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APONTA ESTUDO

País de escala continental, natureza exótica e praias paradisíacas é o melhor lugar do mundo para sobreviver a uma catástrofe global — e não é o Brasil

Estudo analisou cenários extremos para identificar qual o país com maior capacidade de resistir e se recuperar de catástrofes globais.

Meteoro em chamas se aproximando da Terra visto do espaço, com rastro de fogo e superfície terrestre iluminada ao fundo.
Meteoro se aproxima da Terra em ilustração de um cenário de catástrofe global; estudo aponta a Austrália como um dos lugares mais seguros do mundo para sobreviver a eventos extremos. - Imagem: Gerada por IA.

Alguns cenários de catástrofe global podem não ser tão hipotéticos quanto parecem. Afinal, já existem estudos que buscam identificar quais países estariam mais bem preparados para sobreviver.

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Um desses estudos, publicado na revista científica Global Challenges, deu uma resposta que, em princípio, poderia animar muitos brasileiros. Trata-se de um país de tamanho continental, conhecido por suas praias exuberantes, natureza paradisíaca e animais exóticos.

Esta nação foi testada em diversos cenários: guerras nucleares, impactos de asteroides, erupções vulcânicas, pandemias e até ataques cibernéticos de larga escala entraram na análise. E, mesmo assim, ela conseguiu resistir em todos.

Não é o Brasil, porém. Esse país é a Austrália. Segundo uma ampla revisão da literatura científica, o país reúne o conjunto mais abrangente de características associadas à resiliência diante das mais diversas situações.

O plano dos especialistas

Considerando apenas eventos capazes de causar a morte de pelo menos 10% da população mundial, os pesquisadores fizeram uma revisão de trabalhos acadêmicos utilizando o OpenAlex, uma base bibliográfica analítica e aberta.

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Com isso, buscaram identificar um consenso de quais características geográficas, políticas, econômicas e sociais seriam as preferíveis para enfrentar uma catástrofe global.

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E, quando o assunto foi a capacidade de manter serviços essenciais, se recuperar e se adaptar após eventos difíceis, a Austrália se destacou.

Por que a Austrália?

Um dos principais fatores é o isolamento geográfico. Distante dos grandes centros populacionais e políticos do Hemisfério Norte, o país pode ter vantagem em cenários como guerras e pandemias.

Essa característica também facilita o controle das fronteiras, embora a Austrália mantenha uma forte dependência da importação de produtos essenciais, como medicamentos, combustíveis e fertilizantes.

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O tamanho do país também é um ponto atraente: como o sexto maior do mundo e apresentando diferentes zonas climáticas e recursos naturais, a Austrália possui áreas favoráveis à agricultura.

Por fim, o que também foi constatado é que o país ainda conta com recursos energéticos — carvão e gás natural — e uma base industrial relativamente robusta, o que ajudaria a manter parte da infraestrutura funcionando em alguns cenários.

E o Brasil?

O Brasil e a Argentina também não se saíram tão mal no estudo. Ambos estão majoritariamente localizados no Hemisfério Sul, possuem vastos territórios e são importantes produtores de alimentos.

No entanto, a governança pesou na avaliação dos países. Associada a instituições eficientes, menor desigualdade e maior coesão social, ela amplia a capacidade das nações de responder a crises, organizar recursos e coordenar ações de emergência.

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Nesse sentido, fatores históricos como a desigualdade social e a instabilidade política foram apontados no estudo como capazes de reduzir a resiliência dos dois países.

Apesar da Austrália reunir o conjunto mais amplo de características favoráveis na literatura analisada, o estudo afirma ainda que há existe um lugar completamente seguro diante de uma catástrofe global, e destaca que cada região apresenta vantagens e vulnerabilidades diferentes.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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