelo mercado: o Ibovespa fechou em alta e o dólar recuou, em meio ao otimismo com a China e a percepção de sucesso nas vendas da Black Friday no país
Uma tempestade perfeita parecia se formar no exterior. Os mercados lá fora estavam negativos durante a manhã e a economia americana deu sinais de fraqueza — e, bom, o presidente dos EUA, Donald Trump, bateu de frente com o Brasil e sobretaxou as importações de aço do país. A segunda-feira (2) não era promissora para o Ibovespa.
Pois bem: o índice acionário brasileiro desafiou os prognósticos e fechou em alta de 0,64%, aos 108.927,83 pontos, sustentando uma alta firme desde o início do dia. A bolsa local, assim, destoou do exterior: o Dow Jones (-0,96%), o S&P 500 (-0,86%), o Nasdaq (-1,12%) e as praças da Europa tiveram um dia negativo.
O dólar à vista também teve uma sessão tranquila: a moeda americana encerrou a segunda-feira em queda de 0,68%, a R$ 4,2119. Mas, no caso do câmbio, Brasil e exterior andaram juntos: o dia foi marcado por uma desvalorização do dólar ante as divisas de países emergentes.
E como explicar a ilha de calmaria do Ibovespa, em meio às turbulências das bolsas globais? Bem, há uma série de pontos, externos e domésticos, que ajudam a explicar essa dissonância. Assim como o exterior foi dominado por notícias negativas, os mercados brasileiros receberam uma onda de fatores positivos.
Comecemos a análise pelo lado bom: os dados animadores da economia chinesa e o otimismo com o cenário político e o desempenho das varejistas durante a Black Friday.
Entre os fatores positivos para os agentes financeiro domésticos, destaque para os dados econômicos da China mostrando um sinal de fortalecimento da indústria do país, o que afasta parcialmente os temores quanto a uma desaceleração mais intensa da atividade do gigante asiático.
Leia Também
A expansão da economia chinesa é particularmente importante para o Brasil, já que o país é o principal consumidor global de commodities e produtos para a indústria de base — como o minério de ferro, o aço, o papel e a celulose, entre outros. Assim, a notícia foi comemorada pelos investidores locais.
Um segundo ponto que foi recebido com entusiasmo pelos agentes financeiros foi o balanço da Black Friday. Segundo um levantamento do instituto Boa Vista, as vendas do comércio na data cresceram 6,4% em relação a 2018, superando as projeções da empresa de alta de 4%.
Os dados da instituição levam em conta o período de 26 a 30 de novembro de 2019, em comparação com o intervalo entre 20 e 24 de novembro de 2018. Apenas na sexta-feira (29), a instituição diz estimar um aumento de 8% nas vendas em relação ao ano passado.
Nesse cenário, as ações de empresas varejistas fecharam em alta firme nesta segunda-feira, com destaque para Via Varejo ON (VVAR3), com ganho de 4,09%; B2W ON (BTOW3), com valorização de 4,37%; e Lojas Americanas PN (LAME4), com avanço de 2,02%.
No fim da tarde, uma manifestação oficial da Via Varejo confirmou a percepção positiva do mercado. Em resposta aos questionamentos do Seu Dinheiro, a empresa diz ter realizado a maior Black Friday dos últimos anos — apenas na sexta-feira (29), a companhia diz ter vendido R$ 1,1 bilhão, com 48% das operações on-line.
"Essa Black Friday representa uma virada em nossa companhia. Tivemos um desempenho acima da expectativa. Vencemos uma batalha", escreveu o presidente da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer, no comunicado. "Fizemos todo o planejamento com estratégia, conseguimos equilíbrio entre volume e rentabilidade. Não sacrificamos margem. Estamos virando o jogo".
Por fim, um economista ainda cita o noticiário político doméstico como catalisador para o desempenho positivo do Ibovespa e do câmbio. "A Simone Tebet [presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado] deu uma entrevista comentando sobre as reformas estruturais e se mostrou bem otimista com a tramitação da PEC dos fundos", diz ele, afirmando que as declarações foram bem recebidas pelo mercado.
O cenário positivo para os ativos domésticos acabou se sobrepondo às tensões vistas lá fora, em especial ao anúncio da retomada na sobretaxação ao aço e alumínio do Brasil e da Argentina pelos Estados Unidos, de modo a compensar o ganho de competitividade nas exportações desses países após a recente desvalorização de suas moedas.
Embora a notícia não seja positiva, o mercado conseguiu evitar uma espiral de perdas. Afinal, o grande comprador externo de aço e commodities metálicas do Brasil é a China, e não os Estados Unidos — e, como dito no início do texto, a indústria chinesa está se fortalecendo.
Assim, apesar de o posicionamento de Trump gerar preocupação, as ações das siderúrgicas não sentiram o golpe. Pelo contrário: Usiminas PNA (USIM5) fechou em alta de xxx%, Gerdau PN (GGBR4) subiu xx% e CSN ON (CSNA3) teve ganho de xx%. Um estudo mais aprofundado da lógica por trás das siderúrgicas, com os números das exportações de cada uma das companhias, pode ser visto nesta matéria especial.
Ainda nos EUA, o índice ISM de atividade no setor manufatureiro caiu a 48,1 em novembro, abaixo das projeções do mercado, de 49,2 — dado que trouxe cautela às bolsas americanas. No entanto, por mais que os índices de Nova York tenham terminado no vermelho, o Ibovespa conseguiu se sustentar em alta, considerando o otimismo com a China e o noticiário doméstico.
No mercado de câmbio, o dólar perdeu força em relação às divisas de países emergentes, como o rublo russo, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso colombiano. No entanto, o real apareceu entre os destaques, ganhando terreno em magnitude superior a seus pares.
Há dois fatores que ajudam a tirar pressão do dólar à vista por aqui. Em primeiro lugar, o Banco Central (BC) realizou mais um leilão à vista de dólares — prática que vem sendo adotada desde a semana passada, como maneira de frear a escalada nas cotações da moeda americana.
Além disso, operadores e analistas destacaram que a manifestação de Trump em relação ao aço e alumínio do Brasil e da Argentina pode ser entendida como um mecanismo do republicano para pressionar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Em seu tuíte, o presidente do país diz que a instituição deveria agir para que os países "não tirem vantagem do dólar forte através de uma desvalorização cambial". Ou seja: se o Fed agir para enfraquecer o dólar, tais medidas não serão necessárias.
.....Reserve should likewise act so that countries, of which there are many, no longer take advantage of our strong dollar by further devaluing their currencies. This makes it very hard for our manufactures & farmers to fairly export their goods. Lower Rates & Loosen - Fed!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) December 2, 2019
Apesar do alívio no dólar à vista, as curvas de juros continuam em sua trajetória de ajustes positivos, com o mercado apostando que o ciclo de cortes na Selic poderá ser interrompido antes do que era originalmente previsto, em meio à desvalorização recente do câmbio.
Nesse cenário, veja como se comportam os principais DIs nesta segunda-feira:
Veja as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:
Confira também os papéis com as maiores perdas do índice:
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA
A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços
Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório
Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam
As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira
Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa
Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos
O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana
Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso
A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo
Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista