Faroeste, cavalos e US$ 50 milhões: Steel Ball Run, arco mais cultuado de JoJo’s Bizarre Adventure, chega à Netflix
Considerada por muitos fãs e críticos como a melhor parte de JoJo’s Bizarre Adventure, a saga Steel Ball Run finalmente ganhará adaptação em anime. A aguardada estreia acontece no dia 19 de março, quando a plataforma de streaming lança o primeiro episódio da história criada por Hirohiko Araki. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA […]

Considerada por muitos fãs e críticos como a melhor parte de JoJo’s Bizarre Adventure, a saga Steel Ball Run finalmente ganhará adaptação em anime. A aguardada estreia acontece no dia 19 de março, quando a plataforma de streaming lança o primeiro episódio da história criada por Hirohiko Araki.
Publicada originalmente entre 2004 e 2011, a sétima parte da franquia marca um novo ponto de partida para o universo de JoJo. A trama se passa em uma versão alternativa dos Estados Unidos no fim do século XIX e acompanha uma competição que atravessa o país de costa a costa.
No centro da história está a Steel Ball Run, uma corrida de cavalos transcontinental com um prêmio de US$ 50 milhões, que reúne milhares de participantes em uma jornada repleta de perigos, conspirações e rivalidades.
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Entre os competidores estão Johnny Joestar, um ex-prodígio das corridas que perdeu o movimento das pernas, e Gyro Zeppeli, um misterioso competidor que domina técnicas incomuns. Juntos — ora aliados, ora rivais — eles cruzam desertos, cidades e territórios hostis enquanto segredos sobre a corrida começam a emergir.
Mais do que uma simples competição, Steel Ball Run mistura faroeste, aventura e elementos sobrenaturais, mantendo o estilo extravagante que transformou JoJo em uma das séries mais influentes dos mangás. A obra é frequentemente citada entre as histórias mais maduras criadas por Araki, combinando batalhas estratégicas, personagens excêntricos e uma narrativa repleta de reviravoltas.
No MyAnimeList, plataforma que reúne avaliações de animes e mangás feitas por leitores e críticos, a sétima parte da história de Hirohiko Araki aparece logo atrás de Berserk, a obra-prima inacabada de dark fantasy criada pelo lendário mangaká Kentaro Miura.
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Criada em 1987, JoJo’s Bizarre Adventure se tornou um fenômeno cultural ao longo das décadas. Cada arco apresenta novos protagonistas da família Joestar, enquanto o universo da série se expande com poderes sobrenaturais, referências à música e à moda e confrontos que muitas vezes lembram partidas de xadrez.
O que é JoJo’s Bizarre Adventure?
Publicado pela primeira vez em 1987, JoJo’s Bizarre Adventure se consolidou como uma das obras mais influentes da história dos mangás.
A série é estruturada em diferentes partes independentes. Cada arco apresenta novos protagonistas e conflitos próprios, mas todos giram em torno de gerações da família Joestar — personagens cujos nomes ou apelidos costumam ser abreviados como “JoJo”.
As histórias acompanham as aventuras dessa linhagem ao redor do mundo, combinando elementos sobrenaturais, como vampiros e poderes espirituais, com confrontos altamente estratégicos que muitas vezes lembram partidas de xadrez, em vez de simples batalhas físicas.
A obra criada por Hirohiko Araki também deixou uma marca profunda na indústria. Ao longo das décadas, inspirou diversos mangakás renomados, entre eles Yoshihiro Togashi (Hunter x Hunter, Yu Yu Hakusho), Hiromu Arakawa (Fullmetal Alchemist), Hajime Isayama (Attack on Titan), Masashi Kishimoto (Naruto) e Kazuki Takahashi (Yu-Gi-Oh!).
Arte, música, cultura pop, moda e JoJo
Explicar a dimensão cultural de JoJo’s Bizarre Adventure não é tarefa simples, mas um termo popular entre os fãs ajuda a ilustrar esse fenômeno: “JoJo reference”.
A expressão — que também virou meme na internet — é usada quando alguém identifica uma referência à obra em outras mídias. Como a franquia criada por Hirohiko Araki se tornou extremamente influente, muitos admiradores passaram a enxergar alusões à série em praticamente qualquer lugar da cultura pop.
No universo da moda, a franquia já firmou colaborações com marcas como Gucci, Vans e Converse, que resultaram em histórias especiais e coleções temáticas. Araki, conhecido por seu interesse em alta-costura, costuma receber elogios pelo figurino marcante de seus personagens, com um estilo autoral inspirado em grifes como Versace e Jean Paul Gaultier.
Outro elemento icônico da série são as famosas “JoJo poses”, poses dramáticas e estilizadas adotadas pelos personagens. Elas foram inspiradas em editoriais de moda da revista Vogue, além de desfiles de passarela e esculturas clássicas do período renascentista.
A música também exerce forte influência na construção desse universo. Esse fascínio aparece diretamente nos poderes e nomes de personagens, muitos deles inspirados em artistas e canções famosas. Entre os exemplos estão Crazy Diamond e Echoes, referências ao trabalho do Pink Floyd; Purple Haze, de Jimi Hendrix; e Killer Queen, da banda Queen, liderada por Freddie Mercury.
A dimensão cultural da obra também se reflete no reconhecimento institucional: Hirohiko Araki está entre os poucos mangakás que já tiveram trabalhos expostos no Museu do Louvre, em Paris.
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