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A Luckau produz chocolates sem açúcar, lactose e glúten, e recentemente entrou no mercado de sorvetes para iniciar expansão por franquias

As canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, mudaram de vez os padrões de consumo. Não é difícil encontrar alguém que esteja recorrendo às famosas “canetinhas” para ajudar no processo de perda de peso. E isso não é uma mera impressão: dados da pesquisa Consumer Pulse 2026, da Bain & Company, mostram que 11% dos brasileiros agora usam esse tipo de medicamento – e 17% dos que não usam querem entrar na onda.
Foi justamente esse aumento da preocupação sobre o corpo e o “boom” do mercado de saúde que ajudaram a Luckau, uma marca de chocolates fitness sem açúcar, lactose e glúten, a crescer nos últimos anos, segundo Raoni Ribas, fundador e CEO da empresa.
A marca está presente em supermercados, farmácias e no e-commerce. Só no ano passado, o faturamento foi de R$ 15 milhões e a expectativa é dobrar esse valor em 2026, a R$ 30 milhões.
A empresa agora pretende atingir o público fitness de outras maneiras.
Uma delas é o lançamento de bombons com creatina e whey, previsto para a primeira quinzena de junho. Os chocolates terão três gramas de creatina e seis gramas de proteína, respectivamente, nos sabores avelã, pistache e matcha.
“O foco não é o atleta de alta performance. É aquela pessoa que está no processo de emagrecimento, muitas vezes usando as canetas, e percebeu que não basta perder peso, é preciso construir massa magra. Queremos ser uma sobremesa gostosa, mas que ajuda nesse sentido.”
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Os chocolates proteicos e com creatina também têm as outras características da Luckau: zero açúcar, lactose e glúten.
Raoni Ribas, de 38 anos, era consultor financeiro de uma companhia de chocolates quando decidiu fundar a Luckau. Formado em Administração de Empresas, ele atendia, desde 2014, uma marca que produzia trufas, pães de mel e cones doces.
Até então, Ribas não tinha experiência com esse tipo de produto, mas se interessou pelo processo de fabricação do doce e aprendeu sobre o mercado de chocolates ao longo dos anos.
Foi em 2018, quando visitou uma feira do setor de produtos saudáveis, que o fundador percebeu uma oportunidade ainda pouco explorada no segmento de chocolates: a tendência da alimentação mais saudável.
Ribas conta que, na época, não existiam tantas marcas de chocolate sem açúcar como há no mercado hoje. “E os que estavam disponíveis não tinham o gosto original do doce”, diz.
Na época, a empresa de chocolate para a qual ele prestava consultoria entrou em falência e estava com maquinários disponíveis. Ele decidiu aproveitar a estrutura e o conhecimento que tinha adquirido sobre o segmento para empreender.
“Eu não ia tentar competir com gigantes como Nestlé e Garoto. Decidi apostar nos chocolates saudáveis”, diz. Para começar, a marca Luckau recebeu um investimento de R$ 100 mil, emprestado por amigos de Ribas.
O empreendedor levou seis meses para estruturar a empresa, período em que ele pesquisou sobre o mercado para entender a aceitação do produto e buscou por fornecedores. A marca foi lançada em março de 2019.
Uma das principais estratégias da empresa no início foi a venda B2B. Ribas visitava diferentes redes de supermercados pessoalmente para apresentar o produto e fechar parcerias. “Percebi que precisava direcionar meu tempo para isso, só assim conseguiríamos crescer”, comentou.
Atualmente, os chocolates da marca estão em mercados, farmácias, lojas de produtos naturais e na própria física, em São Paulo. Também é possível comprar direto online pelo site da marca ou plataformas de marketplace — estratégia que começou na pandemia de coronavírus — e aplicativos de entrega.
Outra mudança foi a expansão do público. Ribas conta que, nos anos iniciais de Luckau, percebeu mais pessoas preocupadas com as intolerâncias a glúten e lactose, e a empresa decidiu atender a essa demanda. “Quando decidimos criar chocolates para celíacos, precisamos ficar com a fábrica fechada por 27 dias para higienização”, relembra.
Outra iniciativa recente da empresa pensando na expansão foi a abertura de uma sorveteria. Aqui, a estratégia foi adaptar o conhecimento do chocolate para um novo produto — o sorvete.
“Percebemos uma oportunidade nesse mercado e decidimos apostar na Luckau Soft, que é uma mistura de sorvete com o chocolate que já tínhamos experiência”, afirmou Ribas.

Há pouco mais de um mês, em 24 de abril, a companhia abriu a primeira loja física em São Paulo, no bairro de Pinheiros. A estratégia dessa abertura, segundo o CEO, faz parte de um plano maior: iniciar um processo de expansão com o modelo de franquias.
“Sempre quisemos ter a experiência da loja física, mas não acreditávamos que só o chocolate seria suficiente para as franquias. Com a sorveteria, conseguimos dar margem de lucro para o franqueado, o consumidor paga um preço justo e tem uma experiência de valor.”
A expectativa é de que, nos próximos cinco anos, haja 100 franquias da Luckau Soft no Brasil.
Ribas conta que o espaço levou um ano para ser desenvolvido, envolvendo pesquisas sobre a experiência do cliente, processo de produção do sorvete, sabor e modo de montagem.
Na loja, o cliente pode tanto comprar os chocolates quanto os sorvetes. No caso dos sorvetes — que podem ser picolé, copinho, casquinha ou milkshake —, é possível montar diferentes combinações com os ingredientes da marca, em valores a partir de R$ 24,90.
Com um mês de funcionamento, Ribas afirma que a receita já obtida pagou os custos de abertura.
A Luckau Soft de Pinheiros é uma flagship. Ou seja, uma loja modelo da companhia.
A unidade foi aberta em um período de pouco mais frio em São Paulo para validar o negócio antes de vendê-lo a outros empreendedores, diz o fundador. “Com um menor movimento, consegui verificar erros de atendimento e operação, e corrigir isso. Vi também sobre a demanda dos produtos.”
A empresa também tem a meta de abrir outros formatos de lojas físicas próprias, como quiosques e shoppings, além da de rua, e quer chegar a cinco unidades até o final de 2026.
No caso das franquias, a expectativa é de que haja até 100 lojas da Luckau até 2031, com um valuation de R$ 100 milhões — e algumas dessas unidades já podem sair do papel em breve...
O CEO da marca explica que a Luckau deve controlar 100% da cadeia de suprimentos para os franqueados. Ou seja, vai fornecer todos os insumos para as lojas, exceto as casquinhas que são artesanais.
Desde a abertura da loja física, a empresa já tem uma lista de 12 empreendedores interessados em abrir uma unidade.
A expectativa é de que, em outubro, as primeiras unidades franqueadas da marca já estejam em funcionamento.
O CEO diz que, para atingir empreendedores interessados, a empresa não tem feito grandes esforços de prospecção. A estratégia é focar no brandingda marca — conceito do marketing que reforça os atributos de uma empresa para torná-la reconhecida, desejada e valiosa.
Para isso, a Luckau vem contratando influenciadores digitais para apresentar a marca nas redes sociais e investindo em anúncios online.
Além disso, o objetivo da marca é não se restringir a São Paulo. Ribas defende que outros estados têm uma oportunidade ainda maior no segmento de sorvetes por não ter tanta concorrência — e quer atingir esses lugares por meio dos franqueados.
A empresa tem três opções de franquia: lojas de rua, lojas de shopping e quiosques. Confira os valores envolvidos:
OUTRO LADO DO BALCÃO
EQUIPE EXPANDIDA
FIM DO ‘SABOR CHOCOLATE’
DIFERENCIAL OBRIGATÓRIO
ESTÁ DE CASA NOVA
PME NO E-COMMERCE
MOMENTO DECISIVO
‘IR DO MEI’
SAÚDE MENTAL EM PAUTA
EXPANSÃO DO MINISTÉRIO
LUZ NO FIM DO TÚNEL?
CÉU NUBLADO
ENTENDA QUANDO NEGOCIAR
CONCORRÊNCIA MODO TURBO
MILHÕES DE SEGUIDORES
DO SHAPE AO CRACHÁ
COMPRA ‘NÃO FOI ENTREGUE’
DISCUSSÃO A TODO VAPOR
DE MÃE PARA OS FILHOS