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Executivo revela por que ativos latinos são o novo refúgio global contra a incerteza da IA e a geopolítica, e ainda dá uma dica para aproveitar as oportunidades de investimento
O mercado financeiro global está passando por uma troca de guarda, e o investidor que souber ler os sinais pode estar diante de uma oportunidade histórica. Durante o Latam Focus 2026, em Santiago, no Chile, André Esteves, sócio e chairman do BTG Pactual, abriu o jogo sobre o movimento de capitais que está irrigando o Brasil e os países vizinhos.
Para ele, o cenário de “buraco negro financeiro” exercido pelos Estados Unidos nos últimos anos — onde a revolução tecnológica sugou todo o capital do planeta — está chegando ao limite.
“Nos últimos quatro ou cinco anos, os Estados Unidos foram como um buraco negro, que atraia dinheiro de todo lugar. Capital que deveria ir para a Austrália, Chile ou Brasil acabou migrando para os Estados Unidos, racionalmente, porque era, de longe, o maior criador de riqueza naquele momento”, disse.
“Mas como sabemos, as árvores crescem, ficam grandes, mas nunca alcançam o céu”, acrescentou Esteves.
O chairman do BTG destacou o atual desequilíbrio de valuation no mercado norte-americano com um exemplo contundente: a Nvidia chegou a valer quase o mesmo que todo o mercado acionário japonês.
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Mas, com os preços esticados e as incertezas sobre quem serão os vencedores reais da inteligência artificial (IA), o fluxo global começou a buscar a saída de emergência.
"Estamos vivendo um momento de realocação ou desconcentração de portfólios globais saindo dos Estados Unidos, o que é uma notícia muito boa para o Brasil, para o Chile e para toda América Latina", disse Esteves.
Este movimento não é uma debandada, segundo ele, mas uma diversificação estratégica. E o destino favorito desse capital é o que Esteves chama de "bairro calmo" do mundo.
Enquanto o Oriente Médio arde em conflitos que travam o desenvolvimento do turismo e da tecnologia, a América Latina se consolida como uma região geopoliticamente previsível. Mas o verdadeiro segredo reside na eficiência produtiva.
Segundo Esteves, a região é, hoje, a produtora de baixo custo de quase todas as commodities essenciais, como grãos e proteínas, cobre e lítio (fundamentais para a transição energética), energia e petróleo.
Além da abundância de recursos, as empresas latinas estão sendo negociadas a preços "de liquidação", de acordo com ele, quando comparadas aos múltiplos dos Estados Unidos e da Europa.
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Outro fator que empurra o investidor para as ações latino-americanas é a geopolítica. O congelamento de ativos russos gerou um alerta global sobre o uso do dólar como arma.
"Isso faz investidores globais buscarem diversificação em ouro ou ações na América Latina", afirmou Esteves.
Neste cenário, a estabilidade institucional da região, no qual as sociedades pressionam governos — sejam de centro-esquerda ou centro-direita — por políticas amigáveis ao mercado, torna-se um diferencial competitivo.
No Brasil, embora a eleição se desenhe dividida, Esteves projeta racionalidade econômica de ambos os lados.
Para quem busca seguir os passos do dinheiro gringo, o chairman do BTG deixou as cartas na mesa. A estratégia atual não passa por Wall Street, mas por ativos mais próximos de casa.
"Minha dica de investimento para hoje é: gosto das moedas latino-americanas e dos nossos mercados de ações, especialmente de empresas com vantagem competitiva global ou forte posição no mercado interno."
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