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Este setor deve ter um crescimento de 15,7% no faturamento em relação à Copa de 2022, com a cifra de R$ 2,42 bilhões em junho e julho

Um setor da economia tende a ser o campeão da Copa do Mundo, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ainda não se sabe até onde o Brasil vai chegar na competição (esperamos que no Hexa), mas enquanto os brasileiros se reúnem e engajam na torcida, os efeitos podem ser bastante positivos para dois tipos de estabelecimento: os bares e restaurantes.
Estimativas da entidade apontam que o setor deve faturar um valor recorde de R$ 2,42 bilhões durante a Copa do Mundo. A cifra representa 15,7% a mais do que foi faturado na última edição do torneio, realizada no Catar em 2022, quando registrou R$ 2,09 bilhões
Um dos principais motivos para o otimismo é o horário dos jogos nos Estados Unidos, México e Canadá na fase de grupos, segundo a CNC.
"A realização do torneio no horário nobre do verão no hemisfério norte — e, portanto, em horários vespertinos e noturnos no Brasil — tende a favorecer a concentração dos jogos exatamente no período de maior movimento para estabelecimentos de alimentação e entretenimento", disse a entidade em relatório.
Nas Copas passadas, a maioria dos jogos aconteceu na parte da manhã ou tarde, quando os brasileiros naturalmente frequentam menos os bares.
Não é à toa que, para José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, a Copa do Mundo tem sido considerada, para o setor de bares e restaurantes, equivalente ao Natal para o comércio e ao Carnaval para o turismo em termos de oportunidades.
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O estudo da CNC mostra que, em média, o volume de receitas dos estabelecimentos cresce 5,4% a mais nos meses de junho e julho com Copa do que o natural para o período.
A entidade chama esse crescimento de "prêmio Copa" pelo evento funcionar como um catalisador do número de pessoas nos bares e restaurantes, além de impulsionar o tíquete médio. "O evento mobiliza consumidores que de outra forma não teriam ido aos estabelecimentos".
O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, também defende que os efeitos devem ser ainda melhores se o Brasil avançar nos placares.
"Um eventual bom desempenho da Seleção Brasileira é um motor interessante para a economia local. À medida que o Brasil avança nas fases do Mundial, a tendência é de um aumento proporcional na movimentação de clientes, consolidando o setor de alimentação fora do domicílio como um dos grandes pilares de injeção de recursos no varejo durante o evento", disse.
O cenário de juros tem assustado o comércio como um todo. Com a taxa Selic a patamares elevados, de 14,25% ao ano, os empreendimentos ainda sofrem com o aperto na demanda dos consumidores.
No entanto, na visão da CNC, os bares e restaurantes são um setor "blindado" a esse contexto.
Isso porque, com os juros altos e as parcelas mais caras, os brasileiros tendem a comprar menos bens duráveis que normalmente são pagos a prazo, como as televisões para assistir aos jogos da Copa em casa.
Para Bentes, isso se torna uma oportunidade para o setor de consumo de bebidas e comidas fora de casa.
"O brasileiro prioriza a experiência imediata de lazer em vez da compra parcelada de uma TV".
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