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Pequenas e médias empresas vivem com estruturas mais enxutas e maior dependência de profissionais-chave para sustentar a execução e o crescimento

Reter talentos diferenciados têm sido um dos principais focos das lideranças, mas se tornou uma tarefa que tira o sono de companhias de menor porte.
De acordo com o estudo ROI do Bem-Estar 2026, realizado pela Wellhub com mais de 1,5 mil líderes de recursos humanos, 84% das pequenas e médias empresas (PMEs) afirmam que a retenção de talentos de alto nível é a prioridade estratégica ao longo de 2026. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27).
A inteligência artificial está no centro das preocupações: 64% das PMEs temem perder profissionais com conhecimentos em IA. Essa estatística é cinco pontos percentuais maior do que o índice registrado em companhias de grande porte.
Ricardo Guerra, CEO do Wellhub no Brasil, explica que as PMEs têm um desafio na missão de manter bons profissionais na equipe: dificilmente conseguem brigar com as grandes empresas no quesito salário.
E, segundo o estudo, os funcionários com competências em IA têm sido cada vez mais valorizados, com salários 56% maiores.
“As pequenas e médias empresas sentem uma pressão ainda maior com a perda de talentos porque normalmente operam com estruturas mais enxutas e maior dependência de profissionais-chave para sustentar a execução e o crescimento”, disse Guerra ao Seu Dinheiro.
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Com recursos financeiros limitados para competir com gigantes do mercado, o CEO da Wellhub defende que esses negócios podem se beneficiar de outras estratégias que vão além das questões salariais.
O estudo mostra que 86% dos funcionários afirmam que o bem-estar no trabalho é tão importante quanto o salário.
Para ele, “os profissionais mudaram a percepção sobre qualidade de vida, sustentabilidade da rotina e ambiente de trabalho”.
A preocupação com a saúde física e mental no ambiente corporativo tem ganhado espaço, ainda mais com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrando em vigor na última terça-feira (26). Agora, é lei entre as companhias o mapeamento de questões de bem-estar e planos de ação sobre possíveis problemas.
Os funcionários também se mostram mais atentos ao tema. Cerca de 85% dos profissionais considerariam deixar uma empresa que não prioriza o bem-estar, diz a pesquisa.
A pesquisa do Wellhub mostra que 85% dos líderes de RH afirmam que programas de bem-estar se tornaram importantes para reter os profissionais de alto desempenho. Essa estatística é ligeiramente menor nas PMEs, com 80% de concordância.
“Essas companhias têm menor resistência interna e menos processos burocráticos. Elas conseguem disputar talentos de forma muito relevante em atributos como cultura, proximidade com liderança e ambiente de trabalho”, afirmou.
A recomendação do executivo é aproveitar atributos comuns de empresas menores para adotar medidas de bem-estar.
Entre as medidas defendidas por Guerra para preservar o bem-estar dos funcionários está a diminuição do volume de trabalho, expectativas de resultados reais e evitar a cultura de urgência.
Também é possível implementar programas de assistência ao empregado, workshops sobre controle de estresse, dias de folga remunerada para saúde mental e treinamento para gestores sobre saúde mental.
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