🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Ponto de ebulição

A temperatura subiu rápido na guerra comercial — e o Ibovespa as bolsas globais derreteram

A escalada nas tensões comerciais entre EUA e China elevou a aversão ao risco nos mercados e pressionou fortemente o Ibovespa neste início de semana

Victor Aguiar
Victor Aguiar
5 de agosto de 2019
10:25 - atualizado às 11:00
Bitcoin (BTC) tem pior desempenho do semestre e derrete no período. Sorvete derretido
As bolsas globais derreteram neste início de semana, mas o Ibovespa ainda conseguiu sustentar os 100 mil pontos; o dólar à vista fechou em R$ 3,95Imagem: Shutterstock

Os mercados globais estão constantemente numa espécie de banho-maria, flutuando no contexto externo. É claro, fatores locais também interferem nas negociações, mas a cena internacional tem capacidade para mexer com as operações no mundo todo. E, nesta segunda-feira (5), a temperatura da água deu um salto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E olha que as operações já estavam cozinhando lentamente desde a semana passada, quando a guerra comercial entre Estados Unidos e China voltou a esquentar. Mas, hoje, o líquido que aquece as negociações entrou subitamente em estado de fervura — e, como resultado, a receita dos mercados desandou.

As bolsas globais derreteram nesta segunda-feira: no Brasil, o Ibovespa fechou em baixa de 2,51%, aos 100.097,75 pontos; nos Estados Unidos, a coisa foi ainda mais feia: o Dow Jones despencou 2,90%, o S&P 500 recuo 2,98% e o Nasdaq desabou 3,47%. Na Europa e na Ásia, o tom foi igualmente negativo.

O Ibovespa até que pode se dar por feliz, já que conseguiu sustentar o nível dos 100 mil pontos. No pior momento do dia, o principal índice da bolsa brasileira chegou a cair 2,96%, batendo os 99.9630,09 pontos.

O dólar à vista também sentiu os efeitos da guerra comercial em ponto de ebulição: a moeda americana terminou a sessão de hoje em forte alta de 1,66%, a R$ 3,9561 —  o maior nível de fechamento desde 30 de maio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todo esse pessimismo se deve às posturas mais agressivas assumidas por Estados Unidos e China nos últimos dias, e que descambou para o temor de uma guerra cambial por parte das duas potências. Hoje, o dólar rompeu a marca de 7 yuans pela primeira vez em mais de 10 anos — o que despertou a ira do presidente americano, Donald Trump.

Leia Também

Via Twitter, ele acusou o governo de Pequim de estar manipulando artificialmente o câmbio. O yuan desvalorizado tende a fortalecer suas exportações, uma vez que seus produtos ficam mais baratos e competitivos, o que afeta diretamente a economia americana.

Esse novo desdobramento da guerra comercial ocorre após Trump anunciar, na última quinta-feira (1), a adoção de tarifas de 10% sobre outros US$ 300 bilhões em importações de produtos chineses, com início previsto para 1º de setembro.

O governo de Pequim, contudo, não dá indícios de que irá ceder às pressões de Washington: no fim de semana, a imprensa oficial da China afirmou que o país "nunca se curvará" ao "velho truque de bullying comercial" dos EUA, dizendo ainda que o gigante asiático não quer uma guerra comercial, mas que não tem medo de entrar numa, caso necessário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Foi um contra-ataque. O Trump elevou as tarifas, e para compensar, os chineses desvalorizaram o câmbio como moeda de troca", disse um analista que prefere não ser identificado, acrescentando ainda que, na China, o governo tem o poder de interferir diretamente no preço do yuan — por lá, o regime cambial não é tão flutuante.

As fortes perdas de 2,51% registradas hoje no Ibovespa marcam o pior pregão desde 13 de maio, quando o índice terminou em baixa de 2,69%. E, curiosamente, o mau desempenho daquele dia também foi desencadeado pela reação chinesa às tarifações do governo americano.

Na ocasião, o governo da China anunciou a imposição de uma sobretaxa em US$ 60 bilhões de produtos importados dos Estados Unidos, após Washington elevar as tarifas que incidiam sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas, de 10% para 25%.

"É uma guerra, e cada um vai usar as armas que tem", conclui o analista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Câmbio estremecido

Com medo das consequências que a escalada nas tensões comerciais e cambiais entre EUA e China poderão trazer à economia mundial, os agentes financeiros têm adotado uma postura bastante clara: estão reduzindo à exposição ao risco, o que mexe especialmente com o mercado de câmbio.

Há um movimento de fuga das moedas de países emergentes e exportadores de commodities, uma vez que tais ativos são considerados mais arriscados. E, como consequência, o dólar ganha força ante tais divisas.

É o caso do peso mexicano, do peso chileno, do rand sul-africano, do peso colombiano e do dólar neozelandês — e do real. Por aqui, o dólar à vista chegou a bater o nível de R$ 3,9666 na máxima (+1,93%).

"Há um movimento cada vez mais expressivo de enxugamento de risco", diz Cleber Alessie, operador da H. Commcor, ao comentar os recentes desdobramentos da guerra comercial. Ele pondera, ainda, que o dólar à vista também pode estar sendo pressionado pelos recentes movimentos dos Bancos Centrais, mas que é difícil quantificar essa influência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como a redução na Selic foi mais intensa que a dos juros americanos, o diferencial nas taxas se estreitou, o que tende a elevar a cotação do dólar — o meu colega Eduardo Campos explica a lógica por trás desse movimento nessa matéria especial. "Talvez essa questão do diferencial também mexa com o dólar, mas tudo está contaminado pela aversão ao risco", diz Alessie.

Ibovespa cai forte

Considerando todo esse contexto, o Ibovespa operou em forte queda desde o início do dia. Além do mau desempenho em si, um outro fator chamou a atenção: apenas dois papéis do índice, Marfrig ON (MRFG3) e IRB ON (IRBR3) terminaram o pregão em alta, com ganhos de 1,03% e 0,14%, respectivamente.

As perdas desta segunda-feira foram capitaneadas pelo setor de siderurgia e mineração, reagindo fortemente às perdas de 6,66% no minério de ferro no porto chinês de Qingdao — cotação que serve de referência para os mercados.

Em meio à desvalorização da commodity e aos temores de desaquecimento na economia chinesa em função da guerra comercial, os papéis ON da Vale (VALE3) caíram 3,85%, as ações ON da CSN (CSNA3) recuaram 5,99%, as ações PNA da Usiminas (USIM5) tiveram baixa de 3,29% e os papéis PN da Gerdau (GGBR4) fecharam em queda de 3,46%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da Petrobras também exerceram pressão negativa sobre o Ibovespa: os ativos PN (PETR4) da estatal caíram 3,66% e os ONs (PETR3) recuaram 4,14%, em meio às quedas do petróleo WTI (-1,74%) e Brent (-3,36%) no exterior.

O setor bancário caiu em bloco e afeta o desempenho do Ibovespa: Itaú Unibanco PN (ITUB4) recuou 1,37%, Bradesco ON (BBDC3) desvalorizou 2,08%, Bradesco PN (BBDC4) teve baixa de 1,81%, Banco do Brasil ON (BBAS3) fechou em queda de 1,87% e as units do Santander Brasil (SANB11) retraíram 1,14%.

Por fim, as ações de empresas do setor aéreo também apareceram entre os destaques negativos, uma vez que a valorização do dólar implica em maiores custos com combustível de aviação — o que pressiona diretamente o resultado financeiro de tais companhias. Como resultado, Gol PN (GOLL4) caiu 5,02% e Azul PN (AZUL4) recuou 3,64%.

Juros para o alto

Com o dólar à vista subindo forte e encostando no nível de R$ 3,94, as curvas de juros também foram pressionadas e fecharam em alta firme, tanto na ponta curta quanto na longa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os DIs para janeiro de 2021, por exemplo, avançaram de 5,41% na última sexta-feira para 5,57%; no vértice longo, as curvas com vencimento em janeiro de 2023 subiram de 6,37% para 6,54%, e as para janeiro de 2025 foram de 6,91% para 7,05%.

E o cenário local?

Por aqui, os mercados também acompanharam o noticiário político doméstico, uma vez que o Congresso retorna do recesso do meio de ano — e já há a expectativa de que a tramitação da reforma da Previdência volte a caminhar ainda nesta semana.

Lideranças políticas sinalizaram que pode começar amanhã a votação do texto em segundo turno pela Câmara dos Deputados — passada esta fase, o projeto segue para discussão no Senado. No entanto, apesar de a reforma parecer bem encaminhada, um operador destaca que há fatores de preocupação no front local.

"O mercado não sabe como a bancada do Nordeste vai reagir à postura do Bolsonaro após as declarações dos últimos dias", diz o operador, lembrando que o presidente usou termos pejorativos ao se referir aos governadores da região. "Há um movimento de proteção aos dois cenários, interno e externo".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

ALTA TENSÃO

Todo mundo de olho na Petrobras (PETR4): petróleo fecha em queda com sinal de acordo entre Irã e EUA

17 de fevereiro de 2026 - 16:52

Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz

ALAVANCAGEM OCULTA

Ouro cai quase 3% em um dia com onda geopolítica mais calma. Mas só isso explica a baixa recente do metal precioso?

17 de fevereiro de 2026 - 16:27

Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações

APOSTA MANTIDA

Portfólio robusto e dividendos previsíveis: este fundo imobiliário segue como compra para a XP

17 de fevereiro de 2026 - 13:07

Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora

QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar