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A data comemorativa já se aproxima e começa a movimentar o comércio; Veja como se preparar para aproveitar o período e faturar
É quase impossível, depois que começa o mês de março, não se deparar com um produto nas prateleiras dos supermercados, nos comerciais televisivos ou em músicas comuns dessa época do ano: os ovos de Páscoa.
Neste ano, a Páscoa acontecerá no dia 5 de abril, e os produtos tradicionais já começam a gerar desejo nos consumidores e movimentar o comércio.
Mas não são só as grandes varejistas que estão se preparando para aproveitar a sazonalidade da data enchendo as gôndolas com mercadorias. Confeiteiros artesanais também já estão a todo o vapor para iniciar a produção.
Esse é o caso de Jessica Pires, empreendedora do setor de confeitaria. Vencedora da sexta temporada do programa Que Seja Doce, do GNT, a empreendedora vende bolos de aniversário e outros doces na cidade de Taboão da Serra, em São Paulo, com divulgação no Instagram.
Há 12 anos, na época de Páscoa, ela também produz ovos de chocolate. Quase um mês antes da data comemorativa, Pires lança o cardápio na internet e começa a receber as encomendas para conseguir planejar a produção:
“Organizo a minha produção com base na Páscoa anterior. Tenho um controle do que mais vendeu no ano passado, quanto usei de chocolate e todos os outros ingredientes. A partir disso, eu crio uma meta”, explica.
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No entanto, não é todo empreendedor que tem a experiência da Páscoa anterior para buscar renda extra com ovos de chocolate em 2026. O que é preciso, afinal, para vender produtos nesse período e se destacar no mercado?
O Seu Dinheiro consultou especialistas da área de negócios e de confeitaria e reuniu dicas de como se preparar para a Páscoa.
É comum que, em períodos comemorativos, pessoas que estejam desempregadas ou tenham outras profissões surfem no espírito empreendedor na tentativa de uma renda extra.
Na Páscoa não é diferente. Porém, quando o assunto é alimento, como é o caso do chocolate, isso pode se tornar um desafio.
A docente Bruna Prado, que leciona na área de Gastronomia e Alimentação do Centro Universitário Senac, em Campos de Jordão, explica que a experiência na confeitaria não é exatamente indispensável. Ainda assim, o conhecimento prévio ajuda principalmente para não desperdiçar insumos.
Os confeiteiros se deparam com dois tipos de chocolate na hora de comprar os ingredientes:
Embora não seja o mais indicado pelos especialistas, a cobertura exige apenas o processo de derretimento, o que acaba sendo a opção mais comum para quem busca uma renda extra com produtos mais simples.
Já os ovos de Páscoa de melhor qualidade usam o chocolate nobre. Prado afirma que, nesse caso, é necessário ter o conhecimento técnico de um processo chamado temperagem.
Esse processo, também conhecido como pré-cristalização, consiste no derretimento do chocolate a uma temperatura de até 45 graus, seguido do resfriamento entre 26 e 28 graus e, por fim, no leve reaquecimento até 31 graus. Essa técnica é a responsável pelo ovo ter uma textura brilhante e crocante.
“Embora o conhecimento por redes sociais como o TikTok seja válido e acessível, a qualificação com cursos permite aperfeiçoar técnicas de acabamento, o que diferencia o profissional no mercado”, defende.
A confeiteira Jessica Pires também destaca a técnica. Ela explica que, ao longo dos anos de produção, já cometeu erros com a temperatura do chocolate — o que pode gerar a perda do produto e, consequentemente, gerar mais custos.
Existem alguns passos indispensáveis antes de colocar a mão na massa — ou, nesse caso, no chocolate. O primeiro de todos é o planejamento.
Elton Yokomizo, consultor de negócios do Sebrae-SP, defende que é fundamental investir um tempo considerável na etapa de planejamento, para evitar “tiros para todos os lados”.
Ele explica que “é importante escolher qual é o público-alvo com quem o empreendedor vai trabalhar, seja o público infantil, corporativo ou fitness, por exemplo”. Essa definição guiará o portfólio a ser oferecido.
Para quem ainda não tem muita experiência com as vendas na Páscoa, o consultor recomenda criar uma linha de sabores limitada para facilitar a produção, com até três opções de ovos tradicionais e a mesma quantidade para produtos com o perfil mais “premium”, como os recheados.
O empreendedor também pode realizar testes antes de começar as vendas. O objetivo é fazer degustações com familiares e amigos para coletar opiniões e entender a aceitação do produto.
Os empreendedores também terão a preocupação com o custo dos insumos, já que o preço do chocolate em barrateve um aumento de 24,8% nos últimos 12 meses, segundo os dados de janeiro do IBGE. Com isso, evitar o desperdício dos ingredientes se torna ainda mais vital.
Para driblar os preços, não há saída: o segredo é ter um bom controle de gastos e saber precificar os produtos.
A docente do Senac explica que é necessário relacionar todos os custos, como os gramas de chocolate, recheios, embalagens, gás e conta de energia para precificar corretamente e garantir o lucro.
Segundo ela, o custo de produção equivale entre 40% e 45% do valor de venda.
Uma dica da especialista para diluir os preços é apostar em produtos menores, como brownies e bombons — procurados por quem quer presentear com uma “lembrancinha” — e ovos de chocolate que usem recheios mais baratos, como cremes, geleias de frutas vermelhas, cocada ou maracujá.
Os especialistas explicam que é necessário organizar a produção e as encomendas para não ter surpresas indesejadas.
Prado recomenda calcular quantos pedidos o empreendedor consegue administrar e antecipar alguns processos, como o de produção das cascas dos ovos. Segundo a professora, é possível deixar essa etapa pronta cerca de 15 dias antes da Páscoa e, durante a semana, apenas rechear os produtos.
Para o empreendedor não se perder e correr o risco de não entregar encomendas, elas afirmam que é essencial definir um volume máximo de produção. Ao atingir esse teto, o é preciso parar de aceitar pedidos para garantir a qualidade e a entrega.
Com os corredores dos supermercados lotados de ovos de Páscoa e outros produtos com chocolate, o empreendedor pode se sentir perdido sobre o que fazer para se diferenciar.
O consultor do Sebrae-SP defende que a data não é uma guerra de preços. “É um processo de significado, de trabalhar a indulgência... o relacionamento com o cliente é primordial", explica.
Para ele, é necessário investir na personalização dos produtos e em um bom marketing.
A docente do Senac também defende a divulgação como uma forma de destacar. “A embalagem é muito importante. As pessoas primeiro comem com os olhos e desejam um produto bonito, então também é necessário ter boas fotos.”
Outra dica dos especialistas é apostar no sabor diferenciado. A docente do Senac recomenda usar produtos de boa qualidade, investir no tradicional e fugir de tendências que sejam furadas.
Uma das modas desse ano é o ovo fatia, dividido em seis pedaços. Essa é uma técnica que tem chamado a atenção nas redes sociais na Páscoa de 2026 e consiste em uma forma fragmentada com diferentes recheios. Prado recomenda não entrar nessa tendência devido ao trabalho excessivo e ao gasto elevado de insumos para produzir esse tipo de ovo de chocolate.
A empreendedora Pires, diz que prefere ficar de fora das tendências. Ela prioriza os sabores mais tradicionais que são sempre procurados pelos clientes e foram citados também pela docente: brigadeiro, coco, e oleaginosas como avelã, nozes e pistache.
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