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Fontes ouvidas pelo O Globo indicam que os dois presidentes devem se reunir na quinta-feira (7); encontro é fundamental para a imagem do petista neste momento

O clima para o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nesta semana não poderia ser mais inflamável. Segundo fontes de O Globo, o petista embarca para Washington nesta quarta-feira (6), com a reunião oficial agendada para quinta-feira (7). Na bagagem, ele carrega uma agenda que mistura a urgência de normalizar relações comerciais com os EUA e um campo minado de crises diplomáticas e conflitos globais.
O encontro, que a diplomacia brasileira classifica como um passo crucial, ocorre em um momento de tudo ou nada para a imagem internacional de Lula.
Após sofrer derrotas amargas no Congresso na semana passada — com a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a queda do veto ao projeto de lei da Dosimetria —, a viagem é a aposta do Planalto para projetar força e retomar o protagonismo externo.
A pauta econômica é o coração da visita, segundo as fontes. O governo brasileiro corre contra o tempo para tentar reverter tarifas impostas pela gestão de Trump a produtos nacionais, buscando estabilidade após um período marcado por incertezas e barreiras alfandegárias.
Mas a conversa não para no comércio. Entre os temas estão:
Se o clima entre Lula e Trump já era tenso, o contexto geopolítico adicionou combustível.
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O encontro estava previsto para março, mas o agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã, forçou o adiamento.
De lá para cá, Lula subiu o tom e criticou abertamente Trump pelos ataques norte-americanos ao Irã.
No plano bilateral, o climão atingiu o ápice com o recente impasse envolvendo a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. O governo Trump retirou as credenciais de um delegado brasileiro, e o Brasil, em reciprocidade, fez o mesmo com um representante americano.
Apesar das faíscas, há um canal de diálogo tentando evitar o curto-circuito. A aproximação começou a ganhar tração em 26 de janeiro, em uma ligação de 50 minutos entre os líderes.
Mais recentemente, Lula buscou baixar a temperatura ao se solidarizar com Trump após o atentado sofrido pelo norte-americano durante o jantar dos correspondentes em Washington.
Para Lula, a reunião é o momento da conversa "olho no olho", expressão que ele mesmo usou para definir a necessidade de resolver divergências diretamente.
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