🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Ponto de ebulição

A temperatura subiu rápido na guerra comercial — e o Ibovespa as bolsas globais derreteram

A escalada nas tensões comerciais entre EUA e China elevou a aversão ao risco nos mercados e pressionou fortemente o Ibovespa neste início de semana

Victor Aguiar
Victor Aguiar
5 de agosto de 2019
10:25 - atualizado às 11:00
Bitcoin (BTC) tem pior desempenho do semestre e derrete no período. Sorvete derretido
As bolsas globais derreteram neste início de semana, mas o Ibovespa ainda conseguiu sustentar os 100 mil pontos; o dólar à vista fechou em R$ 3,95Imagem: Shutterstock

Os mercados globais estão constantemente numa espécie de banho-maria, flutuando no contexto externo. É claro, fatores locais também interferem nas negociações, mas a cena internacional tem capacidade para mexer com as operações no mundo todo. E, nesta segunda-feira (5), a temperatura da água deu um salto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E olha que as operações já estavam cozinhando lentamente desde a semana passada, quando a guerra comercial entre Estados Unidos e China voltou a esquentar. Mas, hoje, o líquido que aquece as negociações entrou subitamente em estado de fervura — e, como resultado, a receita dos mercados desandou.

As bolsas globais derreteram nesta segunda-feira: no Brasil, o Ibovespa fechou em baixa de 2,51%, aos 100.097,75 pontos; nos Estados Unidos, a coisa foi ainda mais feia: o Dow Jones despencou 2,90%, o S&P 500 recuo 2,98% e o Nasdaq desabou 3,47%. Na Europa e na Ásia, o tom foi igualmente negativo.

O Ibovespa até que pode se dar por feliz, já que conseguiu sustentar o nível dos 100 mil pontos. No pior momento do dia, o principal índice da bolsa brasileira chegou a cair 2,96%, batendo os 99.9630,09 pontos.

O dólar à vista também sentiu os efeitos da guerra comercial em ponto de ebulição: a moeda americana terminou a sessão de hoje em forte alta de 1,66%, a R$ 3,9561 —  o maior nível de fechamento desde 30 de maio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todo esse pessimismo se deve às posturas mais agressivas assumidas por Estados Unidos e China nos últimos dias, e que descambou para o temor de uma guerra cambial por parte das duas potências. Hoje, o dólar rompeu a marca de 7 yuans pela primeira vez em mais de 10 anos — o que despertou a ira do presidente americano, Donald Trump.

Leia Também

Via Twitter, ele acusou o governo de Pequim de estar manipulando artificialmente o câmbio. O yuan desvalorizado tende a fortalecer suas exportações, uma vez que seus produtos ficam mais baratos e competitivos, o que afeta diretamente a economia americana.

Esse novo desdobramento da guerra comercial ocorre após Trump anunciar, na última quinta-feira (1), a adoção de tarifas de 10% sobre outros US$ 300 bilhões em importações de produtos chineses, com início previsto para 1º de setembro.

O governo de Pequim, contudo, não dá indícios de que irá ceder às pressões de Washington: no fim de semana, a imprensa oficial da China afirmou que o país "nunca se curvará" ao "velho truque de bullying comercial" dos EUA, dizendo ainda que o gigante asiático não quer uma guerra comercial, mas que não tem medo de entrar numa, caso necessário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Foi um contra-ataque. O Trump elevou as tarifas, e para compensar, os chineses desvalorizaram o câmbio como moeda de troca", disse um analista que prefere não ser identificado, acrescentando ainda que, na China, o governo tem o poder de interferir diretamente no preço do yuan — por lá, o regime cambial não é tão flutuante.

As fortes perdas de 2,51% registradas hoje no Ibovespa marcam o pior pregão desde 13 de maio, quando o índice terminou em baixa de 2,69%. E, curiosamente, o mau desempenho daquele dia também foi desencadeado pela reação chinesa às tarifações do governo americano.

Na ocasião, o governo da China anunciou a imposição de uma sobretaxa em US$ 60 bilhões de produtos importados dos Estados Unidos, após Washington elevar as tarifas que incidiam sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas, de 10% para 25%.

"É uma guerra, e cada um vai usar as armas que tem", conclui o analista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Câmbio estremecido

Com medo das consequências que a escalada nas tensões comerciais e cambiais entre EUA e China poderão trazer à economia mundial, os agentes financeiros têm adotado uma postura bastante clara: estão reduzindo à exposição ao risco, o que mexe especialmente com o mercado de câmbio.

Há um movimento de fuga das moedas de países emergentes e exportadores de commodities, uma vez que tais ativos são considerados mais arriscados. E, como consequência, o dólar ganha força ante tais divisas.

É o caso do peso mexicano, do peso chileno, do rand sul-africano, do peso colombiano e do dólar neozelandês — e do real. Por aqui, o dólar à vista chegou a bater o nível de R$ 3,9666 na máxima (+1,93%).

"Há um movimento cada vez mais expressivo de enxugamento de risco", diz Cleber Alessie, operador da H. Commcor, ao comentar os recentes desdobramentos da guerra comercial. Ele pondera, ainda, que o dólar à vista também pode estar sendo pressionado pelos recentes movimentos dos Bancos Centrais, mas que é difícil quantificar essa influência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como a redução na Selic foi mais intensa que a dos juros americanos, o diferencial nas taxas se estreitou, o que tende a elevar a cotação do dólar — o meu colega Eduardo Campos explica a lógica por trás desse movimento nessa matéria especial. "Talvez essa questão do diferencial também mexa com o dólar, mas tudo está contaminado pela aversão ao risco", diz Alessie.

Ibovespa cai forte

Considerando todo esse contexto, o Ibovespa operou em forte queda desde o início do dia. Além do mau desempenho em si, um outro fator chamou a atenção: apenas dois papéis do índice, Marfrig ON (MRFG3) e IRB ON (IRBR3) terminaram o pregão em alta, com ganhos de 1,03% e 0,14%, respectivamente.

As perdas desta segunda-feira foram capitaneadas pelo setor de siderurgia e mineração, reagindo fortemente às perdas de 6,66% no minério de ferro no porto chinês de Qingdao — cotação que serve de referência para os mercados.

Em meio à desvalorização da commodity e aos temores de desaquecimento na economia chinesa em função da guerra comercial, os papéis ON da Vale (VALE3) caíram 3,85%, as ações ON da CSN (CSNA3) recuaram 5,99%, as ações PNA da Usiminas (USIM5) tiveram baixa de 3,29% e os papéis PN da Gerdau (GGBR4) fecharam em queda de 3,46%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da Petrobras também exerceram pressão negativa sobre o Ibovespa: os ativos PN (PETR4) da estatal caíram 3,66% e os ONs (PETR3) recuaram 4,14%, em meio às quedas do petróleo WTI (-1,74%) e Brent (-3,36%) no exterior.

O setor bancário caiu em bloco e afeta o desempenho do Ibovespa: Itaú Unibanco PN (ITUB4) recuou 1,37%, Bradesco ON (BBDC3) desvalorizou 2,08%, Bradesco PN (BBDC4) teve baixa de 1,81%, Banco do Brasil ON (BBAS3) fechou em queda de 1,87% e as units do Santander Brasil (SANB11) retraíram 1,14%.

Por fim, as ações de empresas do setor aéreo também apareceram entre os destaques negativos, uma vez que a valorização do dólar implica em maiores custos com combustível de aviação — o que pressiona diretamente o resultado financeiro de tais companhias. Como resultado, Gol PN (GOLL4) caiu 5,02% e Azul PN (AZUL4) recuou 3,64%.

Juros para o alto

Com o dólar à vista subindo forte e encostando no nível de R$ 3,94, as curvas de juros também foram pressionadas e fecharam em alta firme, tanto na ponta curta quanto na longa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os DIs para janeiro de 2021, por exemplo, avançaram de 5,41% na última sexta-feira para 5,57%; no vértice longo, as curvas com vencimento em janeiro de 2023 subiram de 6,37% para 6,54%, e as para janeiro de 2025 foram de 6,91% para 7,05%.

E o cenário local?

Por aqui, os mercados também acompanharam o noticiário político doméstico, uma vez que o Congresso retorna do recesso do meio de ano — e já há a expectativa de que a tramitação da reforma da Previdência volte a caminhar ainda nesta semana.

Lideranças políticas sinalizaram que pode começar amanhã a votação do texto em segundo turno pela Câmara dos Deputados — passada esta fase, o projeto segue para discussão no Senado. No entanto, apesar de a reforma parecer bem encaminhada, um operador destaca que há fatores de preocupação no front local.

"O mercado não sabe como a bancada do Nordeste vai reagir à postura do Bolsonaro após as declarações dos últimos dias", diz o operador, lembrando que o presidente usou termos pejorativos ao se referir aos governadores da região. "Há um movimento de proteção aos dois cenários, interno e externo".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar