O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa fechou em queda, com a cautela em relação ao cenário político local preponderando sobre o tom positivo visto nos mercados americanos. O dólar à vista teve leve alta
Fim de domingo. Sabe como é, aquele horário em que não acontece muita coisa e você começa a preparar o espírito para a semana que vai começar logo mais.
Eu estava em casa na noite passada, fazendo exatamente isso: pensando em como seria o dia seguinte. "Bom, a guerra comercial deu uma aliviada nesse fim de semana, então os mercados externos devem subir", pensei comigo mesmo. "E a política também não tem grandes novidades, deve ser um dia tranquilo".
É... 'tranquilo' não é exatamente o melhor termo para descrever a segunda-feira (10) do Ibovespa e do dólar à vista. O fim do domingo (9) ainda reservava muitas emoções.
Eu estava me preparando para jantar quando uma mensagem chegou ao meu WhatsApp: um link com uma matéria do The Intercept. A chamada do texto ia direto ao ponto: "Chats privados revelam colaboração proibida de Moro com Deltan". Ficou claro naquele instante que os mercados teriam uma abertura de semana das mais agitadas.
Em uma série de matérias, o site The Intercept aponta uma cooperação entre Moro — então juiz federal — e os procuradores da Lava Jato. A publicação teve acesso a mensagens particulares trocadas entre as partes, afirmando que uma fonte anônima repassou o conteúdo.
Os diálogos são problemáticos por indicarem a intromissão do juiz no trabalho do Ministério Público, ferindo o princípio da imparcialidade existente no Direito. Em notas, tanto Moro quanto os procuradores da força-tarefa da Lava Jato negaram que o conteúdo coloque em xeque a idoneidade das operações.
Leia Também
Ainda na noite de domingo, troquei mensagens com operadores e agentes financeiros. O tom de cautela era praticamente unânime, com enormes dúvidas pairando sobre as cabeças do mercado: como esse noticiário irá repercutir em Brasília? A tramitação da reforma da Previdência será afetada de alguma maneira?
Em meio a essas dúvidas, as negociações dos ativos locais assumiram um viés mais defensivo nesta segunda-feira. O Ibovespa, por exemplo, chegou a cair 1,06% no pior momento do dia, aos 96.782,23 pontos, com os mercados ainda digerindo o conteúdo das matérias do The Intercept e tetando analisar os eventuais desdobramentos para o cenário político.
No entanto, o tom positivo visto nos mercados globais ajudou a neutralizar parte desse sentimento mais negativo. Com isso, o principal índice da bolsa brasileira ganhou força ao longo da tarde e se afastou das mínimas, terminando a sessão em baixa de 0,36%, aos 97.466,69 pontos. O dólar à vista subiu 0,18%, a R$ 3,8838.
Ao fim do dia, o mercado optou por não assumir uma postura de amplo pessimismo quanto ao caso envolvendo Moro. Analistas e outros agentes ponderaram que, apesar de o noticiário inspirar cuidado, as perdas foram relativamente pequenas.
O índice, afinal, conseguiu sustentar o nível dos 97 mil pontos, não cedendo muito ao nível da última sexta-feira (7), quando encerrou aos 97.821,26 pontos — o maior patamar de fechamento desde 20 de março, quando o Ibovespa encontrava-se na faixa de 98 mil pontos.
"A leitura inicial é a de que [o noticiário da noite de ontem] não afetou muito [as negociações], mas o mercado está receoso quanto a alguma fala mais exacerbada por parte do governo, gerando um ruído político mais forte", diz Victor Cândido, economista-chefe da Guide Investimentos. "Mas a agenda externa está bem positiva, e isso deve ditar um pouco os rumos nessa semana".
Posição semelhante foi adotada por Álvaro Frasson, analista da Necton. Para ele, é preciso ficar atento às reações dos principais agentes políticos, uma vez que o The Intercept já sinalizou que tem mais conteúdo a ser divulgado. "Isso pode impactar os mercados no médio prazo", diz ele.
Além das questões envolvendo Moro e a Lava Jato, os agentes também mostram cautela quanto ao cronograma de tramitação da Previdência. O relator da reforma na Câmara, Samuel Moreira, afirmou que irá apresentar seu parecer apenas na quinta-feira (13) — a expectativa era de que o documento fosse apresentado na terça-feira (11).
Minhas previsões de domingo não estavam completamente erradas: o tom foi de otimismo no exterior nesta segunda-feira, em meio ao acordo fechado entre Estados Unidos e México. Com o trato, o governo americano suspendeu por tempo indeterminado a elevação de tarifas de importação aos produtos mexicanos — a medida começaria a valer hoje.
Nesse cenário, as bolsas americanas subiram em bloco: o Dow Jones fechou em alta de 0,30%, o S&P 500 avançou 0,47% e o Nasdaq teve ganhos de 1,05%. O alívio no front EUA-México da guerra comercial aumentou a expectativa do mercado quanto a algum novo desdobramento nas negociações entre americanos e chineses.
Os ganhos, contudo, não foram amplos, uma vez que os diálogos entre Pequim e Washington seguem emperrados. Mas, ao menos nesta segunda-feira, um tom mais positivo prevaleceu nas mesas de negociação lá fora — e a perspectiva de redução na taxa de juros dos Estados Unidos, conforme sinalizado pelo Federal Reserve (Fed) contribuiu para trazer calmaria ao exterior.
O noticiário referente à guerra comercial também provocou amplas reações ao mercado de moedas. Lá fora, o destaque foi o peso mexicano, que subiu forte ante o dólar — a divisa perdeu terreno na semana passada, em meio às ameaças do governo Trump.
No restante do mercado de câmbio, o dólar ganhou espaço ante as principais divisas do mundo, mas teve comportamento misto na comparação com as moedas emergentes: recuou em relação ao peso mexicano, o peso colombiano e o rand sul-africano, mas avançou ante o rublo russo, o peso chileno e o dólar neozelandês.
Esse contexto global afetou diretamente o comportamento do dólar no Brasil — por aqui, a moeda no segmento à vista já oscilou entre os R$ 3,8678 (-0,24%) e os R$ 3,8994 (+0,58%), em meio às tensões locais e às variações no exterior.
Um operador ainda ponderou que houve um fluxo de entrada de dólares no país nesta segunda-feira, o que ajudou a trazer alívio ao mercado de câmbio local. "Teremos uma semana de agenda política forte pela frente", diz o operador, mostrando alguma preocupação em relação ao cenário político.
Já as curvas de juros fecharam no campo negativo, apesar da cautela vista no Ibovespa e no dólar. Na ponta curta, os DIs com vencimento em janeiro de 2021 tiveram queda de 6,27% para 6,22%, ainda refletindo as apostas do mercado de um novo corte na Selic, em meio à fraqueza da economia e da inflação dando sinais de desaceleração.
Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central indicou novo corte nas projeções do mercado para o crescimento do PIB em 2019, passando de 1,13% para 1% — é a 15ª baixa consecutiva nas expectativas.
Na ponta longa das curvas de juros, os DIs para janeiro de 2023 recuaram de 7,18% para 7,14%, enquanto os DIs com vencimento em janeiro de 2025 foram de 7,76% para 7,74%.
Em meio à tensão do mercado em relação ao cenário político, as ações de empresas estatais caíram em bloco nesta segunda-feira, trazendo pressão ao Ibovespa.
Foi o caso dos ativos da Petrobras, tanto os ONs (PETR3) quanto os PNs (PETR4), que fecharam em queda de 1,68% e 0,41%, respectivamente — no exterior, o petróleo WTI teve baixa de 1,35% e o Brent recuou 1,58%.
Ainda entre as estatais, os papéis ON da Eletrobras (ELET3) teve perda de 1,53%, enquanto os PNBs (ELET6) recuaram 1,51%. Já Banco do Brasil ON (BBAS3) cedeu 0,94%.
Os demais ativos do setor bancário também aparecem no campo negativo, fazendo companhia às ações do BB. As units do Santander Brasil (SANB11) recuaram 2,00%, Bradesco PN (BBDC4) caiu 1,18%, Bradesco ON (BBAS3) teve perda de 0,91% e Itaú Unibanco PN (ITUB4) fechou com baixa de 1,25%.
Em relatório, o Goldman Sachs recomenda a venda dos papéis do Itaú e do Bradesco, em meio às perspectivas de recuperação lenta da economia — a instituição atribui classificação "neutra" aos ativos do Santander e do Banco do Brasil.
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente
Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%
O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%
Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados
O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual
Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”
Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas
O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%
Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição
As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)
A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado
Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados
ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas
Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso
Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.
Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz
Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações
Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora
Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística