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A Memvid afirma ter criado uma camada de memória capaz de permitir que sistemas de IA realmente lembrem do que foi perguntado
A Memvid, uma startup norte-americana que desenvolve uma tecnologia para dar memória a sistemas de IA (inteligência artificial), abriu uma vaga curiosa: a empresa procura por um “agressor profissional de IA”.
A função consiste basicamente em passar um dia inteiro — cerca de oito horas — interagindo com os principais chatbots do mercado e sendo deliberadamente duro com eles.
A empresa paga US$ 100 por hora para que o contratado registre todos os momentos em que o sistema esquecer o que foi perguntado, exigir repetição de perguntas ou responder fora de contexto.
“Seu único trabalho será ser brutalmente honesto sobre o quão frustrantes eles são. Peça para eles lembrarem de coisas. Veja-os esquecer. Pergunte de novo. Documente o caos. Fique irritado com isso. E seja pago por isso”, diz o anúncio oficial da vaga.
A empresa também lista algumas qualificações desejadas. Entre elas estão um histórico pessoal de frustrações com tecnologia, paciência para repetir a mesma pergunta várias vezes e conforto para aparecer em vídeo ou ter a tela gravada durante os testes.
Segundo a startup, não é necessário ter experiência prévia em “intimidar” inteligências artificiais, mas é importante ter opiniões fortes sobre por que esses sistemas deveriam funcionar melhor.
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O trabalho é pontual e dura apenas um dia. Todo o conteúdo produzido durante a sessão passará a ser propriedade da Memvid e poderá ser utilizado em materiais de marketing e imprensa. As inscrições ficam abertas até que a empresa encontre o candidato escolhido.
A Memvid afirma ter criado uma camada de memória capaz de permitir que sistemas de IA realmente se lembrem de quem é o usuário e do que foi dito em conversas anteriores.
Segundo a empresa, a ideia da vaga é justamente expor publicamente um dos principais problemas atuais dos chatbots: a dificuldade de manter memória de contexto.
“A Kora é o que acontece quando essa memória se transforma em inteligência, reunindo os melhores modelos de IA em um único lugar e treinando-os com seu conhecimento privado para que você pare de se repetir e comece a receber respostas precisas, com fontes citadas, que melhoram com o tempo”, explica a empresa.
Como parte do processo seletivo, a Memvid pede que os candidatos testem o sistema Kora para experimentar como a IA “deveria funcionar” antes de demonstrar ao público como ela normalmente se comporta.
Quer passar o dia xingando a IA e ainda ganhar para isso? Você pode se candidatar por meio do link disponibilizado pela empresa.
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