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Indicado de Trump para comandar o Federal Reserve passou por audiência de confirmação nesta terça-feira (21) no Senado norte-americano, e o Seu Dinheiro listou tudo o que você precisa saber sobre o depoimento
Um mistério rondou as colunas de mármore do Senado dos EUA nesta terça-feira (21): o que pensa Kevin Warsh, o homem indicado por Donald Trump para comandar o Federal Reserve (Fed) no lugar do desafeto do republicano, Jerome Powell, que deixa a liderança do o banco central norte-americano em maio.
Entre as perguntas sobre suas extensas e complexas finanças pessoais — que podem torná-lo o presidente mais rico da história do Fed — e o peso de substituir um antecessor sob investigação criminal, Warsh caminha sobre uma corda bamba.
De um lado, a promessa de campanha de Trump: juros baixos para fortalecer o motor da maior economia do mundo. Do outro, uma inflação que teima em não ceder, alimentada por um cenário geopolítico explosivo.
Afinal, quem é o verdadeiro Warsh: o aliado que sussurra promessas na Casa Branca ou o banqueiro central que ignora o barulho da política para perseguir a técnica?
Para tentar desvendar esse mistério, o Seu Dinheiro separou os principais trechos da audiência de confirmação do indicado de Trump para liderar o Fed.
Se houvesse uma pergunta de US$ 1 milhão na audiência desta terça-feira (21), seria: o que o novo presidente do Fed fará com os juros nos EUA?
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Pelo menos por enquanto, Warsh deixou em aberto sua opinião em relação à trajetória da taxa referencial, e afirmou que é cético sobre a orientação futura (foward guidance) do BC dos EUA.
"A política monetária opera com defasagens. O Fed terá que se empenhar bastante nas próximas reuniões", afirmou.
Atualmente, os juros nos EUA estão entre 3,50% e 3,75% ao ano e, até o momento, não há sinais de cortes no horizonte.
Questionado sobre os comentários de Trump a favor de uma política monetária mais frouxa, Warsh defendeu o republicano ao dizer que chefes de Estado costumam ser favoráveis a cortes de juros e que a única diferença é que Trump externaliza esse desejo.
A relação com Trump é um ponto bastante sensível para quem ocupa a cadeira de chefe do banco central norte-americano. O republicano, desde o primeiro mandato, rompe com a tradição de não se intrometer na política monetária do país que, em tese, deve operar de maneira completamente independente do poder executivo.
Por isso, Warsh não foi poupado dos comentários dos senadores sobre o equilíbrio delicado de seguir o mandato imposto pelo Congresso — inflação em 2% e pleno emprego — e os desmandos de Trump.
Em um dos momentos mais acalorados da audiência, a senadora democrata Elizabeth Warren questionou se Warsh seria apenas um fantoche nas mãos de Trump? A resposta veio seca e direta: "absolutamente não", rebateu o indicado.
O cerne da polêmica reside em uma reunião de 45 minutos no Salão Oval. Enquanto o Wall Street Journal afirma que Trump o pressionou por cortes de juros — versão confirmada pelo próprio presidente norte-americano —, Warsh mantém uma narrativa ambígua.
Ele nega ter se comprometido com decisões pré-determinadas, embora admita que ouvir as “opiniões fortes” de líderes eleitos faz parte do jogo democrático e não fere, por si só, a independência do banco central.
Trump, por sua vez, já mandou o recado nesta terça-feira (21) via CNBC: ficaria “desapontado” se os juros não caíssem.
A questão é que o desapontamento de Trump costuma vir acompanhado de turbulência para o presidente do Fed e para os mercados.
Warsh é conhecido pelo compromisso com o controle da inflação. Atualmente, o mandato do Fed, determinado pelo Congresso, fixa uma meta assimétrica de 2% para a inflação em longo prazo. Isso quer dizer que o banco central deve perseguir uma inflação em 2%, mas pode tolerar uma taxa levemente acima ou abaixo desse percentual.
E sobre o tema, o indicado de Trump não economizou nas críticas. Para ele, a inflação é um legado de erros cometidos há quatro ou cinco anos, no período da pandemia de covid-19.
"Uma vez que ela se instala, fica mais caro e difícil reduzi-la", afirmou ele, sugerindo que, apesar da pressão de Trump, o novo xerife do Fed pode não ser tão mão aberta se os preços continuarem subindo.
Warsh também avaliou que o lado da oferta da economia está mudando drasticamente e disse não concordar que a inflação acima do esperado se deva às tarifas impostas pela atual administração.
Para ele, é importante verificar qual é a taxa de inflação real.
"Os dados utilizados para avaliar a inflação são bastante imperfeitos. O que mais me interessa é a taxa de inflação subjacente. Minha impressão geral é que o risco de inflação melhorou um pouco. Acredito que a tendência da inflação seja bastante favorável", afirmou, ao acrescentar que a missão do Fed em relação à inflação pode diminuir com o tempo.
O dado mais recente mostra que o índice de preços de gastos com consumo (PCEa medida preferida do Fed para a inflação) subiu 0,4% nos EUA em fevereiro ante janeiro, segundo o Departamento do Comércio. Na comparação anual, houve alta de 2,8% em fevereiro.
O núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,4% em fevereiro ante janeiro. Na comparação anual, o núcleo do PCE teve alta de 3% em fevereiro.
Se você se acostumou com o estilo de Powell, prepare-se para o choque térmico. Warsh não quer apenas herdar a cadeira; ele quer uma mudança de regime.
Ele considerou como apropriadas mais de quatro reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) por ano e revelou preferir reuniões de política monetária mais bagunçadas do que as familiares, sinalizando abertura para divergências de opiniões sobre os juros na instituição.
Em compensação, as coletivas de imprensa após cada reunião de política monetária — um procedimento que o Fed passou a adotar religiosamente a partir de janeiro de 2019 — podem estar com os dias contados.
Para Warsh, "buscar a verdade é mais importante do que repetir".
O mercado financeiro tenta decifrar os sinais. Warsh fala em independência, mas suaviza o tom ao tratar das críticas políticas. Ele critica a inflação herdada, mas sabe que foi escolhido para aliviar o custo do dinheiro.
Com o petróleo pressionado pela guerra e Trump esperando um corte de juros que pode ser o combustível para uma nova espiral inflacionária, Warsh terá que provar que sua riqueza não é apenas pessoal, mas também de pulso firme para conduzir o Fed.
As revelações financeiras de Warsh mostram uma riqueza imensa, mas deixam dúvidas sobre seus bens sem resposta.
Sua documentação lista mais de US$ 100 milhões em participações associadas ao seu trabalho para o investidor Stanley Druckenmiller.
Warsh afirma nos documentos que está sob um acordo de confidencialidade que o impede de dizer o que realmente está nessas posições, sendo que as maiores são apenas rotuladas como "Juggernaut Fund".
O Escritório de Ética Governamental dos EUA informou que Warsh não está em conformidade com essas participações, mas estará assim que ele as desinvestir.
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