Bitcoin segue em recuperação e tem maior alta de abril; renda fixa passa por alívio, e dólar volta a cair. Veja os melhores investimentos do mês
Cessar-fogo entre EUA e Irã reduziu aversão a risco e deu espaço para alguma recuperação dos ativos; Ibovespa fechou perto da estabilidade

Se em março os mercados viraram de pernas para o ar com o início da guerra no Irã no fim de fevereiro, em abril a percepção de risco diminuiu um pouco, e os preços, em geral, se acomodaram.
Com isso, o dólar voltou a cair e houve certo alívio nos juros futuros, favorecendo os títulos de renda fixa prefixados e indexados à inflação.
O bitcoin, por sua vez, prosseguiu em recuperação e fechou abril como o melhor investimento do mês, em alta de 8,00%. Já o ouro seguiu no seu movimento de queda e ficou com a lanterna do ranking mensal, com uma baixa de 5,78%, considerando o ETF GOLD11, negociado na B3.
O Ibovespa conseguiu se segurar, fechando perto da estabilidade, com leve queda de 0,08%, aos 187.317 pontos, após queda mais forte no mês passado. Quem reverteu o desempenho negativo de março foi o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX), que fechou abril com uma alta robusta de 1,53%.
Veja na lista a seguir quais foram os melhores e piores investimentos de abril:
Os melhores investimentos de abril
| Investimento | Rentabilidade no mês | Rentabilidade no ano |
|---|---|---|
| Bitcoin | 8,00% | -21,57% |
| Tesouro IPCA+ 2050 | 3,30% | 4,25% |
| Tesouro Prefixado 2032 | 3,24% | 3,31% |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 2,80% | - |
| Tesouro IPCA+ 2040 | 2,55% | 3,93% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | 2,48% | 3,87% |
| Tesouro IPCA+ 2032 | 2,40% | - |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | 2,39% | 3,82% |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | 2,08% | - |
| Tesouro Prefixado 2029 | 2,04% | 2,79% |
| IFIX | 1,53% | 4,10% |
| Tesouro Selic 2031 | 1,15% | 4,68% |
| CDI* | 1,15% | 4,54% |
| Poupança** | 0,64% | 2,71% |
| Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)* | 0,16% | 2,48% |
| Ibovespa | -0,08% | 16,26% |
| Dólar à vista | -4,36% | -9,77% |
| Dólar PTAX | -4,41% | -9,33% |
| Ouro (GOLD11) | -5,78% | -3,84% |
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase Inc..
Alívio pode ser momentâneo, pois guerra no Oriente Médio ainda não se resolveu
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã ainda não chegou ao fim, mas o cessar-fogo e as tentativas de acordo, ainda que sem sucesso, trouxeram algum alívio aos mercados em abril.
Leia Também
Os preços do petróleo, embora ainda elevados, viram ligeira queda, tirando um pouco da pressão sobre os índices de inflação e, consequentemente, dos juros.
Com isso, os ativos de risco conseguiram "se segurar", e a renda fixa prefixada e indexada à inflação — que se valoriza quando os juros futuros caem — viu uma recuperação em abril. Os melhores desempenhos ficaram com os títulos públicos prefixados e IPCA+ mais longos.
Agora no fim do mês, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) cortou a taxa Selic em mais 0,25 ponto percentual, para 14,50%, o que já era esperado. E o IPCA-15 veio abaixo do projetado pelo mercado.
Isso não significa, no entanto, que a tensão sobre os juros e os ativos de risco tenha se dissipado. A demora em encerrar o conflito no Oriente Médio, o preço elevado do petróleo e a atividade econômica ainda aquecida no Brasil e nos EUA ainda podem pesar nos próximos meses.
Tanto que o comunicado do Copom após sua decisão foi bastante duro, e os próximos passos da política monetária não estão claros.
Assim, é bem possível que o alívio na renda fixa neste mês tenha sido mais um ajuste pontual à aversão a risco excessiva de março do que uma virada de cenário.
Da mesma forma, os ativos de bolsa continuam sob pressão. No entanto, o fluxo de recursos estrangeiros para o mercado financeiro local e os ganhos com o petróleo mais caro contribuem para segurar os preços de ações brasileiras, fundos imobiliários (que agora também vêm contando com aportes gringos) e do real.
Veja as maiores altas e quedas do Ibovespa no mês de abril:
As ações com os melhores desempenhos de abril
| Empresa | Código | Desempenho no mês |
|---|---|---|
| Usiminas | USIM5 | 22,85% |
| Hapvida | HAPV3 | 22,67% |
| Gerdau | GGBR4 | 19,00% |
| Auren | AURE3 | 16,50% |
| Metalúrgica Gerdau | GOAU4 | 16,16% |
| Eneva | ENEV3 | 10,59% |
| CPFL Energia | CPFE3 | 8,28% |
| Pão de Açúcar | PCAR3 | 7,24% |
| Engie | EGIE3 | 6,76% |
| Axia | AXIA6 | 6,73% |
As ações com os piores desempenhos de abril
| Empresa | Código | Desempenho no mês |
|---|---|---|
| MBRF | MBRF3 | -19,78% |
| Yduqs | YDUQ3 | -18,66% |
| Azzas 2154 | AZZA3 | -16,26% |
| Cyrela PN | CYRE4 | -15,97% |
| Cury | CURY3 | -15,49% |
| Suzano | SUZB3 | -15,49% |
| Cyrela ON | CYRE3 | -13,98% |
| MRV | MRVE3 | -12,20% |
| Cogna | COGN3 | -11,46% |
| WEG | WEGE3 | -11,35% |
O dólar continuou em queda ante o real neste mês face a esse movimento, que demonstra que os investidores globais continuam dispostos a diversificar, com a política beligerante de Donald Trump. Mesmo frente a outras moedas fortes, a divisa americana caiu quase 2% em abril.
A queda do ouro em abril deveu-se muito aos momentos em que o dólar se fortaleceu ao longo do mês e ao fato de o petróleo ser, no momento, a commodity de proteção por excelência.
Lembrando que o metal precioso vinha de uma onda forte de valorização anterior, o que abriu espaço para devolver parte dos ganhos.
Ainda assim, as bolsas norte-americanas subiram forte em abril, muito em função dos balanços corporativos fortes, o que contribui para que o clima não azede para o mercado de ações como um todo. Veja o desempenho dos principais índices de Nova York em abril:
- S&P 500: +9,51%
- Dow Jones: +6,77%
- Nasdaq: +13,77%
Debêntures passam por momento difícil
No mercado de crédito privado, as debêntures passam por um momento difícil, com uma série de empresas significativas reestruturando dívidas, prêmios de risco (spreads) muito apertados em relação aos títulos públicos e uma onda de resgate em fundos que investem nesses ativos.
No mês passado, o IDA, índice que mede o desempenho desses títulos de dívida corporativos, viu queda, e neste mês já houve valorização, mas ainda bem modesta.
Os spreads estão passando por uma certa normalização, o que significa que os preços de muitos títulos estão em queda, e os resgates dos fundos também forçam vendas com desconto e pesam sobre os preços das cotas.
Esse ajuste, depois de um longo período de alta demanda por crédito privado, taxas elevadas e spreads apertados — chegando a serem negativos, no caso das debêntures isentas de imposto de renda —, ainda deve perdurar, impactando o desempenho do IDA.
NOVAS REGRAS
Motoristas ganham prazo extra para dirigir com a CNH vencida; entenda a nova regra
15 de setembro de 2026 - 13:13SEGURANÇA E ESTABILIDADE
Casa própria vale mais para a qualidade de vida do que viagens e lazer, mas exige cuidado para não virar pesadelo
15 de setembro de 2026 - 11:59MADAME SATÃ É FICHINHA
Oligarca ligado a Putin pagou parte da festa de casamento de filho de Trump nas Bahamas
15 de setembro de 2026 - 11:13SEM DAR PITI
Quem causar confusão em voos poderá pagar multa de até R$ 17 mil e ser proibido de voar; confira as novas regras da Anac
15 de setembro de 2026 - 10:41BENEFÍCIO OU PESADELO?
Divisão de 25% do lucro e escala 5×2: como uma rede de supermercados usa benefícios para atacar o maior desafio do setor
15 de setembro de 2026 - 10:20OLHO NO RELÓGIO
Caixa adia sorteio da Lotofácil da Independência, mas ele ainda ocorre hoje; prazo para apostas também muda
15 de setembro de 2026 - 6:57LCIs e LCAs
A crítica de André Esteves aos títulos isentos: ‘sou detentor, emito esses títulos, mas está simplesmente errado’
14 de setembro de 2026 - 19:15ALERTA DE PROMOÇÃO!
Leilão da Casas Bahia promete eletrodomésticos com até 75% de desconto; veja como participar
14 de setembro de 2026 - 14:55MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Oceano Atlântico bate recorde negativo em temporada de furacões — e a culpa é do El Niño
14 de setembro de 2026 - 14:06QUASE LÁ!
Prazo para disputar os R$ 300 milhões da Lotofácil da Independência se aproxima do fim; veja até que horas é possível apostar e quando será o sorteio
14 de setembro de 2026 - 9:09Conteúdo Market Makers
Pesquisa mostra Flávio Bolsonaro e Augusto Cury numericamente à frente de Lula no segundo turno; como investir neste cenário?
14 de setembro de 2026 - 9:00DESALECERAÇÃO DA IA
Dona do ChatGPT descarta IPO neste ano e executivos fazem alerta sobre IA: haverá um freio na tecnologia?
13 de setembro de 2026 - 18:03DEIXOU DE SER EXCLUSIVO
Venda de apartamentos de luxo despenca 53% em São Paulo. Quais os planos das incorporadoras para os super-ricos?
13 de setembro de 2026 - 14:35MAIS LIDAS DO SD
Palpites da IA para a Lotofácil da Independência, risco de calote no Tesouro Direto e loja de luxo da JHSF: o que bombou nesta semana
13 de setembro de 2026 - 11:32É BOM SABER
Todos os números da Lotofácil da Independência: veja os resultados e as dezenas que mais saíram na história
13 de setembro de 2026 - 10:29PERÍODO ÚMIDO
Chuva derruba preço da energia, mas El Niño acende alerta para dezembro; veja o que esperar até 2027
12 de setembro de 2026 - 10:30REGRA DE OURO
O que acontece com o prêmio de R$ 300 milhões se ninguém acertar os números da Lotofácil da Independência
12 de setembro de 2026 - 7:04TOUROS E URSOS #287
Até onde a taxa Selic pode cair? Economista do BV vê juros perto de 10% ao ano no longo prazo
11 de setembro de 2026 - 17:32MATEMÁTICA