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A Mauna, fundada por Rodrigo Maroja e Edu Camargo, tem o objetivo de reduzir o risco de quem deseja ter um negócio, mas hesita em abandonar uma carreira já estabelecida

O cofundador do aplicativo de mercado Daki, Rodrigo Maroja, e o ex-coordenador do MBA da Link School of Business, Edu Camargo, anunciaram o lançamento da Mauna, empresa voltada à formação de novos empreendedores.
A proposta central é reduzir o risco de quem deseja empreender, mas hesita em abandonar o emprego uma carreira já estabelecida. O programa foi desenhado para se adaptar à agenda de profissionais que ainda mantêm suas atividades principais, permitindo que validem o modelo de negócio antes de pedir demissão.
O nome da iniciativa faz referência ao Mauna Kea, montanha que tem cerca de 10 mil metros de altura total, com grande parte submersa. A analogia, segundo os fundadores, remete à parte invisível da jornada empreendedora — os desafios que não aparecem publicamente.
“Eu construí um unicórnio [empresa de capital privado avaliada em mais de US$ 1 bilhão] e sei que 90% dessa jornada é invisível. Ninguém viu as noites sem dormir, os problemas de família, a insegurança financeira, as portas na cara”, diz Maroja, em nota. “A Mauna existe para destravar esse potencial.”
A Mauna se define como um programa de pré-aceleração prática. O participante pode ingressar mesmo sem uma ideia de negócio definida.
Ao longo da jornada, passa por etapas como geração e refinamento da ideia, análise de mercado, validação com clientes, testes de MVP (produto mínimo viável, em português), primeiras vendas, formação de equipe, busca de sócios e preparação para captação de recursos.
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Segundo os fundadores, o diferencial está na execução. As atividades incluem prototipação, pesquisa de campo e validação direta com potenciais clientes. O objetivo é abrir empresa, não concluir um curso. Os mentores são empreendedores em atividade.
Ao final, os participantes apresentam seus projetos em um pitch day diante de investidores que podem aportar capital nos negócios selecionados.
A Mauna também prevê a criação de um fundo próprio para apoiar as empresas formadas, possibilitando que os profissionais façam a transição para dedicação integral ao negócio.
Com duração de seis meses, o programa custa R$ 30 mil. A primeira turma terá meio semestre extra de mentoria. As inscrições estão abertas no site da Mauna até o dia 15 de março.
O negócio se apoia no crescente interesse dos brasileiros pelo empreendedorismo.
De acordo com os dados mais recentes do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgados no segundo semestre de 2025, o Brasil ocupa atualmente a segunda posição no mundo em número de pessoas entre 18 e 64 anos que ainda não empreendem, mas desejam abrir um negócio. Ao todo, são 47 milhões de potenciais empreendedores no país.
Para os fundadores, isso significa um espaço para programas mais estruturados.
“Existem muitos cursinhos online, mas não tem nenhum programa estruturado que transforme essa vontade em empresa. A Mauna existe para ser esse lugar. A gente não ensina empreendedorismo — a gente ajuda as pessoas a construírem negócios de verdade”, diz Camargo.
A empresa declara como meta formar mais de 1 milhão de empreendedores até 2030.
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