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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

APOSTA FRUSTRADA

O grande erro de Warren Buffett: novo CEO da Berkshire Hathaway pode desistir do “sonho grande” do Oráculo de Omaha

Após anos de perdas e baixa contábil, a saída do “sonho grande” volta à mesa com a chegada do novo CEO Greg Abel; entenda

Camille Lima
Camille Lima
22 de janeiro de 2026
11:37 - atualizado às 10:55
Montagem com um gráfico de ações em vermelho e Warren Buffett no primeiro plano.
O megainvestidor Warren Buffett. - Imagem: Montagem Seu Dinheiro/ Canva Pro

Poucos investimentos desafiaram tanto a paciência de Warren Buffett quanto a Kraft Heinz. O “sonho grande” do megainvestidor se transformou em uma das poucas gafes do Oráculo de Omaha em décadas. Agora, sob novo comando, a Berkshire Hathaway dá sinais de que pode encerrar uma aposta que nunca entregou o retorno prometido. 

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novo CEO da Berkshire, Greg Abel, deu um passo formal para consertar a aposta frustrada de Buffett, ao registrar a totalidade da participação de 27,5% da holding na Kraft Heinz.  

Na prática, o movimento não significa uma venda imediata, mas abre caminho para que a Berkshire reduza — ou até encerre de vez — sua exposição à fabricante de ketchup e salsichas. 

A aposta frustrada de Warren Buffett 

A Kraft Heinz há anos figura como uma mancha isolada em um histórico de investimentos de Warren Buffett que beira o impecável.  

Desde a fusão que criou o gigante global de alimentos, em 2015, as ações da companhia acumulam uma queda de cerca de 70%. 

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Mesmo assim, a Berkshire manteve-se firme na posição durante quase toda a última década. Com 27,5% do capital, segue sendo a maior acionista da Kraft Heinz — e a empresa figurou por muito tempo entre as dez maiores participações do portfólio de Buffett.  

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Uma aposta grande demais para ser ignorada, e cara demais para ser facilmente abandonada de forma precipitada. 

Parte das perdas com a Kraft Heinz foi, ao longo dos anos, amortecida por dividendos bilionários. Ainda assim, o desempenho decepcionante cobrou seu preço. Em 2025, a Berkshire reconheceu uma baixa contábil de US$ 3,8 bilhões relacionada à participação.  

Pelas contas da Morningstar, o custo do investimento chegava a US$ 8,5 bilhões no fim do terceiro trimestre de 2025 — bem acima do valor de mercado da participação na empresa, estimado em US$ 7,7 bilhões.  

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Em outras palavras, era mais caro para a holding de Buffett possuir ações da Kraft Heinz do que a própria avaliação da empresa a mercado. 

A cisão da gigante Kraft Heinz 

Segundo analistas da Stifel, o registro da participação dá flexibilidade à Berkshire, sem necessariamente sinalizar uma venda iminente.  

“O documento permite que a Berkshire Hathaway reduza sua participação acionária; acreditamos que novas notificações só devem aparecer nos relatórios trimestrais 13F”, dizem os analistas.  

A próxima atualização relevante deve vir em meados de maio, com a divulgação das posições da Berkshire no primeiro trimestre. 

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Para o mercado, o timing diz muito sobre a nova fase da Berkshire. Na avaliação de Greggory Warren, analista da Morningstar, o movimento “reflete o desejo de Greg Abel de simplificar e reduzir o portfólio de investimentos logo no início de seu mandato”.  

O movimento também coincide com um momento de reorganização dentro da própria Kraft Heinz. A companhia estuda se dividir em duas: de um lado, molhos, pastas e refeições de longa duração; de outro, marcas icônicas do mercado americano, como Oscar Mayer, Kraft Singles e Lunchables.  

A cisão busca destravar valor, mas não convence a todos — nem mesmo o Oráculo de Omaha. 

O próprio Buffett já deixou claro seu desconforto com os rumos do negócio. Em entrevista à CNBC, em 2025, o megainvestidor reconheceu que a fusão não foi o “negócio brilhante” que imaginava. Ainda assim, mostrou ceticismo quanto à solução proposta pela empresa

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“Com certeza não foi uma ideia brilhante juntá-los, mas não acho que separá-los vá resolver o problema”, disse o investidor. 

Do sonho grande de Buffett e Lemann... ao pesadelo  

A história da Kraft Heinz começa com ambições elevadas. A fusão que criou a companhia nasceu da aliança entre a Berkshire Hathaway, de Buffett, e a 3G Capital, de Jorge Paulo Lemann.  

O “sonho grande” dos investidores era formar um gigante global de alimentos. Mas o roteiro não saiu como planejado. 

Poucos anos após o negócio, as vendas nos Estados Unidos começaram a encolher. O consumidor americano, cada vez mais atento à saúde, passou a evitar alimentos ultraprocessados, enfraquecendo marcas que haviam sido sinônimo de conveniência por décadas.  

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Ao mesmo tempo, cortes agressivos de custos limitaram a capacidade da Kraft Heinz de investir em inovação e marketing — justamente quando essas marcas precisavam se reinventar para continuar relevantes.  

O resultado foi um gigante pesado, pouco ágil e cada vez mais distante do crescimento. 

Enquanto a 3G reduziu sua fatia gradualmente até sair completamente do investimento em 2023, a Berkshire permaneceu. Mesmo depois de Buffett admitir que pagou caro demais pelo ativo, a holding manteve a aposta — até agora. 

*Com informações da CNBC. 

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