🔴 CONHEÇA A TESE QUE PODE MULTIPLICAR O INVESTIMENTO POR 42X EM 12 MESES – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

LONGE NO MAPA, PERTO DO BOLSO

Juros no maior nível em 31 anos: por que o aperto no Japão importa para você

Você provavelmente ainda estava dormindo quando o BoJ elevou a taxa básica para 1,25% ao ano; entenda como essa decisão mexe com os mercados emergentes, incluindo o Brasil

Bandeira do Japão e do Brasil
Bandeira do Japão e do Brasil. - Imagem: iStock

O Japão é um dos países que fica mais longe do Brasil no globo, mas a decisão tomada pelo banco central (BoJ) nesta sexta-feira (18) prova que, em finanças, não existe distância que baste: o aumento de juros por lá aciona um gatilho que mexe com o seu bolso por aqui.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Você provavelmente estava dormindo quando o BoJ elevou a taxa básica de 1% para 1,25% ao ano — o maior patamar em 31 anos, um movimento que não deve parar por aí.  

O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, alertou que há o risco de a inflação no país ultrapassar a meta de 2% e que novas altas de juros não estão descartadas.  

Antes de pensar no futuro, o Seu Dinheiro conversou com especialistas e explica por que o efeito dominó da decisão de subir os juros hoje passa pelos Treasurys, pelo dólar e chega aos mercados emergentes, Brasil incluído. 

O que o Banco do Japão decidiu 

Pela segunda vez em três meses, o Banco do Japão subiu os juros — desta vez em 0,25 ponto percentual, elevando a taxa para 1,25% ao ano.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que chama atenção, no entanto, é que a decisão não foi unânime: o placar foi de 7 a 2, com os conselheiros Toichiro Asada e Ayano Sato defendendo que a taxa ficasse estável. 

Leia Também

DIVERSIFICAÇÃO GLOBAL

Seu salário, imóvel e investimentos têm o mesmo CEP, mas não deveriam — como começar a investir no exterior

ELEIÇÃO DE MEIO DE MANDATO

Do déficit fiscal à IA: o que está em jogo para os mercados com as eleições dos EUA, segundo o UBS

O argumento da dupla é que a inflação japonesa — em 1,7% em agosto, abaixo dos 1,8% de julho — ainda está distante da meta de 2%, o que sugeriria uma economia menos aquecida do que o necessário para justificar novo aperto. 

Ainda assim, a EFG International projeta novas altas de juros a cada cerca de três meses, à medida que a inflação se aproxima da meta, com uma taxa terminal entre 1,75% e 2% esperada para 2027.  

Já a Moody's Analytics prevê outro aumento da taxa no início do próximo ano, mas pondera que a inflação fraca e o crescimento decepcionante dos salários reais devem limitar o ritmo dos próximos movimentos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia também:

A reação do mercado 

Normalmente, quando um banco central sobe juros, a moeda local se fortalece, os yields (rendimentos) dos títulos sobem e as bolsas caem — investidores preferem papéis mais rentáveis a ações.  

No Japão, no entanto, aconteceu o oposto hoje: o iene enfraqueceu, passando a 157 por dólar — a mínima em duas semanas —, os yields dos títulos do governo recuaram e o índice Nikkei 225 subiu 1,5%. 

A explicação, segundo especialistas, está no tom da decisão, já que dois conselheiros votaram contra a alta dos juros, indicando que o BoJ não deve adotar uma postura agressiva.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A dissidência de Asada e Sato aponta para uma resistência ao ritmo mais acelerado de aumento de juros em mais de três décadas e sugere que eles podem atuar cada vez mais como um freio a um aperto monetário adicional", disse Frantisek Taborsky, estrategista do banco holandês ING.  

Sobre o efeito sobre o câmbio, ele resume: "o iene enfraqueceu em relação ao dólar à medida que o comunicado ofereceu pouca orientação adicional em tom hawkish [favorável ao aperto monetário] para sustentar posições compradas na moeda japonesa." 

Os especialistas também chamam atenção para o fato de o aumento dos juros de hoje ter vindo sem um relatório de perspectivas atualizado, o que limita a capacidade do BoJ de reforçar uma mensagem mais dura com projeções revisadas. 

QUER INVESTIR MELHOR?

Comece o dia descobrindo o que move o mercado financeiro e os seus investimentos, de forma 100% gratuita!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o que isso tem a ver com você? 

Aqui está o ponto que conecta Tóquio a São Paulo: a dívida pública japonesa é gigantesca, passando de 230% do Produto Interno Bruto (PIB). Quando os juros sobem, o custo para pagar essa dívida também aumenta — e o Japão é hoje o maior financiador da dívida pública dos EUA, detendo uma enorme quantidade de títulos do Tesouro norte-americano. 

Para lidar com o custo mais alto da própria dívida, o governo japonês pode recorrer a suas reservas — e uma das formas de fazer isso é vendendo parte desses Treasurys.  

Segundo Luis Ferreira, CIO para as Américas do EFG, o problema é o momento: os EUA também estão com a dívida em nível elevado, e uma venda relevante de títulos por parte do Japão tende a gerar volatilidade na curva de juros norte-americana, pressionando para cima especialmente os juros de longo prazo. 

“Juros mais altos nos EUA tornam o dólar mais atrativo para o investidor global. Isso, por sua vez, pressiona as moedas de mercados emergentes — Brasil incluído — porque parte dos investidores migra de ativos emergentes para os EUA”, diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, esse movimento encarece o financiamento no mundo todo, tornando crédito e capital mais caros também por aqui. 

Ferreira explica que a decisão do Japão desta sexta-feira (18) não muda a Selic nem a inflação brasileira diretamente, mas faz parte de uma engrenagem que pode pressionar a moeda norte-americana para cima e o real para baixo — e isso, sim, chega ao bolso do investidor que aplica em ativos brasileiros ou dolarizados. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, fala de pé, em frente a um púlpito, durante coletiva de imprensa na sede do banco central norte-americano, em Washington, D.C. 29 de outubro de 2026 - 15:15
Manifestantes marcham a partir da Place de la République durante os mais recentes protestos estudantis, em 17 de outubro de 2026, em Paris, França. "Coletes Amarelos" se uniram a manifestantes de escolas francesas para um fim de semana de mobilização. 19 de outubro de 2026 - 14:29
Elon Musk, fundador da Tesla, SpaceX, Neuralink e Starlink 15 de outubro de 2026 - 19:45

MAIS PERTO DO QUE PARECE?

De Marte para a sua carteira: o que muda se Elon Musk juntar Tesla e SpaceX

15 de outubro de 2026 - 19:45
Logo da marca Apple em uma fachada de prédio 14 de outubro de 2026 - 17:16
Wall Street, mercado norte-americano, EUA, bolsas carteira internacional 14 de outubro de 2026 - 14:06
A mão de um robô humanoide segura várias cédulas de dólar 13 de outubro de 2026 - 17:32
Em um fundo rosa claro, vários dispositivos da Apple para o lar aparecem na parte inferior da imagem. Na parte superior, a frase: Welcome, HomeView 13 de outubro de 2026 - 13:31
Montagem que traz o prédio da Apple ao lado esquerdo, com o símbolo da maçã ao lado, e Elon Musk no lado direito, olhando para a maçã 12 de outubro de 2026 - 18:45
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 12 de outubro de 2026 - 16:31
Imagem gerada por IA mostra Warren Buffett lendo 'A Arte da Guerra' na frente de uma lareira. 12 de outubro de 2026 - 11:57
prêmio nobel 10 de outubro de 2026 - 7:48

UM RISCO NEM TÃO ADMINISTRADO ASSIM

O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês

10 de outubro de 2026 - 7:48
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 9 de outubro de 2026 - 18:31
prêmio nobel 9 de outubro de 2026 - 8:35
prêmio nobel 8 de outubro de 2026 - 8:49
prêmio nobel 7 de outubro de 2026 - 10:17
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar