🔴 ‘OPERAÇÃO  IKKI-TOUSEN’ – MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 250x DE FORMA AUTOMATIZADA – SAIBA COMO

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

TOUROS E URSOS #269

O plano de Trump deu errado? Benjamin Mandel, ex-Fed, fala o que pensa sobre a guerra no Irã, as tarifas e o impacto no Brasil

O agora chefe de análise da Jubarte Capital participou do episódio mais recente do podcast Touros e Ursos e também conta o que pode acontecer no encontro entre Lula e Trump em Washington, além dar dicas de investimentos em tempos de guerra

Imagem criada por IA mostra a cabeça de Donald Trump saindo de uma trincheira, com uma bandeira branca na mão. Do lado esquerdo, a pergunta: Perdeu a guerra?
Donald Trump, presidente dos EUA - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

Donald Trump vem empilhando guerras desde o início do segundo mantado. Primeiro veio o tarifaço global, depois os ataques diretos a Jerome Powell e ao Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e, agora, com um conflito no Oriente Médio que já dura muito mais que as três semanas previstas inicialmente.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O saldo também é digno dos escombros das batalhas em campo: um choque de oferta clássico — crescimento para baixo e inflação para cima — que recai diretamente no bolso não só dos norte-americanos como dos consumidores e investidores mundo afora. 

Para Benjamin Mandel, chefe de análise da Jubarte Capital, o choque atual é transitório. O ex-Fed e Ph.D. em Economia participou do mais recente episódio do podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro, que você pode conferir na íntegra aqui, e compartilhou o que pensa sobre o governo norte-americano, sobre Trump, o futuro da maior economia do mundo — e como o Brasil se posiciona em relação a tudo isso.  

“Acho que este caso é mais parecido com a guerra comercial. É um choque bem mais concentrado em energia e alimentos, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz”, diz Mandel.  

“Por outro lado, a demanda nos EUA está rodando perto da taxa potencial (2%), mas mista: forte em tecnologia e IA [inteligência artificial], e desacelerando no consumidor. Vejo um choque mais localizado e concentrado do que algo duradouro; um choque transitório parecido com o de 2025, o que me deixa mais bullish [otimista]”, acrescenta. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mandel lembra ainda que, apesar de transitório, o choque de oferta provocado pelas políticas de Trump podem custar um preço alto para o republicano nas eleições de meio de mandato deste ano.  

Leia Também

LONGE NO MAPA, PERTO DO BOLSO

Juros no maior nível em 31 anos: por que o aperto no Japão importa para você

TEMPO REI

Warren Buffett deixa presidência do conselho da Berkshire: “o tempo sempre vence”; saiba quem assume

“O prolongamento dessa crise pode cobrar um preço alto nas eleições legislativas [midterms] de novembro. O consenso aponta que os republicanos devem sofrer desgaste perante o eleitorado, com grandes chances de perderem a maioria na Câmara e enfrentarem uma disputa acirrada pelo Senado”, afirma.  

O Brasil no meio de Lula e Trump 

O cenário econômico global e brasileiro vive dias de incerteza sob o impacto das estratégias de Trump e da guerra no Oriente Médio. Para o investidor brasileiro, o momento é de cautela mista. 

Segundo Mandel, o País enfrenta dificuldades para ignorar choques inflacionários devido à inércia do sistema, o que pode tornar o ciclo de queda dos juros mais curto e menos profundo do que o esperado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Por outro lado, a política monetária restritiva já surte efeito na atividade econômica, e o real valorizado ajuda a suavizar o repasse desses choques externos para a inflação por aqui”, afirma.  

No campo diplomático, o ex-Fed diz que a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump é marcada por uma química pessoal que contrasta com embates em fóruns globais, como na Organização Mundual do Comércio (OMC), onde, segundo ele, o Brasil tem dificultado agendas de interesse norte-americano. 

“Lula não perde oportunidade de complicar a vida de Trump, mas no ‘um a um’, eles têm uma química boa”, afirma. “Trump não está em posição de poder total para comprar mais brigas, e o Brasil tem recursos que podem ajudar os EUA”, acrescenta. 

Trump e Lula devem se reunir nesta quinta-feira (6), em Washington. O momento é crucial para o petista, depois da derrota histórica no Congresso, que barrou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Juros nos EUA: Trump vai influenciar o novo chefe do Fed? 

Em meio à pressão política, o Federal Reserve se prepara para uma mudança de comando com a entrada de Kevin Warsh no lugar de Jerome Powell, cujo mandato como presidente do banco central norte-americano termina em 15 de maio.  

Para Mandel, Warsh não deve ceder aos desejos da Casa Branca por juros mais baixos se os dados econômicos não indicaram que o caminho para o afrouxamento monetário está livre.  

“Existe uma cultura muito forte de independência no Fed. O prédio em Washington tem mais de 500 doutores em economia; é uma máquina de objetividade e análise. É muito difícil para Kevin Warsh entrar e fazer reformas significativas no dia um”, afirma.  

Por isso, Mandel, que já esteve no Fed, se diz tranquilo com a sucessão.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Ele [Warsh] acredita que a inovação e a IA podem puxar o crescimento [dos EUA] para cima e a inflação para baixo, como nos anos 90, e usará isso como raciocínio para baixar juros ao longo do tempo”, acrescenta.  

E os investimentos? 

Com todo esse pano de fundo costurado por Trump, a bolsa brasileira tem visto uma enxurrada de dinheiro gringo entrando. A estratégia da Jubarte Capital, no entanto, é dividida.  

“Estamos divididos: 50% de risco no Brasil e 50% lá fora. No global, estamos levemente ‘risk on’ [apetite por risco], pois não enxergamos recessão extrema”, diz Mandel. 

Por essa razão, ele diz que a preferência é por ações, especificamente o S&P 500, e mercados como a Coreia do Sul, beneficiados por IA. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Temos menos conforto com renda fixa nos EUA, usando Treasurys mais como seguro. Gostamos de ouro para proteção contra estresse inflacionário”, afirma.  

No Brasil, é hora de correr risco em prefixados (duration) conforme o ciclo de cortes avança mas, segundo ele mesmo diz, “ainda não adicionamos ações”.  

Os vencedores e perdedores (da guerra de Trump) 

O último bloco do programa é o que dá nome ao podcast. Nele, os convidados elegem os touros e os ursos da semana.  

Jorge Messias aparece entre os ursos ao lado de Kora Saúde, que pediu recuperação extrajudicial nos últimos dias, após acumular uma dívida de R$ 1,3 bilhão.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os touros, o bitcoin (BTC), que foi a maior alta do mês de abril, de 7,5% em reais, embora ainda acumule perdas no ano.  

Mas outros ativos ainda foram eleitos por Mandel e os outros participantes do podcast com touros e ursos da semana. Se quiser conferir a lista completa, é só dar o play! 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Montagem com duas imagens do refúgio Syros Cats, na Grécia. À esquerda, vários gatos se alimentam sobre um muro em uma área externa com vista para o mar e construções típicas da ilha de Syros. À direita, diversos gatos circulam por um jardim enquanto uma pessoa interage com um dos animais diante de um mural com a inscrição “Welcome to Syros Cats”. Árvores, flores e vegetação compõem o cenário. 14 de setembro de 2026 - 17:17
Montagem com robôs de inteligência artificial em fundo branco, atrás das grades ia chatgpt gemini 14 de setembro de 2026 - 14:10
Dario Amodei publicou artigo alertando sobre IA 12 de setembro de 2026 - 15:18
Novo Mapa-múndi 8 de setembro de 2026 - 14:57
Imagem de Donald Trump com gráfico vermelho indicando queda ao fundo. 4 de setembro de 2026 - 12:26
O economista Mohamed El-Erian está sentado em uma poltrona vermelha, segurando um microfone. Atrás dele, uma estante de livros. 31 de agosto de 2026 - 13:50
Dono da Amazon Jeff Bezos Indian Creek 27 de agosto de 2026 - 16:32
Wall Street diante de um gráfico vermelho de queda 19 de agosto de 2026 - 15:33

OPORTUNIDADE OU CILADA

Renda fixa nos EUA: vale a pena comprar Treasury com a disparada dos juros?

19 de agosto de 2026 - 15:33
Em um fundo que mescla o prédio da B3, a bandeira do Brasil e um globo, um homem de barba e terno azul está ao lado direito da imagem. No centro, a frase: Só ser barato não adianta 14 de agosto de 2026 - 14:40
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar