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O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança
Um novo título do Tesouro Direto vem aí e promete ser mais rentável que a poupança e tão fácil de mexer quanto qualquer “cofrinho” ou “caixinha” de bancos digitais. Nomeado de Tesouro Reserva, o papel será o primeiro a ser negociado de forma ininterrupta, ou seja, 24 horas por dia e 7 dias por semana.
O objetivo do Tesouro Nacional, em parceria com a bolsa brasileira, B3, é criar um produto fácil, acessível, de boa rentabilidade, para se tornar a principal aplicação de reserva de emergência dos brasileiros.
Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, afirmou que quer chegar “na camada mais popular” com esse título.
“A gente tem mais de 3 milhões de investidores no Tesouro Direto, mas se comparar com a poupança, tem um espaço enorme. Daria para [o TD] ter 10, 20 milhões de investidores", afirmou Ceron ao Broadcast/InvesTalk.
A criação do título público entrou no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 12.
Com lançamento para o público em geral previsto para a primeira semana de março, nesta sexta-feira (30) começou a fase final de testes. Um grupo de 200 clientes do Banco do Brasil teve acesso ao Tesouro Reserva para avaliar o desempenho da plataforma 24/7.
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Tesouro Reserva é o nome fantasia, que vai aparecer na plataforma do Tesouro Direto. No jargão financeiro, o nome do título é Letra Financeira do Tesouro série TD1, ou LFT-TD1.
Basicamente, ele é uma versão atualizada do Tesouro Selic. O título também vai acompanhar a rentabilidade da taxa Selic, com retorno pós-fixado e liquidez diária. No entanto, uma diferença importante é que o papel não vai ter marcação a mercado.
A marcação a mercado é a oscilação de preço diária dos títulos de renda fixa.
Ser “renda fixa” significa ter um retorno garantido no vencimento da aplicação financeira. Mas, no meio do caminho, esse título passa por oscilação de preço — e de taxa — todos os dias.
Por exemplo, o Tesouro Prefixado 2028 começou o ano negociado a R$ 784,63, com uma taxa de 13,03% ao ano. Nesta sexta-feira (30), o preço está em R$ 797,38, com uma taxa de 12,65% ao ano.
Essa oscilação diária é a marcação a mercado. Se o investidor compra o título e leva até o vencimento, essa mudança de preço e taxa não interfere em nada. O retorno marcado no momento da compra será o pago no vencimento.
Mas, para uma aplicação de reserva de emergência, pode ser um fator negativo. Isso porque, diante de uma situação imprevista, o investidor pode se ver na situação de resgatar o investimento antes do fim do prazo e, a depender da oscilação, pode sair no prejuízo diante de um título com o preço menor do que o pago na hora da aplicação.
O Tesouro Selic tem uma oscilação muito pequena comparada ao Tesouro Prefixado e ao Tesouro IPCA+ — no entanto, ainda há oscilação. Já o Tesouro Reserva, segundo Ceron, não terá oscilação nenhuma.
"Esse título não vai ter marcação a mercado, vai ser ao par [marcação na curva], o que significa que ele não vai oscilar. Isso é muito importante, justamente pensando que é um título para reserva de emergência", disse Ceron ao Broadcast.
Isso significa que o investidor não corre o risco de ver o valor do seu investimento variar negativamente em momentos de estresse no mercado — algo que, embora raro, pode acontecer com o Tesouro Selic tradicional.
Além de funcionar 24 horas por dia, o Tesouro Reserva foi desenhado para ter acessibilidade máxima.
Com esse desenho, o Tesouro Nacional busca atrair milhões de brasileiros que hoje deixam dinheiro parado na poupança ou em títulos de capitalização.
“A inspiração é a lógica de quem põe lá seus R$ 50, R$ 100, R$ 500 numa poupança tradicional. A ideia é que ele possa investir em algo que seja um pouco mais rentável, mas que tenha o mesmo dinamismo e a mesma ausência de complexidade”, detalhou o secretário do Tesouro.
Além disso, terá a plataforma 24x7 para permitir negociação a qualquer momento.
A plataforma, criada junto com a B3, foi desenhada para permitir operações em qualquer horário — inclusive de madrugada, fins de semana e feriados — algo inédito no mercado financeiro tradicional.
O secretário do Tesouro espera que a novidade leve todo o sistema financeiro a se modernizar — e rápido.
“No final do dia, você faz o que aconteceu no e-commerce para o investimento pessoa física. ‘Eu quero comprar agora e quero receber agora’. Ninguém aceita mais esperar 15 dias úteis. A pessoa física vai movimentar o mercado”, disse Ceron.
Se tudo correr como planejado, Ceron projeta que até 2027 será comum ver plataformas oferecendo produtos financeiros com negociação contínua.
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