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Pesquisa mostra que a combinação de atrasos no cartão de crédito e no capital de giro responde por metade do montante devido

A situação financeira da empresa e a do empreendedor costumam andar lado a lado — e, quando ambas entram no vermelho, o tamanho da dívida tende a crescer significativamente.
É o que mostra um levantamento da Serasa Experian, segundo o qual empresas e seus sócios principais simultaneamente inadimplentes acumulam R$ 80,6 bilhões em dívidas. Embora representem apenas 5,5% das pequenas e médias empresas (PMEs) analisadas, esse grupo concentra um volume expressivo de pendências financeiras.
O estudo integra a sétima edição do Panorama PME, boletim trimestral elaborado pela datatech a partir de uma base de 24,8 milhões de empresas com vínculo societário compatível. Foram consideradas empresas ativas com faturamento anual estimado de até R$ 300 milhões, e a inadimplência foi definida como atrasos iguais ou superiores a 30 dias nas modalidades de cartão de crédito e capital de giro.
Entre as empresas e sócios que estão inadimplentes ao mesmo tempo, a maior parte do valor em atraso está concentrada em quem possui pendências simultâneas no cartão de crédito e no capital de giro. Nessa situação, o montante chega a R$ 40,3 bilhões, o maior entre todas as categorias analisadas.
Além disso, R$ 25,3 bilhões correspondem a atrasos exclusivamente no cartão de crédito e R$ 15 bilhões estão relacionados apenas a operações de capital de giro.
Segundo Cleber Genero, vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, os dados mostram uma forte associação entre a saúde financeira da empresa e a do empreendedor, mas não permitem concluir que uma situação seja a causa da outra.
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"O que os dados mostram é que, quando empresa e sócio estão simultaneamente inadimplentes, há uma concentração expressiva dos valores em atraso. Isso sugere uma forte relação entre as finanças pessoais e empresariais, especialmente entre pequenos e médios empreendedores, mas não estabelece uma relação de causa e efeito."
O executivo também ressalta que o estudo não permite afirmar que os empreendedores tenham recorrido ao crédito pessoal para financiar o negócio. Segundo ele, diferentes situações podem explicar essa relação.
Em alguns casos, o empreendedor pode utilizar crédito pessoal para sustentar a empresa. Em outros, dificuldades do negócio podem comprometer sua renda e capacidade de pagamento. Também é possível que problemas financeiros pessoais afetem a empresa. O levantamento, porém, não identifica qual desses movimentos ocorreu em cada caso.
A pesquisa também mostra que os maiores volumes financeiros estão concentrados em empresas mais maduras.
Negócios com 10 a 20 anos de atividade acumulam R$ 26,7 bilhões em crédito tomado e R$ 11,6 bilhões em atrasos nas modalidades de cartão e capital de giro.
Já as empresas com 5 a 10 anos de mercado registram R$ 26,1 bilhões em crédito tomado e R$ 13,5 bilhões em atrasos.
Embora as empresas entre 1 e 5 anos representem a maior parcela dos casos de inadimplência conjunta (38,6%), elas concentram R$ 16,3 bilhões em crédito tomado e R$ 9,7 bilhões em atrasos — valores inferiores aos observados entre negócios mais antigos.
Para Genero, uma possível explicação é o maior acesso dessas empresas ao mercado de crédito.
"Empresas mais maduras costumam operar em uma escala maior, manter um relacionamento mais amplo com o mercado de crédito e acessar limites mais elevados de financiamento. Com isso, quando enfrentam dificuldades financeiras, os valores envolvidos tendem a ser maiores do que os observados em empresas mais jovens."
Na divisão por setores, o estudo mostra que o segmento de Serviços reúne o maior número de ocorrências de empresas e sócios simultaneamente inadimplentes, respondendo por 48,8% dos casos.
Apesar disso, é o Comércio que concentra os maiores valores financeiros. O setor acumula R$ 35,3 bilhões em crédito tomado e R$ 16,1 bilhões em atrasos. Já as empresas de Serviços registram R$ 31,5 bilhões em crédito tomado e R$ 16 bilhões em pendências.
Nem toda empresa inadimplente tem sócio endividado
O levantamento também identificou outro grupo relevante: empresas inadimplentes cujos sócios permanecem com a situação financeira regular.
Esses casos representam 2,2% da base analisada e somam R$ 43,9 bilhões em dívidas.
Desse total, R$ 21,9 bilhões estão concentrados em empresas com atrasos simultâneos em cartão e capital de giro; R$ 12,4 bilhões referem-se apenas ao cartão de crédito; e R$ 9,6 bilhões dizem respeito exclusivamente ao capital de giro.
Já a maior parte das empresas analisadas (92,2%) não possui inadimplência nas modalidades avaliadas. Dentro desse grupo, 52,2% mantêm tanto a empresa quanto o sócio em situação regular, enquanto 40% têm sócios inadimplentes, apesar de a empresa não registrar atrasos.
De acordo com a Serasa Experian, uma das principais formas de reduzir o risco de endividamento é manter uma separação clara entre as finanças pessoais e as da empresa.
Entre as práticas recomendadas estão:
REDE JAH AÇAÍ
AINDA NÃO ACABOU
FIQUE EM ALERTA
PET DE MALAS PRONTAS
VAI E VEM CONTINUA
EMPANADAS ARTESANAIS
MERCADO DE TRABALHO
MANUTENÇÃO DE PISCINA
MUSCULAÇÃO ‘NA PRAIA’
ENDIVIDAMENTO EM ALTA
FIM DO ENDIVIDAMENTO?
CADÊ O DINHEIRO?
INCENTIVO PARA VEÍCULOS
PUNIÇÕES DA NR-1
LETRAS E NÚMEROS
VAI SAIR DO PAPEL?
QUAL É A ESTRATÉGIA?
FUTUROS EMPREENDEDORES
REGULARIZAÇÃO