Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Espiral de pessimismo

Ibovespa cai 4,52% na semana e chega aos 89 mil pontos; dólar dispara a R$ 4,10

A desarticulação do governo, as investigações evolvendo o senador Flávio Bolsonaro e a guerra comercial no exterior assombraram os mercados. Como resultado, o dólar disparou e o Ibovespa teve queda expressiva na semana

Victor Aguiar
Victor Aguiar
17 de maio de 2019
10:34 - atualizado às 9:50
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa
Ibovespa fechou no nível de 89 mil pontos pela primeira vez em 2019; Dólar bateu R$ 4,11 na máxima - Imagem: Seu Dinheiro

No começo da tarde desta sexta-feira (17), eu telefonei para uma fonte que acompanha de perto o mercado de câmbio. Afinal, a escalada do dólar à vista parecia não ter fim — no horário da ligação, a moeda americana já se aproximava dos R$ 4,11.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele não teve muito tempo para falar comigo — parecia bastante atarefado. Mas, em nosso breve diálogo, ele resumiu o sentimento dos mercados:

"Eu diria para você que estamos vendo uma busca por proteção"

E proteção é a palavra da vez nos mercados brasileiros. Em meio a uma espécie de tempestade perfeita, o dólar à vista acumulou alta de 4,56% na semana, fechando a sessão de hoje a R$ 4,1002, e o Ibovespa amargou uma baixa de 4,52% desde segunda-feira, encerrando o pregão aos 89.992,73 pontos.

Somente nesta sexta-feira, o dólar avançou 1,6% — na máxima do dia, chegou a subir 1,91%, a R$ 4,1127. É o maior nível de fechamento para a moeda americana no segmento à vista desde 19 de setembro, quando terminou cotada a R$ 4,1308.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ibovespa, por sua vez, chegou a aparecer no campo positivo no período da manhã, chegando aos 91.320,54 pontos na máxima do dia (+1,44%). Mas o índice perdeu força no meio da tarde, terminando a sexta-feira em queda de 0,04%, aos 89.992,73 pontos. É o menor nível de encerramento em 2019.

Leia Também

Essa espiral de pessimismo que tomou conta dos mercados teve dois vetores: o exterior e a guerra comercial, e o cenário local e a desarticulação política do governo Bolsonaro. Lá fora, seguem as preocupações envolvendo as disputas entre EUA e China e, aqui dentro, um "tsunami" atingiu em cheio o governo, trazendo ampla desconfiança e preocupação aos mercados.

Focos de incêndio

São inúmeros os fatores internos que trazem insegurança aos agentes financeiros. A inabilidade do governo para formar uma base de apoio no Congresso é um ponto frequentemente citado por analistas e operadores — mas não só ele.

Em primeiro lugar, há o temor de que as investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro — filho do presidente Jair Bolsonaro — acabem trazendo consequências mais sérias ao governo como um todo. Trata-se de um fator de risco que ganhou força nesta semana e que tende a trazer mais dor de cabeça aos mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a forte adesão às manifestações populares contra os bloqueios de recursos à educação também chamaram a atenção, levando a um questionamento muito lógico: qual será a reação do Congresso à percepção de que o apoio ao presidente está diminuindo?

Por fim, a percepção de que o próprio presidente não está tomando grandes medidas para conter a crise — em sua viagem aos Estados Unidos, ele quase não falou sobre o cenário político-econômico do país e fez pouco caso das manifestações da última quarta-feira (15) — também coopera para aumentar o desconforto do mercado.

Todos esses fatores criam um ambiente de muita incerteza na cabeça dos mercados, que já começam a vislumbrar o enfraquecimento e o atraso da reforma da Previdência.

"O governo está demonstrando que não tem habilidade política", diz Jefferson Luiz Rugik, diretor da Correparti. "Tudo que negocia com o Congresso, acaba perdendo. E essa falta de traquejo faz preço internamente".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Queda de braço

No exterior, Estados Unidos e China continuam medindo forças — e trazendo incerteza aos mercados financeiros.

Na segunda-feira (13), o governo chinês retaliou e anunciou que irá sobretaxar US$ 60 bilhões em importações de produtos americanos, agravando ainda mais a disputa comercial. Esse cenário fez as bolsas de Nova York abrirem a semana com perdas de mais de 2%.

Mas, desde então, os mercados de Nova York conseguiram passar por uma onda de calmaria — e a chave dessa melhora de humor foram os diversos dados mostrando que a economia americana segue saudável e forte.

Como resultado, o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam no campo positivo na terça, quarta e quinta-feira. Hoje, voltaram a cair, mas o saldo da semana não foi tão trágico quanto o do Ibovespa: o Dow Jones acumulou perdas de 0,68%, o S&P 500 teve baixa de 0,76% e o Nasdaq recuou 1,27%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, fato é que a guerra comercial continua gerando apreensão no mundo — o que trouxe reflexos especialmente ao mercado de câmbio.

Ao longo da semana, o dólar ganhou força ante as divisas fortes e de países emergentes, como o peso mexicano, rand sul-africano, peso colombiano, rublo russo e peso chileno — e esse contexto também afetou o desempenho do real.

"Existe uma tendência mundial de valorização do dólar, mas aqui estamos na frente", destacou um operador, afirmando que o contexto de incertezas domésticas e internacionais intensifica a busca por proteção no dólar.

E o BC?

Esse operador ainda lembra que, no fim de abril, o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Bruno Serra Fernandes, sinalizou que a instituição tinha instrumentos para atuar no mercado local de câmbio caso identificasse alguma anomalia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Mas, até agora, o BC não fez nada. Então, o mercado está puxando o dólar para ver quando ele vai entrar no jogo", disse ele, antes do encerramento da sessão. Mas, no fim da noite de sexta-feira, a autoridade monetária resolveu agir.

Em meio à disparada do dólar à vista, o BC comunicou a realização de leilões de linha — ou seja, a venda de dólares com compromisso de recompra — nos dias 20, 21 e 22 de maio, cada um com um montante de até US$ 1,25 bilhão.

Os ganhos expressivos do dólar na semana e o aumento da tensão no front doméstico afetaram fortemente a curva de juros nesta sexta-feira. Os DIs vinham se mantendo relativamente comportados, em meio á percepção de que a economia ainda fraca afastaria a possibilidade de novas elevações na Selic.

No entanto, o mercado hoje promoveu ajustes intensos nas curvas. Os DIs com vencimento em 2021 avançaram de 6,92% para 7,05%, os para janeiro de 2023 subiram de 8,12% para 8,30%, e os para janeiro de 2025 foram de 8,72% para 8,91%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Minério em alta

O bom desempenho do minério de ferro nesta sexta-feira deu forças aos papéis da Vale e das siderúrgicas, como CSN e Usiminas — a commodity fechou em alta de 2,52% na China.

Com isso, as ações ON da Vale (VALE3) recuperam parte das perdas de ontem e fecharam em alta de 2,84%; CSN ON (CSNA3) e Usiminas PNA (USIM5) avançam 2,67% e 2,47%, respectivamente.

Dólar forte, exportadoras felizes

Com o dólar acima de R$ 4,10, as ações de empresas que possuem maior exposição ao mercado externo aparecem entre os destaques positivos do Ibovespa. A Vale e as siderúrgicas também se beneficiam por esse efeito, mas outras empresas conseguiram surfar a onda do câmbio com ainda mais propriedade.

Os papéis ON da Suzano (SUZB3), por exemplo, avançaram 6,09%, o melhor desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira. Também exportadora, a Embraer viu suas ações ON (EMBR3) terem ganho de 4,13%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações ON da JBS (JBSS3) também aproveitaram a disparada da moeda americana — é importante lembrar que os papéis do frigorífico têm registrado ganhos expressivos com a perspectiva de aumento nas exportações à China, em meio ao surto de febre suína que atinge o país asiático. Ao fim do pregão, os papéis da empresa tinham ganho de 3,88%.

Petrobras em queda

As ações da Petrobras chegaram a ensaiar um movimento de alta nesta manhã, mas a cautela dos mercados em relação ao cenário local e a perda de força do petróleo no exterior acabaram pesando sobre os ativos da estatal.

Lá fora, o petróleo iniciou o dia no campo positivo, mas acabou virando e encerrou a sessão em baixa: o Brent caiu 0,56% e o WTI recuou 0,17%. Além disso, declarações de Bolonaro afirmando que pode rever a política de preços da Petrobras se não houver prejuízos para a estatal também contribuíram para trazer instabilidade aos papéis.

Nesse cenário, as ações PN da Petrobras (PETR4) terminaram a sexta-feira em queda de 2,33%, enquanto os ativos ON (PETR3) tiveram baixa de 0,79%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia