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Fundada em 1988 por Solange Coelho, a Rahra tem mais de 70 lojas espalhadas pelo Brasil e espera movimentar R$ 5,39 milhões no Dia das Mães
O Dia das Mães costuma impulsionar as vendas do varejo, mas, para uma rede mineira de semijoias, a data também ajuda a contar a própria história da empresa. A Rahra foi fundada por uma mãe empreendedora, cresceu ao longo de quase quatro décadas e hoje é comandada pelos filhos, em um processo de sucessão familiar que acompanhou a expansão do negócio.
A empresa foi criada em 1988 por Solange Coelho, hoje com 68 anos. Os filhos cresceram acompanhando a rotina da operação e ajudando em tarefas do dia a dia, como organização de mercadorias e etiquetagem de produtos.
A entrada oficial deles na gestão aconteceu mais tarde, quando a empresa já passava por um processo maior de estruturação.
Atualmente, Jonathas Coelho, de 43 anos, ocupa a posição de CEO da Rahra, enquanto Thomas Coelho, de 41, é responsável pela área de produtos.
A sede da empresa fica em Pouso Alegre (MG), e a rede reúne mais de 70 lojas espalhadas por diferentes regiões do país, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Segundo Solange, que hoje atua como conselheira da empresa, a transição da gestão aconteceu de forma tranquila.
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“Sempre confiei muito nos meus filhos e hoje não possuo mais um cargo operacional. Hoje minha participação está muito mais conectada ao papel de inspiração para a marca e para a cultura da empresa, transmitindo valores, alegria e construindo diariamente meu legado junto às próximas gerações”, afirmou ao Seu Dinheiro.
O início da Rahra aconteceu de forma gradual e sem estrutura formal. Na época, Solange trabalhava como professora de matemática e conciliava a rotina em sala de aula com a produção e venda de peças artesanais, como tricô e crochê.
A entrada no segmento de acessórios surgiu depois de sugestões de conhecidos, que enxergaram potencial na revenda de semijoias.
Com pouco capital disponível, ela precisou pegar dinheiro emprestado com o irmão para comprar as primeiras peças. A operação começou de forma simples, com vendas porta a porta. Solange visitava clientes, muitas vezes por indicação, e ampliava a rede de contatos de maneira orgânica. Quando uma compradora comentava sobre outra pessoa interessada, ela seguia para o novo endereço tentando fechar mais uma venda.
O modelo evoluiu rapidamente para uma rede de revendedoras. Algumas clientes passaram a comprar produtos em maior volume para revender as peças, criando uma cadeia informal de distribuição. Em cerca de um ano, aproximadamente dez pessoas já comercializavam os produtos da marca, ajudando a ampliar a operação.
Com o crescimento da demanda, a empresa começou a se estruturar. Ao longo dos anos, a Rahra consolidou um portfólio voltado para semijoias com características específicas, como peças hipoalergênicas, banhadas a ouro e com acabamento voltado à durabilidade.
Jonathan entrou oficialmente no negócio em 2007, após um período como franqueado de uma empresa de telefonia.
Segundo ele, o convite para participar da Rahra partiu do pai, que enxergava no negócio uma oportunidade de construir uma profissão mais rentável.
Na época, Jonathan tinha 25 anos e focou na expansão da empresa para o restante do Brasil.
Já Thomas entrou oficialmente na Rahra em 2011. Desde muito novo, ele acompanhava a mãe em viagens e compras, desenvolvendo um entendimento natural sobre gestão financeira, produto e necessidade de inovação.
Inicialmente, Thomas não tinha interesse em seguir na empresa da família e pensava em construir carreira como executivo. Segundo ele, o contato com conteúdos sobre pequenas empresas e conversas com o pai sobre liberdade e empreendedorismo acabaram despertando o interesse em dar continuidade ao legado familiar.
Com a nova geração mais presente na operação, a empresa passou por um processo de profissionalização da gestão.
Na área comercial, as lojas deixaram de funcionar apenas como apoio para revendedores e passaram a operar com práticas mais estruturadas, como definição de metas, acompanhamento de indicadores e treinamento de equipes. A revisão do mix de produtos também entrou na estratégia, com foco em itens de maior valor agregado.
Um dos movimentos estratégicos da Rahra foi a adoção do modelo de franquias. A expansão, porém, aconteceu de forma gradual.
Antes de abrir a rede para franqueados, a empresa optou por testar o formato com lojas próprias fora da cidade de origem. Entre 2011 e 2018, foram abertas unidades em diferentes localidades para ajustar operação, logística e gestão antes de acelerar o crescimento.
A estrutura para produção também precisou ser ampliada. Thomas passou a liderar a frente industrial e participou da criação da fábrica da empresa em Limeira (SP), cidade conhecida pela concentração de empresas do setor.
O modelo de produção combina fornecedores nacionais e internacionais, responsáveis pelo fornecimento das peças-base.
Depois, a Rahra realiza o acabamento. Entre os processos feitos pela empresa está a galvanoplastia, técnica utilizada para aplicação de metais nobres, como ouro e prata.
A sucessão familiar foi formalizada recentemente. Depois de décadas à frente do negócio, Solange deixou a gestão executiva e passou a atuar como conselheira.
“Participo de reuniões semanais de liderança, acompanhando de perto o os temas e movimentos de todas as áreas, com uma escuta ativa e olhar experiente sobre o negócio. Também faço encontros recorrentes com meus filhos para discussões mais estratégicas e tomadas de decisões importantes para a companhia”, diz.
Os filhos assumiram a condução da empresa em um momento de expansão e maior complexidade da estrutura.
No calendário comercial, o Dia das Mães continua sendo uma das datas mais relevantes para a Rahra, concentrando uma parcela importante das vendas anuais da rede. O período costuma aumentar o fluxo nas lojas físicas e a procura por categorias como colares, brincos e conjuntos.
A Rahra projeta movimentar R$ 5,39 milhões durante a data em 2026. Segundo a empresa, o valor representa crescimento de 21,9% em relação ao mesmo período de 2025. A data responde, em média, por 10% do faturamento anual da marca.
Para a campanha de Dia das Mães, a empresa aposta no conceito de estilo como herança transmitida entre mães e filhos, com peças consideradas versáteis e voltadas para diferentes perfis e ocasiões. O mix inclui peças autorais, pingentes, o colar “Mãe” e kits que simbolizam o vínculo entre mães e filhos.
Com ticket médio de R$ 250 — impulsionado principalmente pela venda de brincos, colares e conjuntos —, as lojas físicas concentram o maior volume de vendas no período.
A expectativa da empresa é registrar cerca de 26 mil vendas durante a data. Como ação promocional, clientes que realizarem compras acima de R$ 249 recebem um colar especial de Dia das Mães.
Atualmente, a Rahra trabalha com dois formatos de operação: lojas e quiosques. Para abrir uma loja da marca, o investimento é de R$ 190 mil, sendo R$ 150 mil destinados à estrutura da operação e R$ 40 mil referentes à taxa de franquia.
No modelo de quiosque, o investimento inicial é de R$ 115 mil, dividido entre R$ 75 mil para implantação da unidade e R$ 40 mil de taxa de franquia.
Segundo a empresa, o estoque inicial é consignado pelo período de um ano.
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